quinta-feira, 2 de maio de 2013

Caro Almeida Henriques


Em "Época da Acasalamento" [1949], há uma passagem sobre homens que abusam de óleo capilar. Se não estou em erro, nestas coisas a memória prega partidas, estes homens não seriam a companhia adequada para ir ao teatro. Depois de ler os jornais de hoje, entre ir em má companhia para o teatro ou para umas autárquicas, sem hesitar, optaria pela primeira opção.  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Jota e o Hobbes errado


Em 2001, N. Bobbio [socialista-liberal] e M. Viroli [politólogo] sentaram-se em pólos opostos da mesa e da sua conversa, entre gerações, surgiu o livro: "Diálogo em Torno da República", uma visão culta e abrangente sobre os desafios da República, merecedora de destaque em qualquer estante civilizada. No ano de 2004, Mario Soares e Sergio Sousa Pinto em "Diálogo de Gerações", fazem um remake à portuguesa, a obra lusa, infelizmente, em poucos momentos descola da frustrante mediania. Em 2013, a JSD Viseu promove um "Encontro de Gerações", caso lancem o resultado do debate em livro aposto que correm o sério risco de competir directamente, nas estantes, com Hobbes. Refiro-me ao amigo [tigre] de Calvin, nunca a Thomas, claro! 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Este Post não é sobre futebol II


Fernando, além dessas semelhanças encontro outras mais reais. Vencer uma batalha será sempre bom ma non troppo, no dia seguinte o grau de exigência aumenta. O meu pessimismo também me indica que se aprende mais na derrota do que na vitória. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O prémio

Eu que ansiosamente aguardo pelo dia da minha descondecoração, acho que um prémio é um prémio e é um prémio. Este post, tal como um prémio, vale o que vale.

Da Tribuna (JdC)


1. O novo CDS-PP: A evidência do leitor estar com estas páginas na mão faz-me ter a certeza que escrevo para um público informado. O facto do amigo aliar a sua perspicácia a um elevado nível cultural é a garantia de que não se sentiu surpreendido com nenhuma das escolhas autárquicas até agora apresentadas. O sorriso de ironia que esboçou ao ler a última frase dá-me a certeza que dificilmente ficará “encantado” com as ideias ou programas eleitorais que os referidos candidatos irão apresentar. O leitor, inteligente como sempre, neste momento pensa para os seus botões: Esta juventude anda louca, o Miguel esqueceu Hélder Amaral? A minha resposta é simples: Exactamente… nada disso… muito antes pelo contrário. Hélder é que esqueceu o candidato. Nestas autárquicas, o CDS decidiu avançar no campo das ideias [pensamento] antes de irromper pelo campo dos rostos [pose]. O CDS parece disposto a fazer diferente, por oposição ao que tem sido habitual. Segundo a linha de raciocínio democrata-cristã, o habitual é o que aparentemente nos volta a ser proposto tanto por socialistas como por sociais-democratas. Este fazer diferente, segundo o CDS, é: “(…) apresentar em primeiro lugar o seu projecto para a cidade e depois então encontrar as pessoas certas para darem forma ao projecto. O objectivo desta nova forma de abordagem é responder a todos que exigem um concelho atractivo e uma cidade moderna (…) Viseu precisa, portanto, de renovação, de políticos comprometidos com causas e com as populações (…)” Numa primeira análise parece um bom ponto de partida, na medida em que o combate político deve emergir do campo das ideias [a cidade necessita de ideias e discussão]. No entanto, esta postura não deixa de conter os seus riscos. Tanto para o CDS como para a cidade existe o risco de serem os últimos a entrar em campo e sem garantias de conseguir apresentar ideias ou caras novas [na época em que a actividade política entrou em descrédito total, encontrar caras frescas poderá revelar-se uma tarefa digna de iluminados], e todos sabemos que eleições sem uma terceira opção válida serão sempre eleições coxas. 

 2. Expovis: José Junqueiro recebeu com surpresa a notícia do cancelamento das feiras “Movelar” e da “Viseu Noivas”. Eu recebi com surpresa o facto de elas ainda existirem. Segundo sei, estamos a falar de duas feiras deficitárias às quais o tecido comercial de Viseu pouco aderia. Vamos a factos: a “Movelar” funcionava como pré-reserva para a Feira de S. Mateus [FSM]; os industriais de Paços de Ferreira condicionavam a sua participação à obrigação da Expovis assegurar um lugar na FSM. Perante este cenário impunha-se parar e pensar uma estratégia diferente do ponto de vista organizativo e económico/financeiro. Uma cabeça economicista pensaria: Não poderá, tal como já acontece, a FSM assegurar a realização de uma mostra de mobiliário com industriais do ramo de Viseu, Paredes e Paços de Ferreira? Já a “Viseu Noiva” não poderá ser integrada na FSM, sem prejuízo para ninguém e como reforço da oferta da FSM 2013? A resposta a estas questões é afirmativa. Não terá chegado o momento de olhar o futuro e procurar uma nova estratégia e uma nova visão mais profissional para este tipo de certames definindo com rigor custos, parcerias e objectivos? E para quando a realização de uma feira de agricultura, produtos endógenos, gastronomia e uma outra que seja afirmativa das potencialidades da região de Viseu, no campo do termalismo e turismo de saúde? Não é chegada a altura de sabermos o que podemos esperar de cada candidato relativamente à Expovis e ao futuro da FSM para lá de 2013? 

 3. Lugar do Capitão: Amigos pedem-me informação sobre Viseu, qual o melhor dia para visitar a cidade de Viriato? Onde ir? Eu penso um bocado e sugiro a noite. É melhor visitar Viseu fora de horas, se for numa noite de quinta-feira é excepcional. Os meus amigos alfacinhas franzem o nariz e pensam que ensandeci, que perdi o juízo, que estar longe do mar abalou a pouca sanidade que me restava. Nada disso, a explicação é bem mais prosaica, às quintas à noite há Jazz no Lugar do Capitão. Qualquer cidade civilizada tem um sítio com Jazz ao vivo, Viseu felizmente tem o Capitão.