segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Dicionário da oposição

Síndrome de Junqueiro, sf: Também conhecida por Síndromo de Junqueiro,sm. Bastante comum nos anos noventa, manifesta-se ainda em pleno século XXI. Ficou denominada pelo nome do político que mais sintomas manifestou desta condição. Geralmente a Síndrome de Junqueiro está associada a algumas dificuldades em ultrapassar o discurso da contagem de espingardas, sendo o "Nós dissemos primeiro", o "Estava no nosso programa" e o "Foi feito durante o governo do meu  partido", características definidoras de toda a sua comunicação.  Esta síndrome, por norma decorrente de largos periodos de oposição, é facilmente reconhecida através de um conjunto de sintomas de paralisia política [tais como: falta de propostas alternativas, opção pela abstenção, incapacidade de discordância no essencial] associados a quem os manifesta, independentemente da ideologia que o portador advoga.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Caro VSB

A minha crítica à oposição coincide parcialmente com a do Olho de Gato ou do Tempos de Vésperas, deste modo e por estar sem tempo ou vontade escuso-me à defesa alargada das restantes posições. No entanto, relativamente à minha posição há duas falhas na análise. Um problema menor é que sendo todos os programas genericamente aceitáveis gostaria de saber, entre os eleitos, quem os terá lido? Podia adiantar a resposta, mas estou certo que não ia ser bonito. Um problema maior é o facto de o CDS (dependendo do dia) aplaudir o trabalho do executivo, para no dia seguinte fazer uma crítica completa ao mesmo. Fará isto algum sentido? Neste ponto podia ir ao preciosismo da opinião interna nem sempre coincidir, mas este não é um problema de um VSB independente. Relativamente ao PS, também é comum fazerem coro com a direita nas críticas relativas ao orçamento para depois se absterem. Ou seja entre o que se diz e o que se faz há sempre uma grande diferença, sendo também notória a falta de alternativas. Uma andorinha não faz a primavera, mas sou obrigado a referir pela positiva as intervenções de Pedro Baila Antunes. Meus caros, a vontade não é que a oposição esteja sempre do contra, é bem mais prosaica. Por um lado, é esperado que exista alguma coerência não só entre o que se diz diariamente como entre o que se diz e o que se faz,  em algum momento temos de perceber qual é afinal a vontade dos cavalheiros da oposição; por outro lado esperam-se alternativas concretas (não há uma via única para o mesmo destino). Mas não me obriguem a explicar para que serve a oposição.

Os cem dias

Atrasada como sempre, a Tribuna chega aos cem dias de Almeida Henriques. Apesar do estado de graça ainda apelar a alguma moderação na análise, em abono da verdade, sou obrigado a concluir que esta terá de ser positiva. A oposição concorda comigo, li no Diário. Destes cem dias ficam três ideias para uma cidade com futuro: Ciclovia (para uma cidade moderna); preservação do Bairro Municipal (para quem respeita o passado); Bizzdirect no IPV (para ganhar o presente). Menos bom é o excesso de propaganda, que já vimos em Sócrates e nunca acaba bem; e o aparente desinteresse pelo CCDV/Mirita Casimiro que me leva a perguntar: Existe vereação da cultura? Sentir falta de Ana Paula Santana será sinal que já estamos a perder? Entretanto, a oposição vive num claro contra-senso: mesmo sem Ginestal não há registo de melhorias. Parabéns meus caros, era difícil mas vocês conseguiram. A exemplo das duas últimas décadas, é crível que a oposição continue a fazer de morta. Surpresa? Só mesmo para os ingénuos. E os ingénuos devem ser cínicos depois de terem sido ingénuos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ciclovia


Não vale a pena perder muito tempo a referir que as ciclovias têm uma função importante nas cidades modernas. Neste contexto, a extenção da actual é sempre uma das boas notícias destes primeiros cem dias de mandato. Vamos se a conseguimos urbanizar e até onde poderá crescer, espaço não falta.

Cidade Região

Meus senhores, vamos lutar pelo corredor Aveiro-Vilar Formoso, pela requalificação da Linha da Beira Alta e pela duplicação do IP3 ou vamos contiuar a debater "Viseu Cidade Região" de braços cruzados?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sem dias

O Indo eu lança uma série interessante de perguntas ao poder. Eu estenderia as mesmas questões à oposição. Se o departamento de propaganda afirma uma melhoria na ordem dos 20%, porque é que da oposição fica a ideia de um retrocesso na ordem dos 30%? E mais importante, porque é que a oposição não consegue fazer este tipo de perguntas? Porque é que não faz o contraditório que lhe compete (terão reparado na falácia da melhor água)?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Viseu Primeiro

Quando é que Viseu, a exemplo do Porto, também engrossa a voz? Isto é tudo muito bonito, mas acabamos sempre a ver os comboios passar. Não há propaganda que mude a realidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014