Chegará o dia em que 2012 será uma vaga memória de um passado pouco glorioso. Nesse dia, todos os textos da Tribuna terão de ser remasterizados para que não lhes falhe o sentido. Fica a certeza que todos eles foram a negação da miséria moral que se abateu sobre quem decide os destinos desta cidade. Este espaço, não é fado, nunca foi fado, não poderia ser fado, é a certeza que conseguimos melhor.
domingo, 30 de dezembro de 2012
A marcha de 2012
Chegará o dia em que 2012 será uma vaga memória de um passado pouco glorioso. Nesse dia, todos os textos da Tribuna terão de ser remasterizados para que não lhes falhe o sentido. Fica a certeza que todos eles foram a negação da miséria moral que se abateu sobre quem decide os destinos desta cidade. Este espaço, não é fado, nunca foi fado, não poderia ser fado, é a certeza que conseguimos melhor.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Viseu (ainda) não está a arder
Podem dizer-nos que esta é a terra prometida, mas, liderados por um fraco Moisés, sabemos que desta política não há saída.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Da cultura
Cara Ana Paula Santana,
É com modesta satisfação que vejo que atendeu, ainda que de forma subtil, ao meu pedido. Não me interprete mal, qualquer evolução na nula política cultural em que vivemos será sempre positiva, mas ainda há muito por fazer. Não sendo eu um guru, uma espécie de Paul Krugman bastardo da cultura de província, terei todo o prazer em ser o seu guia espiritual para os assuntos culturais. Fique atenta!
Cumprimentos
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Faz o bem não olhes a quem
O executivo, num acto de aparente justiça social, decidiu oferecer o lanche a todos os alunos do primeiro ciclo. Numa época em que muitas famílias se deparam com graves dificuldades económicas este seria um acto de saudar, não fosse o caso de os filhos de classes menos desfavorecidas também terem direito à mesma oferta. Caro Américo, acharia por bem que os impostos dos viseenses fossem desperdiçados a pagar o lanche da sua filha?
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O inventor
É bastante provável que o inventor de Viseu tenha sido um Viseense, como tal não se admirem se o capitão não souber o segredo. Afinal de contas, somos todos Viseenses e isso tem de valer para alguma coisa.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Feliz Natal
A Tribuna deseja a todos os leitores um Feliz Natal, em especial ao Guilherme por ser o principal agregador de leitores e conteúdos neste espaço.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Jornal do Centro
1. Rede Municipal de
Museus: Dezembro chegou e apanhou-me fora da cidade. Online descubro que o
suplício, também conhecido por requalificação da Casa Museu Almeida Moreira,
terminou. Após um penoso e desajeitado tango, 2 anos entre avanços, recuos,
indecisões e 270 mil euros investidos na parceira de dança, foi com um sorriso
amarelo de satisfação, alguma pompa e relativa circunstância que Fernando Ruas
e Ana Paula Santana deram por concluída a empreitada. Ao longe, mas perto de
uma ligação à rede, tentei descobrir o “novo” museu, rapidamente percebi que
escassa ou nenhuma informação está disponível sobre este espaço. Decidido a
saber mais sobre a rede municipal de museus, cujo objectivo seria agregar e
coordenar os núcleos museológicos já existentes, “invisto” sobre o site da
autarquia (o sitio para onde funcionários autárquicos, de voz monocórdica,
remetem a pesquisa de informação), rapidamente concluo que a ideia não
conseguiu saltar do papel ou desenvolver-se consequentemente no formato
digital, não tendo efeitos práticos. Ao fim de algumas horas a interrogação assalta-me:
Será que existe algum tipo de indisponibilidade genética para, em Viseu, se
trabalhar em rede? Qual é a dificuldade que conduz a que, no site da C.M.V, a
informação sobre o espólio e actividade dos museus da sua rede seja deficitária?
O Núcleo Museológico de Várzea de Calde ainda existe? Porque é que a pouca
informação disponível apenas aparece em português? E os turistas, certamente um
punhado de Cro-Magnons perdidos no interior profundo, não se interessam pela nossa
cultura? A C.M.V não compreende que a divulgação cultural, apenas disponível na
língua de Camões é insuficiente? Atenção! O tradutor do Google, para este
efeito, não chegará, estou certo. Do ponto de vista do cidadão/visitante é
notória uma certa inércia na dinamização de actividades, sente-se a falta de
envolvimento dos agentes culturais e turísticos, o que se reflecte tanto na actividade
cultural como na actividade turística local. Será que a Sr.ª Vereadora domina
as elementares necessidades deste sector de actividade e está disponível para
corrigir rapidamente estas falhas? A dinamização destes pólos, não passa apenas
pela valorização e apresentação de conteúdos sérios, cuidados e com boa
fundamentação técnica, passa também por ocupar os espaços com iniciativas de
indiscutível interesse cultural. Com o desenvolvimento de uma dinâmica conjunta
a rede de museus ganhará o sentido e a “vida” que lhe falta, esta rede só será
uma mais-valia quando estiver ao serviço dos turistas e da cidade. O século XXI
chegou, no entanto, na vereação da cultura ninguém parece ter dado por ele.
2. Política Municipal
da Juventude (em três palavras): NÃO EXISTE. Chega?
3. Presentes de Natal:
O Natal bate à porta, as famílias reúnem-se em ambiente de festa,
reencontram-se velhos amigos, come-se o peru (para os perus esta quadra é o holocausto).
Dias antes da troca de prendas, invariavelmente perguntam-me: O que gostavas de
receber no Natal? Além dos livros (A Poesia do Pensamento; George Steiner), dos
álbuns (Amamos Duvall; Tiago Cavaco) e o par de meias garantido (nisto as avós
nunca falham), lançando um olhar sobre a cidade, espero que o último ano de
Ruas corra melhor que os vinte e três anteriores e o seu substituto seja, no
mínimo, competente; que o PS se lembre de fazer oposição e avance para o
terreno com uma candidatura forte; que o CDS ressuscite e nos lembre que é
exequível uma verdadeira alternativa de direita. Para os Viseenses, desejo que
o Natal de 2012 seja recebido com a mesma alegria com que Américo Nunes recebe
a sua família, que 2013 traga a todos a esperança de um futuro sério, com
saúde, paz, emprego e bem-estar social.
In: Jornal do Centro
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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