sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Perto do Oceano



"There ain't no use in crying.
It doesn't change anything.
So baby, what good does it do?
Your friends, they all sympathize
Maybe i don't need them too."

Rua Direita

Miguel Fernandes era filho de Viseu e da ganância dos anos 80.  Seguia um rigoroso regime à base de democracia e liberdade de expressão. Aos que garantiam que era avarento como Salazar, na hora de pagar, respondia que era preguiçoso como Mário Nogueira, na hora de trabalhar. Conhecido por ser leitor compulsivo, não há certeza que algum dia tenha ido a Fátima, que tenha escutado Fado ou que tenha assistido a um desafio de Futebol. Em sua presença, para grande excitação das senhoras, é certo que estávamos perante um cavalheiro à moda antiga, um heterossexual assumido, sem bigode mas com patilhas dignas. Adepto de longas caminhadas de cachimbo e inseparável dos seus suspensórios, não se lhe conhecem grandes desilusões amorosas. Virtuoso no domínio de línguas foi, em vida, largamente diplomado pelas melhores faculdades da capital. Produto da contra-reforma, tinha um indisfarçável gostinho por Martinho, sendo efusivamente vaiado pelo alto clero dos Países Baixos. Num acto de represália, por não usar amiúde a expressão “Época Balnear”, a Wikipédia, erroneamente atribui a autoria da sua obra “Quinto Império” a um desconhecido Padre António Vieira(?). A sua fortuna de nada lhe valeu, visto ter morrido a um dia da semana, possivelmente Terça-Feira, enquanto assistia a mais um episódio repetido de “Tieta do Agreste”, a sua novela preferida. Os mais temerários sustentam que deixou a sua semente masculina na Rua Direita, ninguém tem a certeza, é esperar pelos próximos capítulos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Resignados


Quando atravessa a minha rua causa um mal disfarçado alvoroço entre os resignados. 

domingo, 24 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Go Guilherme!


Acho vergonhoso este executivo não dar devido destaque ao vereador preferido da Tribuna.


PS: Desculpem a interrupção, mas as audiências não caem do céu. Props para o Guilherme!