Respondo eu: - "É possível que sim. Como também é possível que, as referidas senhoras recebam os pujantes cavalheiros de livre e espontânea vontade e que, fruto de uma má formação cívica, entendam as janelas como um expositor de bens ou serviços. Mas porque é que não vão perguntar? Se calhar, a vidinha não será tão neo-realista como gostam de imaginar. A economia de mercado é tramada. Vem nos livros!"
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Onde está o feminismo quando um homem precisa?
Pergunta o MDM: - "(..)Não estará a decorrer um processo repressivo sobre as mulheres, deixando fora de toda e qualquer responsabilidade os homens que as procuram?"
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sem corredor BUS
Américo Nunes tem notório azar aos concursos públicos. Neste caso, parece que perdeu o autocarro e terão de ser as populações a encontrá-lo.
Fazer a primeira página
O ano começa e Viseu, ou melhor o viseense, parece estar em todas. Nesta vigília pela moralidade e bons costumes não cabem as mães de Bragança, mas temos o apoio da sacristia. Ainda vamos a tempo de fazer capa na TIME?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Meninas
Red light? Emigração ilegal? Casas de meninas? Isto não é a melhor cidade para viver, é uma canção dos White Stripes.
Blogs do Ano 2012
A Tribuna está em campanha. Até dia 19 o leitor-eleitor poderá votar n'a Tribuna para melhor blog do ano na categoria local/regional e também para blog revelação. Em caso de derrota, como um cavalheiro, tomarei a atitude correcta e culparei o árbitro, será vil a difamação à progenitora do senhor de negro.
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Politização da Caridade, 2012 e 2103 (Jornal do Centro)
1. Politização da Caridade: Enterrado no
velho sofá de família, observo a hipocrisia que uma vez por ano, sempre nos
fins de Dezembro, dá à costa. Este estado sinistro, a que uns chamam espírito
natalício e outros solidariedade, envolve a alma dos nossos políticos de tal
modo que estes atropelam as mais elementares regras de civilidade para
exercerem a sua quota-parte de caridade. Caro leitor, não me tome por um
pessimista ensimesmado, mas, em abono da verdade, eu não esperava mais dos
nossos representantes ou dos nossos pares, a minha teoria geral sobre a
natureza humana é bastante simples, deriva de Hobbes: o Homem é mau por
natureza apenas refreia os seus ímpetos devido ao dedo inquisitório da
sociedade. Mas, como eu dizia, pelo menos uma vez por ano todos nos lembramos
que somos anjos “vestidos” de Homens e, para não decepcionarmos os nossos
camaradas, temos um acto solidário para com os desvalidos. Esperamos nós, que
este momento de compaixão nos liberte do sentimento de culpa judaico-cristão
que nos corrói em resultado de termos passado mais um ano sem praticar qualquer
acto bondoso, ou digno de figurar num futuro obituário, em relação a terceiros.
Até aqui está tudo bem, cada cidadão é livre de viver na sua avareza ou mergulhar
no espírito missionário da forma que bem entender. O que me leva a reflectir
sobre este tema é bem mais grave, é a politização da caridade e o desprezo pela
dignidade humana a que passivamente assistimos. Vamos a factos: A C.M.V decidiu
entregar 500 cabazes de Natal a famílias necessitadas; a entrega decorreu no
pavilhão “multiusos”; alguns dos carenciados foram transportados até ao local
pelos “presidentes” (assumo sejam os líderes de Juntas de Freguesia) e gente de
“bem”; no pavilhão temos os carenciados perante Fernando Ruas e restantes
entidades, alguma comunicação social e foto-jornalistas; faz-se o discurso circunstancial;
batem-se palmas; entregam-se os cabazes; tiram-se fotos; todos aparentemente
felizes; fim-de-festa. Toda esta acção teria um alto valor moral caso fosse
concretizada com a devida reserva. Do modo como ocorreu, não mais fez do que
estabelecer uma relação paternalista e humilhante entre quem dá, na pessoa de
Ruas, e quem recebe, o que retirou todo valor humano ao acto. Através das
Juntas de Freguesia, em colaboração com a rede de IPSS’S e paróquias, não seria
possível fazer o mesmo com mais recato e eficiência? Ao transformar uma benemérita
acção de solidariedade num espectáculo de comunicação, o executivo esqueceu as
suas raízes sociais-democratas, baseadas na doutrina social da igreja e no
personalismo – que o deputado Alves adora citar, sem dar exemplos práticos -. Estes
conceitos estão relacionados com a definição de pessoa e respeito pela
dignidade humana. O ser humano terá de ser entendido como pessoa e não com mero
cidadão, este acto diminuiu a representação social dos mais vulneráveis em
plena era da imagem como valor absoluto. Fazer da miséria alheia espectáculo público
apenas revela a vaidade, assente num ego insuflado em pés de barro, e a falta
de sensibilidade social de quem idealiza e/ou participa nestes actos. Já diz o
ditado “Não saiba a tua mão esquerda o
que a tua mão direita faz”.
2. Recordar 2012: No ano que findou nem
tudo foi mau. Pela música, tivemos direito à explosiva mistura entre rock e
blues de Jack White. Pelos livros, o Brasil de Dalton Trevisan (o eterno
anónimo), via prémio Camões, voltou às estantes das nossas livrarias. Por
Viseu, se ficámos mal classificados no Índice de Cidades Inteligentes, fomos
nomeados a Melhor Cidade para Viver.
3. Viver 2013: Este ano avizinha-se como
mais um período de dificuldades, afinal de contas, ou mudamos de vida ou a
Troika está para ficar. Na santa terrinha surge a oportunidade de mudar a
política do betão – Atire a primeira pedra o autarca que nunca disse: “A minha
rotunda é maior que a tua.”- para a política das pessoas, do serviço público; do
respeito pelas instituições públicas; da cultura; do investimento reprodutivo;
da industrialização; da meritocracia, sem nunca esquecer as lutas antigas pela
AE: Coimbra – Viseu; ligação ferroviária; Ensino Superior de qualidade. Fica a
pergunta: Quem irá apresentar um programa enxuto e exequível?
In: Jornal do Centro
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Queixa na DECO
Caro Fernando Ruas,
Do ponto de vista do cidadão, ao fim de 23 anos e sem cidade inteligente ou desenvolvimento económico e social já teremos motivos para uma queixa na DECO?
Um abraço fraterno
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