terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ruísmo



Sempre que ouço Wagner, fico com vontade de marchar sobre Mangualde!

Época Bal(n)ear

Shake your money maker, baby! 

Wishful Thinking


Os meus leitores, os melhores do mundo devo referir, são tão gentis que não resisto a pedir um favor -ver foto a cima-. Quem quiser contribuir pode enviar e-mail para a Tribuna. Cheque ao portador também serve. Grato.

PS: Como sei que alguns de vocês são deputados ou vereadores não sejam sovinas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A César o que é de César



O Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, recentemente criticou a reforma administrativa. Ora, D. Ilídio Leandro, pessoa de reconhecido mérito, nem ao mais intrépido ateu - ou leal oposição, como Deus prefere chamar -  necessita de relembrar a importância do cristianismo na construção da cultura ocidental. Este é um facto que nenhum alma de bom espírito negará. No entanto, viver num estado laico, não descurando questões de exercício de cidadania, implica que à igreja cabe zelar pelos paroquianos. Já ao estado cabe zelar pelos cidadãos. Misturas? Não, obrigado! 

Moreira, Noite e a Geração Up (Jornal do Centro)


1.       O que diz Moreira: Terá passado despercebida, junto da sociedade viseense, a entrevista, publicada na última edição deste jornal, a José Moreira. No entanto, para os mais atentos Moreira foi… Moreira. Dentro do seu estilo, lúcido, calmo, educado e assertivo apresentou um discurso estranho à anterior gestão da Expovis. Sim, estranho aos ouvidos dos senhores que garantiam um milhão de visitas anuais, mantendo uma tradição que apenas teve como retorno uma feira de espírito pimba, de costas voltadas para a cidade e sem qualquer noção de modernidade. Com Moreira descobrimos que vontade de inovar, vontade de criar, rejuvenescimento, tradição, futuro e trabalho fazem parte do léxico da “nova” feira, a feira volta a ser nossa. Mas devemos esperar uma volta de 180º já para esta edição? Não. Esta direcção convive bem com a ideia de que o caminho faz-se caminhando. De uma leitura atenta, às palavras de Moreira, podemos inferir que não é viável fazer tudo ao mesmo tempo, mesmo que a vontade não falte. Será falta de apoio por parte da AIRV e da C.M.V, ou apenas a crise financeira? Se é falta de apoio, como conjuga Moreira a sua vontade de fazer mais e melhor, ter melhores resultados, em suma de apresentar uma feira melhor, com a indolência de terceiros? Como conseguirá conduzir a feira de grande festa da região para a internacionalização? A resposta não é fácil, mas não restem dúvidas, Moreira entendeu o essencial: A feira é uma senhora de idade venerável - 620 anos. Já cá estava quando nós nascemos, provavelmente vai continuar por cá muito depois de morrermos, e é a noção da sua permanência e a necessidade de mudança progressiva que deve reger os seus responsáveis.

2.       Movida: A noite de Viseu é uma referência a nível regional. O que a torna especial é o facto de ter gente bonita, espaços in, espaços alternativos, cor, dinamismo e animação para todos os gostos. A noite de Viseu é cool. No entanto, existem alguns aspectos a necessitar de intervenção. Os responsáveis terão de prestar especial atenção a assuntos como licenciamento, regulação e fiscalização dos espaços de diversão, reforço do policiamento nocturno. A dinamização do centro histórico terá de ser feita sem prejudicar qualquer tipo de actividade e conciliando a vida diurna com a vida nocturna, só assim é possível repovoar o centro histórico

3.       Geração Up: Sou da geração de 80 apreendi o país em plena onda up. Se Portugal não tinha problemas, Viseu só tinha futuro. No cavaquismo-guterrismo todos pareciam jovens, em forma, viva o ginásio; abriu a bolsa, todos eram vencedores; o limite, mesmo para a broa, era o Guiness. Viseu crescia, está nos censos. Estação para quê se a rotunda nos fica tão bem? O rock vinha de um Tráfico que era Alternativo. Numa Avenida que era da Bélgica nasceu um Continente, mais uma rotunda, a cidade estava em festa. Deixámos o 127 na garagem porque as máquinas da Baviera é que são boas. A feira estagnava, mas os emigrantes enchiam o espaço. Prometiam a universidade, mas na Av. Europa é que estava o futuro. Nas ruas apareceu o frio de leste e o tropicalismo brasileiro, mas as nossas mães, felizmente, não são de Bragança. Ruas era grande, Ruas era o Mayor, Junqueiro que o diga. Acordo em 2012 cheira a fim de festa, tudo o que podia ser não se concretizou. Resta navegar por mares incertos e ter confiança no próximo homem do leme.

domingo, 12 de agosto de 2012

sábado, 11 de agosto de 2012

1986


Em 1986, enquanto lutavam pelo direito à diversão, os Beastie Boys lançaram um dos mais notáveis álbuns da história do Hip-Hop. Licensed to III, impregnado de rimas delirantes, continua, em 2012, a soar a fresco como no primeiro dia. 

Sábado


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

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Os grandes morrem de pé

Esta semana o incontornável Olho de Gato lembrou Gore Vidal. Gore polemizou como poucos, umas vezes com razão outras sem. Não sendo o meu favorito - o troféu é dos manos Hitchens- é impossível contornar a elegância estilística e profundidade intelectual dos seus ensaios ("United States 1952-1992"), dos seus artigos e das suas memórias ("Navegação Ponto Por Ponto"). Mas como surge um Gore Vidal? Acima de tudo é necessário dispor de adversários de reconhecido mérito intelectual, depois perder horas a fio entre leitura, escrita e reflexão, claro uma mãe decidida como Yvonne Jean (no caso dos ingleses) ajuda: - "if there is going to be an upper class in this country, then Christopher is going to be in it.". A elite local percebeu?