domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
A Guerra Interior
Se há guerra que vale a pena não perder é a interior. A não perder, dia 6 de Abril, no Seminário Maior de Viseu.
Fim de Época; LdC; CDS [Jornal do Centro]
1. Esta cidade não é para jovens: Aparento uma falsa juventude. Falsa na medida em que já carrego
um acervo considerável de memórias-fantasma desta cidade. Apesar de Viseu não
ter passado por nenhuma guerra ou catástrofe natural, são demasiados os sítios que
apenas sobrevivem na minha memória e, para desgosto meu, muitos dos fragmentos
que restam não passam de imprecisas imagens recolhidas na infância. O meu
saudosismo sub-trinta tem por base uma “imagem-relâmpago” do Conde Barão; uma
ténue recordação dos vultos que ocupavam o Mercado 1 de Maio; os brinquedos na
Casa da Boneca; as tendas da feira semanal abertas no Campo de Viriato; a
extinta confusão dos dias da semana na Rua Direita e Rua Formosa a transbordar de vida, de negócio e de esperança; os legumes que a minha avó comprava à
porta de casa; o Parque Aquilino Ribeiro com esplanadas cheias; a inauguração
da minha adolescência acontece sob o signo da demolição da Estação-de-caminhos
de ferro, a banda sonora desses anos estava à venda na Rua da Paz; as primeiras
sessões de cinema foram no Ícaro, ainda o Rossio era ponto de encontro; a minha
biblioteca é a Casa Amarela. Entretanto, como comunidade, abraçamos a
modernidade sob forma de centro comercial, as ruas ficaram vazias, o comércio
tradicional pereceu, o centro histórico ficou cada vez mais deserto. Nesta
entrada de séc: XXI, impávidos e bastante serenos assistimos à decadência e
desmantelação do nosso património cultural, social e físico. Perante a
uniformização europeia abandonámos o que nos distingue. Ao longo de toda esta
caminhada a companhia fiel vinha d’O Cortiço –haverá “marca” mais forte que
esta?- , espaço que esta semana encerrou as portas. Com o fechar de portas,
também foram fechadas as memórias de muitos Viseenses, para os que lá passaram
bons momentos restam as fotografias e as histórias pessoais que o tempo apagará.
As notícias da morte da “minha cidade” podem pecar por serem exageradas, mas encarregam-se
de impossibilitar o célebre “Alegra-te, jovem, na tua juventude” do livro de Eclesiastes.
Da minha juventude, que hoje dificilmente se alegra, faz parte um passado, na
minha cidade, que o presente, com a paciência de quem tem tempo, se encarrega
de destruir, felizmente não há instagram que altere as cores da minha memória.
2. O que se passa na Loja do Cidadão? Este jornal tem atribuído merecido destaque ao estranho caso
da Loja do Cidadão. A polémica principal gira em torno da nomeação – nomeação,
nesta frase, funciona como mero eufemismo- da coordenadora Ana Luísa Bastos. Como
referiu o Jornal do Centro, Hélder Amaral, colocou diversas questões ao
Ministro da Tutela Miguel Relvas relacionadas com este caso. Apesar da pertinência
das questões, as respostas - algumas em tom de fuga em frente – pouco ou nada esclareceram.
Desde logo, ficámos por saber onde foi publicitado o referido concurso. Terá
sido no BEP, em algum jornal ou site? Fiz uma pesquisa e confesso que não
encontrei nada. Será que com apenas dois elementos a loja corria o risco de
deixar público por atender? A resposta é negativa. Sabemos que a referida loja funcionou
durante oito anos com apenas dois sub-gerentes, sem registo de constrangimentos
ao seu funcionamento. Numa época de diminuição da oferta e fortes
constrangimentos orçamentais que motivo justificará tal “nomeação”? A
justificação de prevenção de alguma ausência também não colhe, caso contrário
todos os serviços públicos teriam um quadro de pessoal duplicado de modo a
colmatar eventuais falhas. Terá realmente existido algum acréscimo de funções
que justifiquem a contratação, ou repartiram as existentes de modo a tentar
justificar a inclusão de um terceiro elemento? As minhas fichas ficam todas na
última opção. Apesar da vontade de Hélder Amaral, estou certo que vamos continuar
a aguardar resposta.
3. As vozes do CDS: Durante bastante tempo a voz do CDS-PP Viseu era confundida com a voz de
Hélder Amaral, mas algo está a mudar. Se por um lado temos Rui Santos, ainda
que a título pessoal, a escrever com regularidade no seu blog “Tempo de Vésperas”, por outro lado, num
registo oficial, começa a despontar a voz de Carlos Cunha, num jornal online. A
diferença pela qual Carlos Cunha se tem pautado é positiva. Positiva na medida
em que não opta pelo discurso simplista da contagem de espingardas, não
fulaniza, apresenta uma visão “fresca” sobre a política local e com a mesma
elevação com que faz oposição a Ruas é a única voz que evita que a campanha de
Junqueiro passe incólume entre os pingos de chuva. Finalmente o CDS, sendo unívoco,
fala a mais do que uma voz. Agora, resta esperar pela confirmação da
candidatura de Hélder Amaral e que o CDS contribua com boas ideias e melhores
pessoas para a escolha do próximo mês de Outubro.
In: Jornal do Centro
terça-feira, 26 de março de 2013
Autárquicas 2013
Em 2009, Viseu teve um candidato capaz de trautear a "My Propeller". Já os candidatos de 2013 pensam que Artic Monkeys é o nome de uma série televisiva. Alguém chama a isto evolução?
segunda-feira, 25 de março de 2013
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