segunda-feira, 3 de junho de 2013

Deus, Emprego, Família

"Num dia difícil, de muitas atividades religiosas e de família, conseguimos conciliar todos esses compromissos"

Sondagens

Eleições sem sondagens são mais aborrecidas que cinema sem pipocas. Esta até nem correu mal para ninguém. O PSD ganha  [uma bica curta, não deixa de ser uma bica]; Junqueiro mostra a Ginestal que mais é possível; Hélder [que à data da sondagem não era candidato] fica com uma oportunidade para brilhar, no partido tradicionalmente mais subvalorizado em estudos do género.

O sétimo filho


"É bastante provável que seja o teu terceiro homem, mulher, mas é um facto que sou o sétimo filho"

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Da Tribuna [Jornal do Centro]


1. D. Sebastião à Direita: O facto político mais relevante da semana anterior foi o anúncio oficial da candidatura autárquica de Hélder Amaral. O CDS-PP, à espera do seu D. Sebastião, tem a secreta esperança de voltar a repetir as votações do Engº Engrácia Carrilho. Principal problema: desde a inauguração do Ruísmo [facto que ocorreu algures antes da queda de um muro em Berlim] o mundo mudou e o eleitorado do CDS local tem-se vindo a desagregar. Para reverter o estado da nação, Hélder Amaral, promete avançar primeiro com as ideias e só depois com as caras que vão dar corpo ao projecto. É certo que Hélder destacou-se nos bancos da AR como a formiga trabalhadora, por oposição às cigarras que todos conhecemos, mas corre contra o tempo e contra o aparelho laranja instalado no poder, de quem é parceiro no Governo, e Junqueiro tudo fará para que o eleitorado disso não se esqueça. Nestas eleições a candidatura de Hélder é mais um facto positivo, na medida em que vamos ter os três principais rostos na vida política local em disputa directa entre si. Até pode ser que se dê o caso de se começarem a discutir ideias e projectos, este seria o mais importante contributo de Hélder Amaral para estas autárquicas. 

2. A crise quando nasce não é para todos: Existe uma saudável esquizofrenia na vida política portuguesa, esta condição é o sal que anima discussões populares e páginas de jornais. Sejamos honestos, qualquer povo romântico gosta de um bom “cafajeste”. Quem não se recorda de autarcas satisfeitos pois a limitação de mandatos apareceu em boa altura, afinal de contas todos precisamos de descanso, para logo depois afirmarem que tinham sido “expulsos” do jogo sem razão aparente e, quais velhas glórias, sonham com o regresso? Se é deste golpe de rim que o meu povo gosta, as coisas mudam de figura quando se fala de dinheiro em época de crise. Segundo o líder da distrital do PSD: "Não fazia sentido, num momento em que o país está a passar dificuldades, que se fizesse uma campanha com ostentações e festas", rematando a questão com um afirmativo "Não vamos prometer o que não podemos cumprir e vamos assentar sempre numa mensagem de verdade e sem ilusões". Se Mota Faria, e bem, apelou à contenção de custos na campanha eleitoral laranja, uma vez que o país se encontra sob assistência financeira, a candidatura de Almeida Henriques tratou de ignorar olimpicamente o presidente da distrital, povoando a cidade de outdoors. É sempre mau prenúncio começar a campanha eleitoral assumindo uma posição, mas, na prática, fazer exactamente o seu oposto. E convenhamos, tal como Mota Faria percebeu, em época de aperto financeiro um pouco de decoro nunca matou ninguém.

3. Época de Incêndio: Todos nós sabemos qual a importância do Corpo de Bombeiros Municipais. Se o leitor não entende o que lhe digo vá à sua cozinha ligue o gás, espere dez/quinze minutos, e acenda um fósforo. Agora, entendeu a ideia? Então está na hora de saber que os Municípios têm responsabilidades nesta matéria, também deve ser alertado para o facto do orçamento dos corpos de bombeiros ser curto havendo a necessidade de rentabilizar os meios existentes. O amigo desse lado do jornal, também deve ter em conta que o responsável máximo da Protecção Civil Municipal é o simpático presidente da autarquia, sendo que nada justifica o vazio que há a respeito desta matéria neste Concelho, estando inclusive em incumprimento perante a Lei 65/2007 dada a falta de um serviço Municipal de Protecção Civil. Mas o que é que a cidade espera dos Bombeiros Municipais? Espera um serviço que funcione, que responda eficazmente à população e que sensibilize na época de inverno através de acções nas escolas e nas juntas de freguesia. Como todos sabemos, ninguém está livre de um acidente. Em caso de não haver capacidade de resposta, o processo, pela falta de socorro, segue em nome do presidente da autarquia? Alguma coisa tem de mudar, a actual situação é um completo desrespeito pela população.

Praça da República

Vamos ver.... Nesta praça, temos o Bruno, o Fernando, o Telmo, o Rui, o Renato e claro está a Graça.