sábado, 14 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Wake up and smell the coffin



Os partidos não são atractivos, há novas formas de expressão no campo político e esta cidade não é para novos. Obviamente, a Graça não é velha nem do Restelo. 


Ps: Este post é uma (in)directa com mira nos queixos dos jotas. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Da Tribuna [Rua Direita]


No último 7 de Novembro comemorou-se o centenário de Camus. Não sou francófilo, antes pelo contrário, o meu imaginário está refém do outro lado do canal [um problema geracional dirá, com toda a razão, o leitor mais atento]. No entanto, para lá dos Pirenéus também há um povo que precisa de carinho e volta e meia, normalmente em finais de Dezembro, simpatizo com a tribo. Não poderia deixar de ser de outra forma.
Repare, caro leitor, nunca fui apanhado a trautear o Frère Jacques ou a ouvir o Aznavour, mas aprendi a ler com os franceses, mais concretamente com Proust. Perdoem a hipérbole, pois já sabia ler e escrever, mas foi um pequeno ensaio de Proust, sobre leitura, que me cativou definitivamente para o vício. Um vício bem melhor que Gauloises. Quanto ao resto, os franceses sempre me pareceram uma espécie de espanhóis mas conhecedores de queijo, que sendo mais competentes na difícil arte do amor obviamente usam a língua para beijar; o seu território apenas existe para que Alemães e Ingleses possam resolver, até ao último morteiro, os excessos do seu imperialismo.
O que mais me afasta de França é a falta de testosterona, excepto para o amor. Até o socialismo gaulês parece mole [a culpa não será apenas de Hollande ou dos croissants], provavelmente esta tibieza surge como contraponto ao socialismo real, que deixou traumas mais à esquerda e mais a leste, o que, de certa maneira, não deixa de revelar uma atitude prudente.
Do ponto de vista do século XXI considero a Revolução Industrial, o Abril de 74 e a Revolução Sexual [a segunda claro] incomensuravelmente mais importantes, para a vida portuguesa, do que a Revolução Francesa [NB: cabeças rolantes não resolvem problemas, excepto de ordem demográfica]. Dos anos 50, do século XX, em diante a principal vitória diplomática dos franceses, mais do que a Linda de Suza, terá sido a nacionalização de Carla Bruni, o que não sendo equiparável a uma vitória em Dunquerque não deixa de ser um feito assinalável.
Mas, voltemos a Camus, sobre este, Mexia escreveu, "Defendia a liberdade de consciência e a "boa-fé", convicções fatais para quem está em política, domínio dos dogmatismos e da má-fé organizada". Ora é o exemplo de Camus, um socialista francês, que não vejo entre os socialistas nossos conterrâneos, que sofrem da mesma falta de fibra dos restantes camaradas franceses. Entre nós, apenas sobrevive o dogmatismo com que que é feita a discussão politica, bem como a má-fé dos caciques que permite antever os resultados eleitorais do socialismo local, votações na ordem de dois votos para um, invariavelmente, a favor do status quo.

Por isso caros socialistas, tendo em conta que a tibieza faz parte da vossa escola política, fiquem com os franceses que mais vos agradarem, mas deixem o Camus e a Bruni de fora.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Estetoscópio

Meu caro Olho de Gato, os partidos políticos vivem de acordo com a máxima: "Não reconhecer o mérito". A República até pode rebentar, mas viver num estado de coma induzido, de alguma forma, parece satisfazer o caciquismo. Por tanto, do mesmo modo que não fico surpreendido com o seu voto no Alexandre, também não ficarei surpreendido com o resultado deste Sábado. Tudo está bem quando acaba mal, já dizia o pessimista.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PS


Mais do que um PS de uns quantos -os mesmos de sempre- ou de um PS para alguns -os suspeitos do costume-, existe a necessidade de um PS com todos. Em última análise, ganha a cidade, ganhamos todos mesmo os não-socialistas. 

Segunda


sábado, 30 de novembro de 2013

Domingo


É já este Domingo, às 16h -entre o almoço e o jogo da bola. Apareça e não seja modesto! 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Perto do Oceano



"There ain't no use in crying.
It doesn't change anything.
So baby, what good does it do?
Your friends, they all sympathize
Maybe i don't need them too."

Rua Direita

Miguel Fernandes era filho de Viseu e da ganância dos anos 80.  Seguia um rigoroso regime à base de democracia e liberdade de expressão. Aos que garantiam que era avarento como Salazar, na hora de pagar, respondia que era preguiçoso como Mário Nogueira, na hora de trabalhar. Conhecido por ser leitor compulsivo, não há certeza que algum dia tenha ido a Fátima, que tenha escutado Fado ou que tenha assistido a um desafio de Futebol. Em sua presença, para grande excitação das senhoras, é certo que estávamos perante um cavalheiro à moda antiga, um heterossexual assumido, sem bigode mas com patilhas dignas. Adepto de longas caminhadas de cachimbo e inseparável dos seus suspensórios, não se lhe conhecem grandes desilusões amorosas. Virtuoso no domínio de línguas foi, em vida, largamente diplomado pelas melhores faculdades da capital. Produto da contra-reforma, tinha um indisfarçável gostinho por Martinho, sendo efusivamente vaiado pelo alto clero dos Países Baixos. Num acto de represália, por não usar amiúde a expressão “Época Balnear”, a Wikipédia, erroneamente atribui a autoria da sua obra “Quinto Império” a um desconhecido Padre António Vieira(?). A sua fortuna de nada lhe valeu, visto ter morrido a um dia da semana, possivelmente Terça-Feira, enquanto assistia a mais um episódio repetido de “Tieta do Agreste”, a sua novela preferida. Os mais temerários sustentam que deixou a sua semente masculina na Rua Direita, ninguém tem a certeza, é esperar pelos próximos capítulos.