sexta-feira, 24 de maio de 2013
Almeida Henriques
Podemos criticar Almeida Henriques por diversas razões e caros amigos razões não faltarão. Mas não podemos criticar um homem que foi à luta. "Por outro lado [...] eu não sou dos que acha que o insucesso seja algo que nos deve condicionar. Antes pelo contrário. Haja pessoas que ousem fazer!" O espírito liberal é isto mesmo.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Há vida à direita
O Blog do CDS voltou a carburar. Sinais de que a apresentação da candidatura está para breve?
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Sai um projecto alternativo
O Alexandre vai a votos, na Junta de Freguesia Urbana. Nem sempre concordo com o Alexandre, mas a ousadia, o espirito democrático e a visão critica estão lá. Isso é bom, meus amigos, isso é muito bom. Venham mais candidaturas fortes que a cidade agradece.
sábado, 18 de maio de 2013
Simplesmente Regine
"Toda a vida
acreditou que a felicidade lhe estava vedada, nomeadamente a felicidade que se
manifesta através do casamento. Comprometido com Regine Olsen, uma adolescente
que não compreendia a sua melancolia, Kierkegaard decide romper o noivado. E
escreve uma impetuosa confissão para afastar Regine. Exagerando os devaneios da
sua boémia, assume a reputação odiosa de hedonista e cínico. Mais tarde há-de
elaborar minuciosas objecções ao casamento enquanto escolha moral. Mas nunca
deixou de amar Regine"
quinta-feira, 16 de maio de 2013
O estranho caso do Dr. Já Esteve(s)!
Com a aproximação das autárquicas, transversalmente a todo o
espectro partidário são apresentadas diversas teorias sobre a importância da
participação cívica. Nas tardes de Domingo são proferidos belos discursos que
fazem a prova de que a sociedade civil, uma abstracção que dilui todos em
alguns, vá-se lá saber porquê, está com a candidatura X em detrimento da
candidatura Y. Em todas as comunicações ou panfletos é-nos garantido que a “turba
pré-amotinada”, após 4 anos sem ser tida ou achada, foi encontrada e será ouvida.
Por azar, uma aliança entre a Sociologia Política, a Teoria da Democracia e a
dura realidade faz questão de nos provar o contrário. Vamos a factos? O estudo "Sociedade
Civil e Democracia: Portugal numa Perspectiva Comparada", do
Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, deixa no ar
diversas questões, entre as quais: Em que condições o Estado encoraja a
formação de associações voluntárias? De que forma o grau de democratização do
regime se relaciona com a vida associativa? As respostas são relativamente
simples de entender. Se por um lado os “Estados
fortes (capazes de concretizar políticas e fixar objectivos de modo
relativamente autónomo) favorecem o desenvolvimento da sociedade civil”,
por outro os “Estados fracos tendem a
favorecer associações pequenas, fracas e limitadas geograficamente.” Deste
estudo podemos aferir que “uma vez que
parlamentos fortes representam a nação na sua globalidade, as associações
tenderão a adquirir um âmbito nacional e, como tal, a dotar-se de mecanismos
acrescidos de coordenação territorial, com os líderes associativos a forjar
ligações e alianças cuja malha recobre o espaço nacional (…) uma democracia
terá tanto mais qualidade quanto mais os grupos intermédios e com menos
recursos de uma sociedade tenham maior capacidade de auto-organização e de
fazer ouvir os seus interesses na arena pública e junto das instituições
políticas.” Logo “os diversos grupos
serão tão mais favorecidos em termos de políticas públicas e ouvidos pelos
decisores políticos quanto mais organizados estiverem.” Ora, tendo em conta
a fraca qualidade do nosso Estado, da nossa democracia e do nosso associativismo
estão a crescer por essa Europa movimentos de cidadãos e apelos à participação
cívica e individual contra as organizações que não dizem nada ao cidadão comum,
que está farto de ver os mesmos grupos de interesses transitar de um lugar para o
outro. Como sociedade, vivemos em loop o estranho caso do "Dr. Já Esteve(s)",
um médico pontual que à entrada no serviço passava pela enfermaria, largava um
sonoro "bom dia", e dirigia-se à consulta externa, à imagiologia, ao
bloco operatório, terminando o périplo na urgência onde repetia
dose!.. Passados alguns instantes saía por onde tinha entrado, de forma
sorrateira, deixando em todos a convicção de que estava a trabalhar, algures,
mas onde estava, de facto, era no consultório (privado) que
funcionava no centro da cidade... Quando alguém, no hospital, precisava
de falar, ligava ao secretariado, perguntava por ele e a resposta que
ouvia era a mesma de sempre: - "Não sei onde está, mas já esteve! Eu passo
a chamada..." Quem atendia o telefone, dava a volta aos diversos serviços possíveis
da sua passagem e a resposta sacramental era sempre a mesma: "Não sei
onde está, mas já esteve!"... Alguns dos nossos representantes são assim
mesmo, leram a cartilha do "Dr. Já Esteve(s)"...
Tudo isto cheira a bafio!
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)




