quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Jornal do Centro
Nesta edição, o Jornal do Centro, apresenta três excelentes artigos sobre a realidade local. A não perder o editorial do Paulo Neto, a testosterona do Fernando e o martelo do Alexandre.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
A Tribuna do Leitor
"(...)Relativamente à Urbanização Aguieira 2000, na freguesia de S. José. Após a última queixa que deixei neste espaço, de facto a C.M.V enviou uma equipa de calceteiros para resolver o problema dos passeios, mas continua tudo na mesma. A equipa apenas arranjou o que estava na foto, deixando as restantes tampas de saneamento e restante equipamento "levantado". Em todo o restante passeio há buracos, pedras levantadas, pedras em falta, ervas daninhas, raízes de árvores, e arvores a ocuparem todo o espaço disponível. Facto que obriga a população a optar pela estrada e limita a mobilidade de pessoas em cadeira de rodas e das mães que trazem os filhos para o infantário em carrinhos. Uma situação própria de uma cidade terceiro-mundista. Mais uma mancha na melhor cidade para viver. Relativamente à linha 22 da S.T.U.V, quanto tempo será necessário para levarem o terminal da Aguieira até à nova escola? Será necessário as crianças e pais apanharem mais uns dias de chuva ou o calor do Verão, para perceberem que é a melhor solução? Até do ponto de vista económico compensaria, pois a linha ficaria próxima do bairro de Stº Estevão(...)"
Leitor devidamente identificado
Leitor devidamente identificado
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Viseu Marca
A dona Dalila resolveu o assunto: "A ideia de reduzir um lugar à expressão de uma marca
parece corresponder, desde logo, a um exercício de negação da diversidade e das
possibilidades desse lugar". No geral, partilho a opinião do Gabriel. Agora, o que interessa é saber quando é que a comissão nomeia um comité para definitivamente enterrar o tema.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O Diabo aparece
O gabinete de comunicação e imagem de Américo está quase, quase, preparado. Só falta enxofre para polvilhar os discursos. Em bom português, está quaise!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Clássico instantâneo
"Amor é: deslumbrar-me com os lindos adereços que tu trazes...
...em vermelho, em branco, em verde, em roxo e também rosa...
...e cuidar que só tu é que sabes mesmo orientar uma festa das cores..."
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Dia de S. Valentim II
Nisto do amor, nada como ser fraco seis dias por semana para ter o descanso dos justos no dia do Senhor.
O Candidato, Mandatos, Ruísmo [JdC]
1. O meu candidato: Um homem precisa de heróis, são eles
que nos permitem acreditar que algum tipo de ordem prevalecerá sobre o caos
institucionalizado. Em 1994, já nenhum dos meus heróis fazia parte do mundo dos
vivos. Entrar na adolescência sobre os escombros dos epitáfios de figuras
motivadoras é garantir que chegaremos à vida adulta com um pé atrás em relação
à capacidade redentora da sociedade. Em termos políticos, nunca tive heróis
contemporâneos. Era novo demais para o cavaquismo, adolescente demais para o
guterrismo, não passar de um longo bocejo; não puxei do lenço branco quando
Barroso foi para a velha Europa e, em abono da verdade, sempre preferi
Xenofonte a Sócrates. Serve esta introdução para reforçar a ideia de que, tal
como a grande maioria do povo, nunca embarquei em grandes manifestações de júbilo
pré ou pós eleitoral. No decurso dos anos o homem comum perdeu a fé na
política. No início deste século, Barack Obama veio restabelecer algum do encanto
perdido, mas quem vos escreve é, no máximo, um obamista moderado. Sendo uma
criatura que se revê no modo de vida europeu, não embarco em messianismos
norte-americanos. Se há algum político, ainda com a capacidade de respirar, que
me capta a atenção é um autarca. Não meus caros, não é o bom e velho Dr. Ruas,
mas sim o mayor de Londres Boris Johnson. O que tem de atractivo esta figura
politicamente incorrecta? Qualquer político que defende que a U.E faria melhor
em promover o ensino do latim em vez de apostar na política agrícola comum,
merece todo o meu respeito. Resumindo, Boris é quase tudo aquilo que eu espero
encontrar no futuro autarca de Viseu. Johnson é um político com um background
cultural acima da média -Tory, formado em Oxford, ex-editor da The Spectactor e ex-ministro sombra para
as artes e educação-, com ideias arrumadas e prosa irrepreensível, é capaz de
defender com agudeza de espírito aquilo em que acredita mesmo contra a opinião
generalizada, sendo acima de tudo uma pessoa que vive e ama a cidade da sua
vida. Em 2011, Johnson lançou uma obra dedicada à sua Londres: “Johnson´s life of London”. Esta obra, um
conjunto de pequenas biografias, é a celebração do génio de grandes personagens
londrinas que contribuíram para construir a cidade e o mundo. Em Boris, a ideia
de Pólis, assenta na necessidade da urbe ser um sítio óptimo para viver. Reconhece
a importância de envolver a comunidade e do mecenato, cabendo ao
estado/autarquia garantir que investimento público é reprodutivo – apostando na
construção de vias de acesso, com especial incidência na conectividade via caminhos
ferroviários e restantes infra-estruturas de apoio adequadas à nova economia-,
a cidade deve ter o empreendedorismo suficiente para acolher, reinventar e
exportar ideias. O elemento nuclear para a vida urbana passa por mais e melhor
educação -ensino superior de qualidade-, cuidados de saúde, variada oferta cultural,
aposta em espaços verdes e ambiente, criação de emprego e elevados índices de competitividade.
Segundo Boris, o factor que transforma uma cidade num local de excelência é a
pura competição, o reactor nuclear para uma vida urbana efervescente é a
capacidade de atrair para o mesmo local pessoas talentosas em competição
directa, só assim surge o “génio”. Em Viseu, faltam políticos que adoptem esta
dimensão para tirar o municipalismo, tão caro a Herculano, do esgoto da baixa
política em que entre nós caiu, falta uma candidatura que entenda a necessidade
de mudança na narrativa política e urbana de Viseu, falta abraçar o século XXI.
2. Limitação de mandatos: Fernando Ruas tem razão, a lei de
limitação de mandatos é coxa. Esta lei deveria ser alargada a todos os cargos públicos
ocupados através de eleição universal. Todos sem excepção deveriam ter
mandatos, de 5 anos, limitados a uma re-eleição por cargo. A limitação imposta
a Ruas&companhia não é injustiça, é apenas justiça por defeito.
3. Ruísmo: Numa tentativa de aproximação
enciclopedista poderemos balizar o Ruísmo como: Um fenómeno autárquico, mais
concretamente o período em que o poder político, em Viseu, foi exercido por
Fernando Ruas. Não pode ser considerado uma teoria política, uma vez que não
articula de forma lógica ou sistemática conceitos ou princípios ideológicos. O
Ruísmo segue o vetusto modelo de desenvolvimento autárquico em voga nos anos 90,
nomeadamente o incentivo ao associativismo, como garantia de recolha de apoios
na sociedade civil, e a atracção pelo betão, como garantia de perpetuação do regime no corpo da cidade, sendo a rotunda ajardinada o exemplo paradigmático. Estando
delimitado regionalmente, apresenta diversas características em comum com o
Putinismo, tal como a indigitação de um substituto que lhe possibilite uma re-candidatura
em 2017.
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Sossego
Na ressaca do carnaval passei o dia a invejar a sorte futura de Bento XVI. Estar em sossego, ter tempo para livros, revistas, jornais, alguma música e o pouco cinema que ainda vale a pena.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
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