segunda-feira, 25 de março de 2013

Quinta do Grilo


Estacionei perto da Quinta do Grilo. Levei a minha melhor T-shirt.

À atenção do CDS



Conservadores locais, metam-me já numa lista para a AM. Concedam-me o prazer chamar "Great supine protoplasmic invertebrate jellies" aos adversários. Prometo que depois de tão elevado uso da linguagem renuncio ao mandato.

A culpa não é da Autarquia



Viseu é o distrito com mais idosos isolados, mas nos autocarros para a Malafaia vão todos acompanhados.

quarta-feira, 20 de março de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013

O meu tem mais volume que o teu

Lá para Outubro, lançarei a obra "Trento na Língua", uma colectânea dos meus melhores textos publicados no Jornal do Centro. Dois grossos volumes em paperback, num estilo irónico, misantropo, livre de plágio, duro na gramática, hipocondríaco no diagnóstico e ultramontano q.b.. Os senhores da ADDLAP ou da CMV financiam? 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sobre a política local (JdC)


1.       Sobre “Pôr a pata em cima”: A última Assembleia Municipal foi peculiar. Fernando Ruas, refém do seu vocabulário habitual, afirmou que pretendia alterar o nome da Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões para CIM Região de Viseu. Até aqui nada de anormal, não fosse o pormenor de o Mayor de Viseu se ter esquecido de consultar os restantes 13 municípios da comunidade, avançando que caso o nome não seja alterado não exclui a possibilidade de sair da estrutura. É nestas alturas que temos de dar valor ao enraizado espírito democrático que rege os nossos representantes. Ainda na mesma assembleia e no mesmo plano político, o autarca Ruas indicou que ia pedir uma audiência ministerial para debater a denominação do centro hospitalar “Qualquer Coisa” - Viseu. Caso a decisão final fosse de Fernando Ruas, o autarca optaria por um nome que não magoe ninguém. A razão está do lado do nosso presidente, quem nunca se sentiu magoado por um substantivo, que atire o primeiro modificador preposicional do nome apositivo [o leitor mais sensível que me perdoe o recurso à TLEBS]. Apenas os tondelenses, PSD e PS de Tondela [peço desculpa, se algum Viseense se sentiu magoado ao ler o nome da localidade, mas na realidade não há outra forma de a mencionar] não se sentem magoados com a designação, considerando as palavras de Ruas uma afronta originada por alguma “azia” e uma “visão totalitária”. Para o Viseense comum fica por esclarecer: Qual a pertinência de se entrar nestas guerras em fim de mandato? Será que o medo de ser sucedido por Carlos Marta está a reduzir o discernimento de um autarca em fim de linha ou estamos perante um simples caso de má vizinhança?
 
2.       Sobre a Tese do Mestre: Nas últimas semanas, o vereador Guilherme Almeida, foi notícia nos principais órgãos de comunicação social nacionais e não pelos melhores motivos. Em causa está um alegado plágio da tese de mestrado que deu origem à magna obra “Os Desafios das Cidades”. Mais uma vez a oposição, à excepção do histerismo demissionário do B.E, ficou muda. A ironia aqui reside no facto do alegado original ser da autoria da própria esposa do vereador, que é docente no IPV. A confirmarem-se os factos relatados, se algum dia o plágio for encarado como uma facada no sagrado matrimónio, muito provavelmente, Guilherme virá nos livros; por seu lado Guilherme Almeida que fez carreira nas jotas, esteve no associativismo estudantil e é líder do aparelho partidário local [por tanto uma réplica de Relvas à escala beirã], sofre pelo menos uma facada na sua ambição política, quem, no próximo outono, aceitará ombrear com este senhor numa lista? Apesar do caso ter deixado estilhaços no PSD local, no IPV, no ISCTE e na CMV, até ao momento, Guilherme Almeida tem todas as razões para não entrar em pânico, afinal de contas a decisão está nas mãos da academia. Exacto, o leitor acertou, o juiz deste caso é o mesmo instituto que conferiu o grau académico. Ironia? Não, apenas uma característica lusa. Partindo do princípio que dificilmente alguém decidirá contra “a casa” em causa própria, o assunto está resolvido. Um brinde ao mestre.
 
3.       Sobre a irrelevância de “ser da” ou “ser de”: Caro leitor, Fernando Ruas será presidente “de câmara” ou “da Câmara”? Se o leitor for viseense, responderá que Fernando Ruas é o presidente da câmara; se o leitor não fizer ideia de quem seja Fernando Ruas, nem faça ideia do que é Viseu, responderá que Fernando Ruas é presidente de câmara. A presidência da República, a poucos meses das autárquicas, reparou que o “da” passou a ser “de”. Confuso? Só na óptica do eleitor. Do ponto de vista do dinossauro em exercício é indiferente. Para muitos Tiranus Rex autárquicos, alguns entretanto transformados em Tiranus Réu, a limitação dos mandatos é entendida como uma pausa forçada na carreira. Traduzindo a ideia para português suave: Os dinossauros, nos próximos quatro anos, deixarão a “sua” cadeira a um testa-de-ferro, que irá preparar o caminho para o regresso, em ombros, do líder original. Parece uma história soviética? Nada disso caro leitor é apenas mais uma idiossincrasia da Terceira República Portuguesa, nada demais.