Não se sei é do calor, mas em Agosto sinto-me particularmente situacionista.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Agosto
Agosto é um mês excessivo. Excesso de calor, excesso de francês na rua e gente na praia. Nada disto augura nada de bom. Este Agosto foi particularmente penoso. Concedo, o timbre britânico do John Oliver é porreiro. Mas dificilmente acompanha a coolness nova-iorquina do Jon Stewart. Setembro chega tarde.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
A Tribuna do Leitor [ainda os Campónios Iletrados]
Um leitor atento, em resposta ao post mais quente do mês,
deixou um comentário em que coloca diversas questões. Vamos a elas, porque
democracia sem democratas não é bem uma democracia.
Leitor: “Então colocamos a fasquia por baixo?”
Tribuna: Não. Colocamos a fasquia alta, afinal de contas, temos opções. Lemos jornais e artigos escritos por gente versada para gente versada; desvalorizamos Lucianos ou, em alternativa, manifestamos o nosso desagrado. Todavia, um cérebro limitado será sempre um cérebro limitado, mas tal facto não deve limitar o seu direito à opinião. Se os Lucianos se tornarem ofensivos, damos uso aos tribunais. Lamento, mas a democracia funciona assim.
Leitor: “Não há seriedade jornalística nem
responsabilidades editoriais?”
Tribuna: Parcialmente,
a questão não se coloca. E isto é importante distinguir: Estamos perante um artigo de opinião, não um trabalho jornalístico.
Relativamente à responsabilidade editorial, esta cai por
inteiro no colo do editor. Ele faz a triagem que entende, o que aceitar será o
reflexo do valor que ele pretende atribuir ao seu jornal. Aqui nenhum
governante se pode imiscuir, ou tentar condicionar as opções tanto do editor
como do colunista, sob pena de estar a entrar no campo da limitação de
liberdade de imprensa e de opinião; facto grave em qualquer democracia.
Leitor: “Os jornais passam a pasquins?”
Tribuna: Se entenderem
ser pasquins é problema deles, estamos no campo da liberdade editorial. Cabe ao
público escolher se compra ou não, se lê ou ignora. Se o leitor entender formar
uma banda “pimba”, logo que não obrigue ninguém a escutar, está no campo da sua
liberdade.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Tempo de vésperas
O Rui, em tempo de vésperas, faz uma análise bastante ponderada sobre situação autárquica. Já eu, estou certo que a realidade vai confirmar que todos, mesmo todos, serão vencedores. Almeida Henriques porque ganha; Junqueiro porque consegue a melhor votação de sempre para o PS; Hélder Amaral, porque atinge a melhor votação, do CDS, nos últimos 20 anos; Manuela Antunes porque cumpre; Francisco Almeida porque o afinal de contas o PCP nunca é derrotado, nem mesmo pela realidade. Por último, uma palavra para o grande vencedor Fernando Ruas que deixa a certeza que sem ele o PSD dificilmente voltará a ter votações superiores a 60%. Parabéns, tal como no desporto escolar, são todos vencedores.
sábado, 24 de agosto de 2013
À atenção de Almeida Henriques
Meu caro Almeida Henriques,
Tal como o amigo, gostava de saber em que medida Luciano Amaral me considera um campónio e iletrado. No meu caso, como da maioria dos viseenses, fazer prova de tal condição será complicado. Toda a vida vivi na cidade e, apesar de não ser um literato, considero ter uma biblioteca pessoal decente, contra factos!
Continuando. Até entendo que destrate o senhor Luciano Amaral, no aconchego do seu lar, tal como eu o faço [É um prazer gozar com aquele caixa de óculos]. Agora, na qualidade de titular de dois cargos públicos e candidato ao mais alto cargo local, não posso concordar com a desvalorização que faz tanto da democracia como do papel da liberdade de expressão no seio desta.
Como meu representante espero que, perante os Lucianos desta vida, diga sem reservas: "Discordo deste ignorante, mas defenderei até ao fim o seu direito à ignorância, como opção de vida, e a dizer todas as barbaridades que entender".
Esta atitude, respeitará a memória de todos os grandes pensadores, mais ou menos, de direita de Tocqueville, passando por Churchill, até Sá Carneiro; confirmará a sua identidade como social-democrata [aqui não há como fugir ao Democrata]; deixará aos Estalinistas o que é próprio dos Estalinistas [limitação da liberdade de opinião]; e fará prova do que defendem os Viseenses, que a iletracia apenas existe na caneta do Sr. Luciano.
Com todo o respeito,
Miguel Fernandes
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Campónios iletrados
Ora este campónio, que ainda esta semana mostrou simpatia pelo "antigo presidente", gostava de perguntar ao senhor Luciano Amaral que parte dele é iletrada.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Podia ser 94
Quase não me reconheço. Como ignorar a semana em que visito o novo testamento, endosso algum apoio ao Ruísmo e concordo com um, dois, posts de Junqueiro [que, para o bem e para o mal, nunca apaga o que escreve]? Vou de férias, antes que acorde em 94.
Adenda: Quem é que, em 2013, ainda acredita que isto é uma boa ideia?
Adenda: Quem é que, em 2013, ainda acredita que isto é uma boa ideia?
Quero o meu Ruas de volta [Jornal do Centro]
Nas últimas semanas, cumprindo a
lei eleitoral, foram apresentadas as listas concorrentes aos órgãos autárquicos
locais. A única novidade é que não há novidades. Ao analisar as listas, devemos
ter em atenção os dois pontos levantados, neste jornal, pelo caro Joaquim
Alexandre Rodrigues: i “nos lugares
elegíveis para a câmara e assembleia municipal, o aparelhismo partidário mais
seguidista e acrítico, polvilhado aqui e ali com um ou outro académico para
enfeitar”; ii “nas listas de
freguesia, generosidade e amor à comunidade” [ponto 3]. Se nenhuma alma razoável terá
dúvidas relativamente à generosidade inscrita no segundo ponto, o primeiro
ponto será razão mais do que suficiente para transformar até o leitor mais
apático num saudosista por antecipação. Numa primeira leitura, sobre as listas,
se fosse republicano [na acepção ianque da palavra] messiânico, ao mesmo tempo
que moderava o meu entusiasmo relativamente ao fim do Ruísmo, resumia a minha
reacção inicial a duas palavras “Choque” e “Pavor”. Se o leitor, neste momento,
questiona: Foi desta que o Miguel vendeu a alma ao Ruísmo? Serei obrigado a responder
com a prudência do costume: Nada de confusões meus caros, se por um lado nem
todo o Ruísmo foi negativo, por outro lado, nem tudo o que é novo é bom. Vamos
por partes. Porque é que o Ruísmo não foi assim tão mau? Se tivermos em conta
um certo modelo de desenvolvimento, Ruas foi um autarca no mínimo competente. Entendeu
o modelo de gestão dos anos 80/90, definiu a rota e seguiu o seu caminho. O
problema – e aqui há sempre um problema, não é?-: Entretanto virámos de século,
entrámos na segunda década do milénio, sem assistirmos a grandes alterações de fundo
em termos de políticas públicas. Entrámos com vontade no pós anos 90, liderados
por um autarca que não envergonharia ninguém, no entanto, ano após ano fomos sendo
ultrapassados tanto pelo tempo como por executivos autárquicos cada vez menos
dinâmicos [o adjectivo, aqui, funciona como eufemismo], tudo isto sem queixumes
por parte de uma oposição anónima. Porque é que nem tudo que luz é ouro? Porque
fruto das circunstâncias temos a oportunidade, mas não a vontade, de mudança. Esta
“não-vontade” de mudança, que em parte será explicada pelo mero receio do
desconhecido, que habita em cada um de nós, também é responsável pelo mofo que
se apoderou dos partidos. Internamente, a fauna partidária, sobrevive graças a
uma vigorosa dieta assente no tal “seguidismo
acrítico aparelhista”, esta dieta além de garantir imutabilidade das coisas,
evitando sobressaltos, elimina a possibilidade de qualquer tipo de pensamento
crítico ou alternativa interna. A presença do académico ocasional ou de um ou
outro independente é justificada na exacta medida em que permite garantir a
manutenção do status quo transmitindo, ao mesmo tempo, a falsa ideia de mudança e abertura ao exterior. Perdão cavalheiros, atendendo às vossas listas,
se é para manter tudo na mesma prefiro o original. Quero o meu Ruas de volta.
In: Jornal do Centro
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Ruas 2017
Meu caro Almeida Henriques, aqui Fernando Ruas cita o novo testamento [Apocalipse 3:16] sob forma de aviso: "Assim porque és morno, nem frio nem quente, estou quase a vomitar-te"
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Dizer não também é opção
Caro Junqueiro, como eu o compreendo. Também eu já fui vitima de assédio. Infelizmente, para mim, a agressora não era grande exemplar, tive de recusar.
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