sexta-feira, 12 de abril de 2013

De regresso



“(...)Por isso a minha alma regressa sempre ao Antigo Testamento e a Shakespeare. Sente-se deveras que são homens que falam; e que aí, odeia-se, e aí, ama-se, mata-se o inimigo, amaldiçoa-se a descendência por todas as gerações, aí, peca-se.

E que tal o Lar de Farminhão?

De acordo com a VFM: "Ruas afasta a possibilidade de ser candidato à Assembleia Municipal de Viseu"

Podes e deves


“Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos ...teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido».”

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Deputados, Caso Almeida, Rali [Jornal do Centro]


1. Proponho ao leitor o seguinte exercício: Nomeie os actuais nove deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu. Sem recorrer à cábula, a minha resposta seria: João Figueiredo, Acácio Pinto, Hélder Amaral, José Junqueiro, não recordo o nome de baptismo de mais algum. Agora pergunto ao leitor, além das perguntas ao Governo, por questões de tacitismo político, que outra iniciativa legislativa tiveram pelo distrito? Recorda-se de alguma com significado para os eleitores? Se compreendeu a ironia das questões que levanto e já espera a defesa da criação de círculos uninominais. Acertou. Porque defendo a criação destes círculos? Recorro a Maria F. Mónica que levanta e responde às seguintes questões: “Vigiam eles as acções do Governo? Não. Elaboram leis susceptíveis de melhorar as nossas vidas? Não. São capazes de produzir um discurso susceptível de levantar o moral nacional? Não. Têm opiniões? Não. Estudam dossiers analisados em comissões especializadas? Não. Têm ao seu dispor equipas que os ajudem a formular políticas alternativas? Não. São independentes dos partidos a cujo patrocínio devem a eleição? Não.” M. F. Mónica poderia estar a falar apenas dos “nossos” deputados, mas estava a falar, e bem, da classe como um todo. Em português curto: Nos últimos 30 anos poucos deputados se afastaram da triste mediania de quem nos representou. Se derem ao eleitor a oportunidade de votar num nome, e não num partido, o grau de responsabilização política aumenta. Não raras vezes, os eleitos desrespeitam o voto popular e vão tratar da vida, sendo substituídos por figuras ainda mais obscuras, situação que o voto uninominal limitaria. Se tivermos em conta que, da jota ao parlamento, os nossos representantes apenas conhecem a palavra obediência, teremos pavor a votar em símbolos partidários. Para os deputados-militantes ser um ultra do partido é o seu abono de família, pois fora da esfera partidária a vida é dura para com os medíocres, por isso falam e actuam sempre em concordância. A vida política, sem qualquer tipo de diferenciação entre maus e bons, representa a vitória do pior tipo de socialismo. Está na hora de pedir explicações aos cinco que não sabemos quem são, o que têm feito ou como lá chegaram, bem como aos atrás citados para que não se esqueçam que o distrito precisa que sejam mais proactivos, inquiridores e produtores de iniciativas que tragam desenvolvimento, emprego e bem-estar à região. Se não compreendem esta necessidade, demitam-se! Nós, eleitores, compreenderemos! 

 2. Bomba Relógio: Esta semana Miguel Relvas cessou funções como Ministro-Adjunto. Aparentemente, a demissão deriva do escândalo em torno da sua não-licenciatura. Sobre este tema, Sócrates que obteve a sua licenciatura a um Domingo, numa universidade que acabou fechada compulsivamente, apenas referiu que os dois casos são distintos pois frequentou durante 6 anos o ensino superior [o que não prova rigorosamente nada] e que tirou um Mestrado no ISCTE. Já o ISCTE tem entre-mãos o caso Almeida, um vereador acusado de plágio ou, em linguagem moderninha, “osmose conjugal”. Se o caso Almeida levar o mesmo tempo do caso Relvas, mesmo em cima das eleições haverá resultados. Caso corra mal, o que fará Guilherme? Que danos colaterais provocará na lista que o acolher? 

 3. Rali: Além da tradicional Volta a Portugal, Viseu tem o 1º circuito nacional de BTT. O que não vai para o pedal sobra para a novela. Para quando uma aposta internacional com o Rali de Portugal a levantar pó nas estradas do concelho? Já em 2014 esta prova volta ao Norte e Centro do País, a CMV já ligou os motores?

À atenção de Guilherme


A concelhia do PSD decidiu prestar homenagem, via Facebook, a M. Thatcher e fez bem. O problema, que revela alguma falta de conhecimento histórico, está na citação escolhida. A concelhia, na figura do seu presidente, não parece ter assimilado que boa parte da social-democracia que o seu partido defende faz parte do socialismo que a Dama de Ferro tanto criticava. Fora da memória colectiva também parece estar o facto de Sá Carneiro ter proposto a entrada do PSD na Internacional Socialista. Em português cacique: o Partido Social Democrata, do ponto de vista anglo-saxónico, não passa de um partido socialista, dos que só duram enquanto durar o dinheiro dos outros. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lúcia Silva

O Viseu Senhora da Beira, com alguma ironia, menoriza o empenho de Lúcia Silva. No entanto, temos de louvar a capacidade de defesa de uma solução que não é a sua e em que não acredita. Numa época em que a garantia do interesse pessoal faz regra, a solidariedade, mesmo que meramente institucional, merece sempre aplausos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mulheres Socialistas



Continuo a achar que se acabarem com o paternalismo das cotas e avançarem para uma boa queima de sutiãs fazem mais pelas mulheres.

Penalti a favor da Tribuna



De bola apenas sei que é redonda como a maioria das rotundas, mas em números sou como o Excel do Gaspar! Gasta-se 500 mil euros sendo que mais de metade são para o futebol, o que sobra para os demais 3000 desportistas amadores? Já fez as contas? Será um voto por uma migalha? 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Vida independente


Não conheço pessoalmente João Cotta, provavelmente a única coisa que temos em comum, além de um par de amigos, é o facto de escrevermos no mesmo jornal. Mas, não posso deixar de referir que João Cotta tem razão, precisamos de uma candidatura que rompa com as estruturas partidárias e nos tire deste marasmo disfuncional político-partidário em que caímos.