quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Do tempo das vacas gordas
Viseu tem o funicular, Mangualde tem a praia. Cada autarquia sua vaca sagrada.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Blogs do Ano
Não vos tomo mais tempo, apenas vim mendigar mais uns quantos votos (em Blog Revelação e Local/Regional). O VSB também está presente, sejam simpáticos.
Autobiografia
A minha autobiografia não autorizada "A Descondecoração de Miguel Fernandes" também irá para a secção de ficção de uma qualquer biblioteca de província.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Dias de temporal
A tentar dominar Sir Isaiah Berlin à Mourinho sem ter a meia-idade necessária para viver em crise.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Refém sem vocabulário
"Viver sem vocabulário
p’ra descrever o cenário,
condenado a calar
p’ra não desinterpretar.
Porque a tradução
será sempre traição.
Uma poeira sem
voz,
p’ra dizer o que vai em nós."
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O Sr. Junqueiro
"(...)Ao PSD concelhio, que emitiu um comunicado a este
respeito, agradeço o primeiro parágrafo, parte em que me felicita e tudo o
resto, por cortesia, não comentarei."
O Sr. Junqueiro a escrever assim tira o lugar à Tribuna. Ai tira, tira!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Quinta do Grilo, Socialismo & Conservadorismo (JdC)
1. Quinta do Grilo: Meio da semana, jantar
no prato, mensagens no telemóvel – gente civilizada não liga à hora da
refeição-, amigos e colegas, sempre alerta em frente ao televisor, avisam que a
minha cidade está nas notícias, infelizmente não pelos motivos mais nobres. No
dia seguinte confirmo. Nos jornais nacionais a cidade faz capa. Porquê tanta excitação?
Sim, excitação é a palavra certa. Chegámos aqui devido ao excesso de oferta e
procura no mercado sexual em que se transformou a Quinta do Grilo. A Nação foi
informada que: Na melhor cidade para viver há um bairro no qual a oferta de
serviços sexuais inviabiliza qualquer possibilidade de vida pacata. Ao vivo na
tv, Fernando Ruas, revelando um amadorismo apenas permitido a autarcas da
província, garante que a prostituição é legal. O Mayor está enganado, a
prostituição é uma terra sem lei, não há norma, apenas o lenocínio é
considerado ilegal. Portanto, se querem apontar uma ilegalidade a estas
senhoras procurem no âmbito fiscal -prestam um serviço sem se sujeitarem ao
devido imposto- e avisem o Gaspar. Sendo eu um defensor das liberdades
individuais, não moralista, não tenho o menor interesse na vida sexual da
vizinhança. Não vejo como a minha liberdade será afectada se a senhora da
vivenda ao lado, na descrição do seu espaço, receber cavalheiros a partir das
22h. O facto de algumas atitudes serem moralmente condenáveis não significa que
sejam legalmente proibidas. A moral sexual deve-se basear na liberdade
individual não na repressão, mas o que se passa no referido bairro há muito que
interfere com a vida e segurança dos seus habitantes. Não é um problema menor. Por
toda a cidade estão espalhados estabelecimentos do ramo da oferta sexual, um
passeio pela Rua das bocas fará corar de vergonha os melhores machos dos Países
Baixos, luzes vermelhas, legalizadas pela CMV, também se encontram em pleno
Centro Histórico. Esta situação não é recente e degradou-se perante a passividade
das autoridades competentes. Há nesta lógica muito de velho e pouco de novo. No
meio da confusão, onde estão as boas e velhas feministas, fêmeas roliças de
denso buço, que destratavam os homens, a classe opressora, ao mesmo tempo que
renegavam as restantes mulheres, um punhado de mentes fúteis sempre dispostas a
degradarem-se para agradar ao macho alfa mais próximo? Nem uma palavra saiu do
Departamento das Mulheres Socialistas ou das Mulheres Sociais-democratas. Apenas
o Movimento Democrático de Mulheres se fez ouvir, desvalorizando a hipótese de as
senhoras trabalharem de livre vontade, esquecendo o direito a uma vida
descansada das restantes mulheres do bairro, mas acertando na necessidade de
policiamento que tenha um efeito dissuasor. Já agora, atrevo-me a perguntar, a relação
Ruas - PSP como vai? A igreja, por seu lado, avançou com o imperativo moral da
salvaguarda das crianças, vergo-me perante a ironia óbvia da preposição e opto
por me escusar a comentar. O sexo sempre foi um dos principais temas da arte, sem
cair em tentação não devemos esquecer a bíblica dimensão redentora de Maria
Madalena. Freud reconhecia o potencial disruptivo da frustração sexual. Philip
Larkin, com a habitual melancolia, afirmava que a liberdade sexual -1963- havia
chegado demasiado tarde para ele. Pedro Mexia, com indisfarçável sentimento de
derrota etária, entende que apenas a partir da lusa geração de 80 o sexo
aparece como algo natural, um brinde à minha geração. Leitor, não pense que não
há solução, ela existe e é simples: tanto do lado da oferta como da procura,
moderem o vosso entusiasmo. Nada que um pouco de bom senso, umas rondas da PSP
e uma redução na prescrição de viagra não resolva.
2. Óleo de fígado de socialista: Esta
semana o partido socialista esteve por Viseu. Escrevo antes das jornadas
parlamentares se iniciarem, mas atrevo-me a avançar que nada de relevante sairá
destas jornadas. O problema nacional passa pela falta de políticas alternativas,
bem como pela ausência de uma liderança forte. Se Seguro não comparecer,
ninguém dará por isso. Em termos locais, os militantes socialistas mais cedo ou
mais tarde terão de tomar a colher de óleo de fígado de bacalhau que a muito
custo andam a evitar. Meus caros, engolir a candidatura autárquica de Junqueiro
não custará muito, mas também não há garantias que faça algum bem. Agora é só tapar
o nariz, engolir a colherada de uma vez, fazer cara feia e esperar que o sabor
passe. Já falta pouco para o passado não passar disso mesmo.
3. CDS ou o PP de Hélder: No parlamento, o
CDS-PP, através do deputado João Almeida faz a leal oposição ao PSD. Por Viseu
o CDS teima em não fazer oposição. Hélder, se quer garantir a sobrevivência da
tribo, terá de se concentrar em Viseu, ser oposição a Ruas, fazer trabalho de
Élder e “evangelizar” porta-a-porta, cara-a-cara. Caso contrário, a chegada do
outono poderá lançar os conservadores num longo inverno.
In: Jornal do Centro
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Este post é plágio
Nos anos 90 Cavaco Silva queixava-se das forças de bloqueio e só pedia que o deixassem trabalhar. Já Viseu, nos últimos 24 anos, viveu paralisada por estas forças de bloqueio.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Jogos de palavras
Exemplos de dinheiro gasto em património imaterial não faltam. Agora, dizer que é tudo gasto em cultura ou assumir que todo ele é bem gasto é misturar tudo.
Djunqueiro
Na concelhia do PS o dia deve ter sido complicado. Depois da passagem de Djunqueiro alguém ficará de pé? No interior só os duros sobrevivem!
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