domingo, 4 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Mou não é liberal
Bom era exigir uma RTP privada. Acabar com a ingerência do poder na comunicação social, isso sim era assumir uma posição liberal.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Da Tribuna [Jornal do Centro]
Ps: Dos candidatos, espera-se que recordem as palavras de Roger Scruton e se apresentem ao debate a “achar que o outro está enganado, em vez de ter a certeza que o outro está errado.”
2. Arte: Alguns estudiosos e bastantes curiosos defendem que a verdadeira arte apenas foi produzida em breves períodos históricos, por exemplo: na Grécia antiga, no Renascimento, ou até ao século XIX. Para estes cavalheiros o restante material – segundo eles, inútil- não poderá ser considerado arte no seu sentido mais nobre, sendo que toda a contemporaneidade dificilmente ultrapassa a pura fraude. De acordo com este ponto de vista, a arte contemporânea dificilmente entrará na grande linha evolutiva que constitui a história da arte. No pólo oposto, há quem afirme que só é digna de atenção a arte actual, ou seja, a arte pós-warholiana ou pós-conceptual, sendo tudo o resto obsoleto ou entendido como um freak show com o seu lugar reservado no cemitério das aberrações. Encontramos, portanto, a vanguarda contra a tradição, o novo contra o velho, o moderno contra o académico. O meu entendimento sobre arte tem por base um relativismo moderado: sem tradição dificilmente haverá modernidade e cada obra deve ser julgada de acordo com o momento histórico em que foi produzida. Já a realidade mostra que vivemos numa época de pluralismo, com um forte pendor de cruzamento de ideias e interdependência produtiva. No mundo das artes nada sobrevive fora desta “rede”. Serve esta introdução para recordar tanto aos (e)leitores como aos candidatos autárquicos que, ao nível municipal, a responsabilidade de apoiar, desenvolver e potenciar esta rede de relações de cooperação entre os diversos agentes cabe em larga medida à autarquia. Temos o museu Grão-Vasco, temos o Teatro Viriato, temos os Jardins Efémeros, o museu do Quartzo- com algum potencial-, o Jazz – graças ao Lugar do Capitão e à Girassol Azul- está a crescer, temos o público local. Falta um museu de arte contemporânea, um festival de Verão distintivo, diversificar a oferta - em termos qualitativos- e criar a dita rede de forma a dar alguma coerência e continuidade à programação. Só assim poderemos desenvolver novos padrões de “consumo” cultural, atrairemos novos públicos e afirmaremos Viseu como uma urbe moderna. Este Verão, espero que o (a) próximo(a) vereador(a) da cultura me acompanhe num longo passeio estival por “Art Worlds” de Howard Becker: “O trabalho artístico, tal como qualquer actividade humana, envolve a acção conjunta de um largo, por vezes muito largo, número de pessoas. É através desta cooperação que a obra de arte […] continua a existir […].As formas de cooperação podem ser efémeras, mas frequentemente tornam-se mais ou menos regulares gerando padrões de acção colectiva a que poderemos chamar um mundo da arte“.
2. Arte: Alguns estudiosos e bastantes curiosos defendem que a verdadeira arte apenas foi produzida em breves períodos históricos, por exemplo: na Grécia antiga, no Renascimento, ou até ao século XIX. Para estes cavalheiros o restante material – segundo eles, inútil- não poderá ser considerado arte no seu sentido mais nobre, sendo que toda a contemporaneidade dificilmente ultrapassa a pura fraude. De acordo com este ponto de vista, a arte contemporânea dificilmente entrará na grande linha evolutiva que constitui a história da arte. No pólo oposto, há quem afirme que só é digna de atenção a arte actual, ou seja, a arte pós-warholiana ou pós-conceptual, sendo tudo o resto obsoleto ou entendido como um freak show com o seu lugar reservado no cemitério das aberrações. Encontramos, portanto, a vanguarda contra a tradição, o novo contra o velho, o moderno contra o académico. O meu entendimento sobre arte tem por base um relativismo moderado: sem tradição dificilmente haverá modernidade e cada obra deve ser julgada de acordo com o momento histórico em que foi produzida. Já a realidade mostra que vivemos numa época de pluralismo, com um forte pendor de cruzamento de ideias e interdependência produtiva. No mundo das artes nada sobrevive fora desta “rede”. Serve esta introdução para recordar tanto aos (e)leitores como aos candidatos autárquicos que, ao nível municipal, a responsabilidade de apoiar, desenvolver e potenciar esta rede de relações de cooperação entre os diversos agentes cabe em larga medida à autarquia. Temos o museu Grão-Vasco, temos o Teatro Viriato, temos os Jardins Efémeros, o museu do Quartzo- com algum potencial-, o Jazz – graças ao Lugar do Capitão e à Girassol Azul- está a crescer, temos o público local. Falta um museu de arte contemporânea, um festival de Verão distintivo, diversificar a oferta - em termos qualitativos- e criar a dita rede de forma a dar alguma coerência e continuidade à programação. Só assim poderemos desenvolver novos padrões de “consumo” cultural, atrairemos novos públicos e afirmaremos Viseu como uma urbe moderna. Este Verão, espero que o (a) próximo(a) vereador(a) da cultura me acompanhe num longo passeio estival por “Art Worlds” de Howard Becker: “O trabalho artístico, tal como qualquer actividade humana, envolve a acção conjunta de um largo, por vezes muito largo, número de pessoas. É através desta cooperação que a obra de arte […] continua a existir […].As formas de cooperação podem ser efémeras, mas frequentemente tornam-se mais ou menos regulares gerando padrões de acção colectiva a que poderemos chamar um mundo da arte“.
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Blogs
Esta noite, entre amigos, discutia-se a "democraticidade" dos blogs locais. Meus caros, isto é relativamente simples: A Tribuna é um diário público e impessoal onde deixo parte dos meus apontamentos; outra parte -necessariamente diferente- está aqui; por fim existe uma outra, bem mais importante, pessoal e intransmissível, em papel. Como todos os diários, um blog é um trabalho inacabado, um posto de observação com algum filtro, sempre falível e num registo próprio. A opinião aqui expressa tem o valor que cada leitor lhe atribui, nada mais. Perdoem-me então que também não deixe toda a gente -via comentário- escrever o que bem entender neste espaço. Não estamos no campo da democracia estamos no campo sanidade e isto ainda não é o fim do mundo.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Na estrebaria
"Gente que vê tudo como uma corrida de cavalos. Gente de estrebaria." Esperem pela próxima sondagem que logo voltaremos à estrebaria.
Razões a considerar na Sondagem
Ignorando as limitações de um estudo desta natureza- ver ficha técnica. Em termos brutos, ninguém tem a maioria. O povo demitiu-se da partidocracia a culpa, essa, cabe por inteiro às estruturas partidárias e ao caciquismo que raptou a democracia. Caro leitor-militante partidário, não estou a falar do seu adversário, estou a falar do "seu" partido. Olhe para os rostos que fazem a "sua" campanha, entenda o carneirismo univoco subjacente a todas as declarações. Na campanha do "seu" partido tudo varia entre o bom e o excelente, somos um grupo de "eleitos", não é? Pois é! Está lá tudo, nada disto é novo e já vinha no Camões.
"A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?"
"A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?"
Razões para não considerar a Sondagem
Não sendo Viseu o Lumiar e tendo sido efectuadas, apenas, 595 tentativas de entrevista, sendo que 80 foram recusadas, está sondagem andará ao nível de bullshit - que é como os franceses dizem: "Com papas e bolos...".
domingo, 21 de julho de 2013
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