sexta-feira, 24 de maio de 2013

Compromisso


Hélder Amaral assume o compromisso e avança. Venham as ideias.

Almeida Henriques

Podemos criticar Almeida Henriques por diversas razões e caros amigos razões não faltarão. Mas não podemos criticar um homem que foi à luta. "Por outro lado [...] eu não sou dos que acha que o insucesso seja algo que nos deve condicionar. Antes pelo contrário. Haja pessoas que ousem fazer!" O espírito liberal é isto mesmo. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Notícias de Estalinegrado


Alexandre, estes truques são velhos. São do tempo em que Casimiro era uma opção para o baptismo.

Sai um projecto alternativo

O Alexandre vai a votos, na Junta de Freguesia Urbana. Nem sempre concordo com o Alexandre, mas a ousadia, o espirito democrático e a visão critica estão lá. Isso é bom, meus amigos, isso é muito bom. Venham mais candidaturas fortes que a cidade agradece. 

sábado, 18 de maio de 2013

Simplesmente Regine




"Toda a vida acreditou que a felicidade lhe estava vedada, nomeadamente a felicidade que se manifesta através do casamento. Comprometido com Regine Olsen, uma adolescente que não compreendia a sua melancolia, Kierkegaard decide romper o noivado. E escreve uma impetuosa confissão para afastar Regine. Exagerando os devaneios da sua boémia, assume a reputação odiosa de hedonista e cínico. Mais tarde há-de elaborar minuciosas objecções ao casamento enquanto escolha moral. Mas nunca deixou de amar Regine"

Para lá da pose


Não eras grande musa, mas eu também não era grande poeta.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

1940

Entretanto, para lá da cortina de ferro.

O estranho caso do Dr. Já Esteve(s)!



Com a aproximação das autárquicas, transversalmente a todo o espectro partidário são apresentadas diversas teorias sobre a importância da participação cívica. Nas tardes de Domingo são proferidos belos discursos que fazem a prova de que a sociedade civil, uma abstracção que dilui todos em alguns, vá-se lá saber porquê, está com a candidatura X em detrimento da candidatura Y. Em todas as comunicações ou panfletos é-nos garantido que a “turba pré-amotinada”, após 4 anos sem ser tida ou achada, foi encontrada e será ouvida. Por azar, uma aliança entre a Sociologia Política, a Teoria da Democracia e a dura realidade faz questão de nos provar o contrário. Vamos a factos? O estudo "Sociedade Civil e Democracia: Portugal numa Perspectiva Comparada", do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, deixa no ar diversas questões, entre as quais: Em que condições o Estado encoraja a formação de associações voluntárias? De que forma o grau de democratização do regime se relaciona com a vida associativa? As respostas são relativamente simples de entender. Se por um lado os “Estados fortes (capazes de concretizar políticas e fixar objectivos de modo relativamente autónomo) favorecem o desenvolvimento da sociedade civil”, por outro os “Estados fracos tendem a favorecer associações pequenas, fracas e limitadas geograficamente.” Deste estudo podemos aferir que “uma vez que parlamentos fortes representam a nação na sua globalidade, as associações tenderão a adquirir um âmbito nacional e, como tal, a dotar-se de mecanismos acrescidos de coordenação territorial, com os líderes associativos a forjar ligações e alianças cuja malha recobre o espaço nacional (…) uma democracia terá tanto mais qualidade quanto mais os grupos intermédios e com menos recursos de uma sociedade tenham maior capacidade de auto-organização e de fazer ouvir os seus interesses na arena pública e junto das instituições políticas.” Logo “os diversos grupos serão tão mais favorecidos em termos de políticas públicas e ouvidos pelos decisores políticos quanto mais organizados estiverem.” Ora, tendo em conta a fraca qualidade do nosso Estado, da nossa democracia e do nosso associativismo estão a crescer por essa Europa movimentos de cidadãos e apelos à participação cívica e individual contra as organizações que não dizem nada ao cidadão comum, que está farto de ver os mesmos grupos de interesses transitar de um lugar para o outro. Como sociedade, vivemos em loop o estranho caso do "Dr. Já Esteve(s)", um médico pontual que à entrada no serviço passava pela enfermaria, largava um sonoro "bom dia", e dirigia-se à consulta externa, à imagiologia, ao bloco operatório, terminando o périplo na urgência onde repetia dose!.. Passados alguns instantes saía por onde tinha entrado, de forma sorrateira, deixando em todos a convicção de que estava a trabalhar, algures, mas onde estava, de facto, era no consultório (privado) que funcionava no centro da cidade... Quando alguém, no hospital, precisava de falar, ligava ao secretariado,  perguntava por ele e a resposta que ouvia era a mesma de sempre: - "Não sei onde está, mas já esteve! Eu passo a chamada..." Quem atendia o telefone, dava a volta aos diversos serviços possíveis da sua passagem e a resposta sacramental era sempre a mesma: "Não sei onde está, mas já esteve!"... Alguns dos nossos representantes são assim mesmo, leram a cartilha do "Dr. Já Esteve(s)"...

Tudo isto cheira a bafio!