sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Clássico instantâneo


"Amor é: deslumbrar-me com os lindos adereços que tu trazes...
...em vermelho, em branco, em verde, em roxo e também rosa...
...e cuidar que só tu é que sabes mesmo orientar uma festa das cores..."

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia de S. Valentim II

Nisto do amor, nada como ser fraco seis dias por semana para ter o descanso dos justos no dia do Senhor.

O Candidato, Mandatos, Ruísmo [JdC]



1.   O meu candidato: Um homem precisa de heróis, são eles que nos permitem acreditar que algum tipo de ordem prevalecerá sobre o caos institucionalizado. Em 1994, já nenhum dos meus heróis fazia parte do mundo dos vivos. Entrar na adolescência sobre os escombros dos epitáfios de figuras motivadoras é garantir que chegaremos à vida adulta com um pé atrás em relação à capacidade redentora da sociedade. Em termos políticos, nunca tive heróis contemporâneos. Era novo demais para o cavaquismo, adolescente demais para o guterrismo, não passar de um longo bocejo; não puxei do lenço branco quando Barroso foi para a velha Europa e, em abono da verdade, sempre preferi Xenofonte a Sócrates. Serve esta introdução para reforçar a ideia de que, tal como a grande maioria do povo, nunca embarquei em grandes manifestações de júbilo pré ou pós eleitoral. No decurso dos anos o homem comum perdeu a fé na política. No início deste século, Barack Obama veio restabelecer algum do encanto perdido, mas quem vos escreve é, no máximo, um obamista moderado. Sendo uma criatura que se revê no modo de vida europeu, não embarco em messianismos norte-americanos. Se há algum político, ainda com a capacidade de respirar, que me capta a atenção é um autarca. Não meus caros, não é o bom e velho Dr. Ruas, mas sim o mayor de Londres Boris Johnson. O que tem de atractivo esta figura politicamente incorrecta? Qualquer político que defende que a U.E faria melhor em promover o ensino do latim em vez de apostar na política agrícola comum, merece todo o meu respeito. Resumindo, Boris é quase tudo aquilo que eu espero encontrar no futuro autarca de Viseu. Johnson é um político com um background cultural acima da média -Tory, formado em Oxford, ex-editor da The Spectactor e ex-ministro sombra para as artes e educação-, com ideias arrumadas e prosa irrepreensível, é capaz de defender com agudeza de espírito aquilo em que acredita mesmo contra a opinião generalizada, sendo acima de tudo uma pessoa que vive e ama a cidade da sua vida. Em 2011, Johnson lançou uma obra dedicada à sua Londres: “Johnson´s life of London”. Esta obra, um conjunto de pequenas biografias, é a celebração do génio de grandes personagens londrinas que contribuíram para construir a cidade e o mundo. Em Boris, a ideia de Pólis, assenta na necessidade da urbe ser um sítio óptimo para viver. Reconhece a importância de envolver a comunidade e do mecenato, cabendo ao estado/autarquia garantir que investimento público é reprodutivo – apostando na construção de vias de acesso, com especial incidência na conectividade via caminhos ferroviários e restantes infra-estruturas de apoio adequadas à nova economia-, a cidade deve ter o empreendedorismo suficiente para acolher, reinventar e exportar ideias. O elemento nuclear para a vida urbana passa por mais e melhor educação -ensino superior de qualidade-, cuidados de saúde, variada oferta cultural, aposta em espaços verdes e ambiente, criação de emprego e elevados índices de competitividade. Segundo Boris, o factor que transforma uma cidade num local de excelência é a pura competição, o reactor nuclear para uma vida urbana efervescente é a capacidade de atrair para o mesmo local pessoas talentosas em competição directa, só assim surge o “génio”. Em Viseu, faltam políticos que adoptem esta dimensão para tirar o municipalismo, tão caro a Herculano, do esgoto da baixa política em que entre nós caiu, falta uma candidatura que entenda a necessidade de mudança na narrativa política e urbana de Viseu, falta abraçar o século XXI.

2.    Limitação de mandatos: Fernando Ruas tem razão, a lei de limitação de mandatos é coxa. Esta lei deveria ser alargada a todos os cargos públicos ocupados através de eleição universal. Todos sem excepção deveriam ter mandatos, de 5 anos, limitados a uma re-eleição por cargo. A limitação imposta a Ruas&companhia não é injustiça, é apenas justiça por defeito.

3.  Ruísmo: Numa tentativa de aproximação enciclopedista poderemos balizar o Ruísmo como: Um fenómeno autárquico, mais concretamente o período em que o poder político, em Viseu, foi exercido por Fernando Ruas. Não pode ser considerado uma teoria política, uma vez que não articula de forma lógica ou sistemática conceitos ou princípios ideológicos. O Ruísmo segue o vetusto modelo de desenvolvimento autárquico em voga nos anos 90, nomeadamente o incentivo ao associativismo, como garantia de recolha de apoios na sociedade civil, e a atracção pelo betão, como garantia de perpetuação do regime no corpo da cidade, sendo a rotunda ajardinada o exemplo paradigmático. Estando delimitado regionalmente, apresenta diversas características em comum com o Putinismo, tal como a indigitação de um substituto que lhe possibilite uma re-candidatura em 2017.


Dia de S. Valentim


De pistola no coldre.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sossego

Na ressaca do carnaval passei o dia a invejar a sorte futura de Bento XVI. Estar em sossego, ter tempo para livros, revistas, jornais, alguma música e o pouco cinema que ainda vale a pena.

Desparafraseando O' Neill

                                     
A Vida, esse lugar-comum.