segunda-feira, 9 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
No panque-roque
"Não se importa de falar,
Fala, não se importa de sangrar.
Sangra, não se vai calar
Se eles soubessem o poder de um mártir
Não o matariam.
Mas eles não sabiam!"
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Da Tribuna [Jornal do Centro]
1. Fernando
Ruas, o estimado Presidente do Município, em vésperas de deixar o lugar, teve
uma atitude sob todos os prismas democraticamente saudável, abriu as portas da
autarquia e apresentou as contas à comunicação social. Num registo pouco comum
entre as autarquias nacionais, segundo as contas apresentadas, o município
apresenta bastante saúde financeira sendo que para o próximo executivo este
tema será um mal menor. Ter saldo positivo é bom? Sim, não há outra resposta.
Numa altura de aperto financeiro, até como exemplo, é um sinal positivo.
Portanto, Fernando Ruas está de parabéns? Bem, esta não é uma resposta de sim
ou não. A minha geração, apenas através dos avós, recorda a política dos cofres
cheios de ouro e uma sardinha para quatro, de 73 e isso é bom. A gestão,
pertencendo à esfera das ciências sociais, será sempre alvo de discussão e encerra
infinitas possibilidades. Será sempre boa ou má de acordo com o lado do cofre
em que nos encontramos. A pergunta que como contribuintes podemos fazer é: Será
o objectivo final, da gestão autárquica, gerar lucro para aplicar num banco? A
essa pergunta, que vale a simpática quantia de um milhão duzentos e vinte e
quatro mil novecentos e cinquenta e três euros e vinte e quatro cêntimos
desaparecida no BPP, a resposta mais correcta será, um indeciso, talvez. Se
aplicamos o saldo no banco como alternativa a desbaratar em rotundas, funiculares,
pilaretes e asfaltar o projecto de um Centro de Artes e Espetáculos, é boa
gestão; nada contra. No entanto, se temos saldo positivo e ao mesmo tempo
corporações de bombeiros em dificuldades, um rio poluído, uma má rede de
transportes urbanos, problemas de saneamento em algumas aldeias, miséria
flagrante às portas da melhor cidade para viver e assistimos à atribuição de
subsídios sem critério ou distinção aparente, é má gestão; nada a favor. Para a
saúde do próximo executivo um mal menor pode vir a ser muito.
2. Na
semana anterior, num jornal nacional, os viseenses foram considerados campónios
iletrados. A população, e bem, optou por barafustar ou desvalorizar. A
candidatura de Almeida Henriques, ao contrário das restantes que optaram por
ignorar, advertiu o director do órgão de comunicação. Seria positivo se a
última frase fosse uma caricatura, mas corresponde, tal como a “súcia do piropo”,
ao avanço generalizado de uma visão restritiva das liberdades. Neste ponto,
assistimos a uma estranha aliança entre reaccionários e progressistas. Aqui,
encontramos gente que até defende a liberdade de expressão, logo que esta
adopte um conjunto de regras. Regras que em última análise a limitam, claro
está. Há muita opinião e insulto escrito que devem ser rebatidas, no primeiro
caso, e processados, no segundo caso. Mas, se a liberdade de expressão está em
causa, os democratas, mesmo que alvo de ofensas, assumem a única posição
válida, a sua defesa. Considero o artigo de mau gosto, mas, caro Almeida
Henriques, não desejo viver numa cidade em que apenas possa ser reproduzido o
que é “simpático” para nós. Fazer boa cara à selva que é a vida em sociedade é
o primeiro passo para a vida democrática.
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Viseu 90's
Em meados da década de 90, num muro cinzento e sem graça, perto de minha casa, alguém escreveu em letras garrafais: VIOLENT FEMMES. Para um teen é reconfortante saber que na vizinhança o vandalismo é esclarecido.
Junqueiro vintage
José Junqueiro é rei na campanha da contagem de espingardas. Avisem o candidato que 2013 não é bem 1994 e que a malta já não tem pachorra!
Dos leitores
Tenho recebido mails (contacto à direita) de vários leitores, infelizmente o meu tempo de resposta é longo. Mas leio, tento responder a todos e tenho a oportunidade de conhecer gente simpática. Sabendo que não aprendem nada comigo, agradeço a bonomia e lamento a demora. A culpa não é vossa, não desistam, meus caros, não desistam!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Guilherme com Olho de Gato
Concordo com quase tudo. O brinde -tipo Kinder Surpresa-, do ponto que procuro defender, está no quase e aplica-se unicamente à candidatura de Almeida Henriques. Se não tenho nada contra a adorável Ana Paula Santana, tenho tudo a favor do inequívoco Guilherme Almeida -líder de audiência incontestado deste blog, aplausos para ele. Guilherme Almeida, se a política local fosse arte, era um Van Goh em bruto, aquele que de quem nunca sabemos o que esperar, numa lista de Dalis que, como sabemos, apesar de esforçados, são uma seca monumental. Sem Fernando Ruas, Guilherme Almeida, apesar de tudo, ou melhor, por tudo o que representa é o derradeiro agregador de votos. Só um PSD verdadeiramente novo e enxuto teria a coragem de colocar Ana Paula Santana à frente de Guilherme Almeida. Mas não era a mesma coisa, pois não?
domingo, 1 de setembro de 2013
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