sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Onde está o feminismo quando um homem precisa?

Pergunta o MDM: - "(..)Não estará a decorrer um processo repressivo sobre as mulheres, deixando fora de toda e qualquer responsabilidade os homens que as procuram?

Respondo eu: - "É possível que sim. Como também é possível que, as referidas senhoras recebam os pujantes cavalheiros de livre e espontânea vontade e que, fruto de uma má formação cívica, entendam as janelas como um expositor de bens ou serviços. Mas porque é que não vão perguntar? Se calhar, a vidinha não será tão neo-realista como gostam de imaginar. A economia de mercado é tramada. Vem nos livros!"

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Cruel inocência


Sem sinais de nobreza declarar morte ao rosa.

Sem corredor BUS

Américo Nunes tem notório azar aos concursos públicos. Neste caso, parece que perdeu o autocarro e terão de ser as populações a encontrá-lo.

Fazer a primeira página

O ano começa e Viseu, ou melhor o viseense, parece estar em todas. Nesta vigília pela moralidade e bons costumes não cabem as mães de Bragança, mas temos o apoio da sacristia. Ainda vamos a tempo de fazer capa na TIME?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meninas



Red light? Emigração ilegal? Casas de meninas? Isto não é a melhor cidade para viver, é uma canção dos White Stripes.

Blogs do Ano 2012


A Tribuna está em campanha. Até dia 19 o leitor-eleitor poderá votar n'a Tribuna para melhor blog do ano na categoria local/regional e também para blog revelação. Em caso de derrota, como um cavalheiro, tomarei a atitude correcta e culparei o árbitro, será vil a difamação à progenitora do senhor de negro.  

Domingo (atrasado)


Soubessem eles o poder de um mártir, que não o matariam.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Politização da Caridade, 2012 e 2103 (Jornal do Centro)


1.       Politização da Caridade: Enterrado no velho sofá de família, observo a hipocrisia que uma vez por ano, sempre nos fins de Dezembro, dá à costa. Este estado sinistro, a que uns chamam espírito natalício e outros solidariedade, envolve a alma dos nossos políticos de tal modo que estes atropelam as mais elementares regras de civilidade para exercerem a sua quota-parte de caridade. Caro leitor, não me tome por um pessimista ensimesmado, mas, em abono da verdade, eu não esperava mais dos nossos representantes ou dos nossos pares, a minha teoria geral sobre a natureza humana é bastante simples, deriva de Hobbes: o Homem é mau por natureza apenas refreia os seus ímpetos devido ao dedo inquisitório da sociedade. Mas, como eu dizia, pelo menos uma vez por ano todos nos lembramos que somos anjos “vestidos” de Homens e, para não decepcionarmos os nossos camaradas, temos um acto solidário para com os desvalidos. Esperamos nós, que este momento de compaixão nos liberte do sentimento de culpa judaico-cristão que nos corrói em resultado de termos passado mais um ano sem praticar qualquer acto bondoso, ou digno de figurar num futuro obituário, em relação a terceiros. Até aqui está tudo bem, cada cidadão é livre de viver na sua avareza ou mergulhar no espírito missionário da forma que bem entender. O que me leva a reflectir sobre este tema é bem mais grave, é a politização da caridade e o desprezo pela dignidade humana a que passivamente assistimos. Vamos a factos: A C.M.V decidiu entregar 500 cabazes de Natal a famílias necessitadas; a entrega decorreu no pavilhão “multiusos”; alguns dos carenciados foram transportados até ao local pelos “presidentes” (assumo sejam os líderes de Juntas de Freguesia) e gente de “bem”; no pavilhão temos os carenciados perante Fernando Ruas e restantes entidades, alguma comunicação social e foto-jornalistas; faz-se o discurso circunstancial; batem-se palmas; entregam-se os cabazes; tiram-se fotos; todos aparentemente felizes; fim-de-festa. Toda esta acção teria um alto valor moral caso fosse concretizada com a devida reserva. Do modo como ocorreu, não mais fez do que estabelecer uma relação paternalista e humilhante entre quem dá, na pessoa de Ruas, e quem recebe, o que retirou todo valor humano ao acto. Através das Juntas de Freguesia, em colaboração com a rede de IPSS’S e paróquias, não seria possível fazer o mesmo com mais recato e eficiência? Ao transformar uma benemérita acção de solidariedade num espectáculo de comunicação, o executivo esqueceu as suas raízes sociais-democratas, baseadas na doutrina social da igreja e no personalismo – que o deputado Alves adora citar, sem dar exemplos práticos -. Estes conceitos estão relacionados com a definição de pessoa e respeito pela dignidade humana. O ser humano terá de ser entendido como pessoa e não com mero cidadão, este acto diminuiu a representação social dos mais vulneráveis em plena era da imagem como valor absoluto. Fazer da miséria alheia espectáculo público apenas revela a vaidade, assente num ego insuflado em pés de barro, e a falta de sensibilidade social de quem idealiza e/ou participa nestes actos. Já diz o ditado “Não saiba a tua mão esquerda o que a tua mão direita faz”.

2.       Recordar 2012: No ano que findou nem tudo foi mau. Pela música, tivemos direito à explosiva mistura entre rock e blues de Jack White. Pelos livros, o Brasil de Dalton Trevisan (o eterno anónimo), via prémio Camões, voltou às estantes das nossas livrarias. Por Viseu, se ficámos mal classificados no Índice de Cidades Inteligentes, fomos nomeados a Melhor Cidade para Viver.

3.       Viver 2013: Este ano avizinha-se como mais um período de dificuldades, afinal de contas, ou mudamos de vida ou a Troika está para ficar. Na santa terrinha surge a oportunidade de mudar a política do betão – Atire a primeira pedra o autarca que nunca disse: “A minha rotunda é maior que a tua.”- para a política das pessoas, do serviço público; do respeito pelas instituições públicas; da cultura; do investimento reprodutivo; da industrialização; da meritocracia, sem nunca esquecer as lutas antigas pela AE: Coimbra – Viseu; ligação ferroviária; Ensino Superior de qualidade. Fica a pergunta: Quem irá apresentar um programa enxuto e exequível? 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Queixa na DECO

Caro Fernando Ruas,

Do ponto de vista do cidadão, ao fim de 23 anos e sem cidade inteligente ou desenvolvimento económico e social já teremos motivos para uma queixa na DECO?

Um abraço fraterno