domingo, 20 de janeiro de 2013

Dias de temporal

A tentar dominar Sir Isaiah Berlin à Mourinho sem ter a  meia-idade necessária para viver em crise.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Refém sem vocabulário




"Viver sem vocabulário 
p’ra descrever o cenário, 
condenado a calar 
p’ra não desinterpretar. 
Porque a tradução 
será sempre traição. 
Uma poeira sem voz, 
p’ra dizer o que vai em nós."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O Sr. Junqueiro


 "(...)Ao PSD concelhio, que emitiu um comunicado a este respeito, agradeço o primeiro parágrafo, parte em que me felicita e tudo o resto, por cortesia, não comentarei.

O Sr. Junqueiro a escrever assim tira o lugar à Tribuna. Ai tira, tira!

Líderes de concelhia não são cavalheiros

Simpática Lúcia, ao Guilherme não se responde. Ignora-se!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Quinta do Grilo, Socialismo & Conservadorismo (JdC)


1.       Quinta do Grilo: Meio da semana, jantar no prato, mensagens no telemóvel – gente civilizada não liga à hora da refeição-, amigos e colegas, sempre alerta em frente ao televisor, avisam que a minha cidade está nas notícias, infelizmente não pelos motivos mais nobres. No dia seguinte confirmo. Nos jornais nacionais a cidade faz capa. Porquê tanta excitação? Sim, excitação é a palavra certa. Chegámos aqui devido ao excesso de oferta e procura no mercado sexual em que se transformou a Quinta do Grilo. A Nação foi informada que: Na melhor cidade para viver há um bairro no qual a oferta de serviços sexuais inviabiliza qualquer possibilidade de vida pacata. Ao vivo na tv, Fernando Ruas, revelando um amadorismo apenas permitido a autarcas da província, garante que a prostituição é legal. O Mayor está enganado, a prostituição é uma terra sem lei, não há norma, apenas o lenocínio é considerado ilegal. Portanto, se querem apontar uma ilegalidade a estas senhoras procurem no âmbito fiscal -prestam um serviço sem se sujeitarem ao devido imposto- e avisem o Gaspar. Sendo eu um defensor das liberdades individuais, não moralista, não tenho o menor interesse na vida sexual da vizinhança. Não vejo como a minha liberdade será afectada se a senhora da vivenda ao lado, na descrição do seu espaço, receber cavalheiros a partir das 22h. O facto de algumas atitudes serem moralmente condenáveis não significa que sejam legalmente proibidas. A moral sexual deve-se basear na liberdade individual não na repressão, mas o que se passa no referido bairro há muito que interfere com a vida e segurança dos seus habitantes. Não é um problema menor. Por toda a cidade estão espalhados estabelecimentos do ramo da oferta sexual, um passeio pela Rua das bocas fará corar de vergonha os melhores machos dos Países Baixos, luzes vermelhas, legalizadas pela CMV, também se encontram em pleno Centro Histórico. Esta situação não é recente e degradou-se perante a passividade das autoridades competentes. Há nesta lógica muito de velho e pouco de novo. No meio da confusão, onde estão as boas e velhas feministas, fêmeas roliças de denso buço, que destratavam os homens, a classe opressora, ao mesmo tempo que renegavam as restantes mulheres, um punhado de mentes fúteis sempre dispostas a degradarem-se para agradar ao macho alfa mais próximo? Nem uma palavra saiu do Departamento das Mulheres Socialistas ou das Mulheres Sociais-democratas. Apenas o Movimento Democrático de Mulheres se fez ouvir, desvalorizando a hipótese de as senhoras trabalharem de livre vontade, esquecendo o direito a uma vida descansada das restantes mulheres do bairro, mas acertando na necessidade de policiamento que tenha um efeito dissuasor. Já agora, atrevo-me a perguntar, a relação Ruas - PSP como vai? A igreja, por seu lado, avançou com o imperativo moral da salvaguarda das crianças, vergo-me perante a ironia óbvia da preposição e opto por me escusar a comentar. O sexo sempre foi um dos principais temas da arte, sem cair em tentação não devemos esquecer a bíblica dimensão redentora de Maria Madalena. Freud reconhecia o potencial disruptivo da frustração sexual. Philip Larkin, com a habitual melancolia, afirmava que a liberdade sexual -1963- havia chegado demasiado tarde para ele. Pedro Mexia, com indisfarçável sentimento de derrota etária, entende que apenas a partir da lusa geração de 80 o sexo aparece como algo natural, um brinde à minha geração. Leitor, não pense que não há solução, ela existe e é simples: tanto do lado da oferta como da procura, moderem o vosso entusiasmo. Nada que um pouco de bom senso, umas rondas da PSP e uma redução na prescrição de viagra não resolva.

2.       Óleo de fígado de socialista: Esta semana o partido socialista esteve por Viseu. Escrevo antes das jornadas parlamentares se iniciarem, mas atrevo-me a avançar que nada de relevante sairá destas jornadas. O problema nacional passa pela falta de políticas alternativas, bem como pela ausência de uma liderança forte. Se Seguro não comparecer, ninguém dará por isso. Em termos locais, os militantes socialistas mais cedo ou mais tarde terão de tomar a colher de óleo de fígado de bacalhau que a muito custo andam a evitar. Meus caros, engolir a candidatura autárquica de Junqueiro não custará muito, mas também não há garantias que faça algum bem. Agora é só tapar o nariz, engolir a colherada de uma vez, fazer cara feia e esperar que o sabor passe. Já falta pouco para o passado não passar disso mesmo.


3.       CDS ou o PP de Hélder: No parlamento, o CDS-PP, através do deputado João Almeida faz a leal oposição ao PSD. Por Viseu o CDS teima em não fazer oposição. Hélder, se quer garantir a sobrevivência da tribo, terá de se concentrar em Viseu, ser oposição a Ruas, fazer trabalho de Élder e “evangelizar” porta-a-porta, cara-a-cara. Caso contrário, a chegada do outono poderá lançar os conservadores num longo inverno. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Este post é plágio

Nos anos 90 Cavaco Silva queixava-se das forças de bloqueio e só pedia que o deixassem trabalhar. Já Viseu, nos últimos 24 anos, viveu paralisada por estas forças de bloqueio.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013