sexta-feira, 20 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Factor Guimarães

Chego a casa, avanço para o sofá, dou um passeio pela blogosfera, os meus olhos ficam reféns da discussão VSB - Olho de Gato. Aprecio o combate, ambas as análises são eloquentes q.b (tiro o chapéu e faço a devida vénia), no entanto noto a ausência do factor Guimarães. Nesta discussão, só posso estar de acordo com João Azevedo. Nas autárquicas não estamos apenas condenados a escolher um autarca, mas também escolhemos uma primeira-dama. Viseu pode não ser Paris, mas temos direito à nossa Bruni!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Provar Dão Lafões ou Uma Lição de Eficácia


Nos passados dias 6, 7 e 8 a zona histórica de Viseu encheu-se de animação. Muita gente, muito negócio, muita promoção de produtos da nossa região…
Com uma dinâmica de há muito desabituados, veio uma “equipa” de fora ensinar como se joga em casa. É bem verdade que, por vezes, de muito olharmos deixamos de ver. De muito ouvirmos ensurdecemos. De muito provarmos perdemos o gosto e etc., pelos restantes sentidos.
Parece que os autarcas de Viseu perderam a imaginação, despenderam a dinâmica em inutilidades, acomodaram o saber fazer num contentor sem utilidade.
Ouvimos as queixas dos comerciantes, da Rua Direita, da Rua do Comércio, da Rua Formosa… Eles dizem que ninguém lá passa. Eles referem que o centro se deslocalizou. Eles repetem que a noite perdeu a graça. Eles afirmam que o velho Mercado é uma desgraça.
E eis então que vem um autarca da periferia, com obra feita e crédito no mercado da acção, e eis uma comunidade exógena, e eis um grupo de pessoas eficientes e, de um dia para o outro, transforma-se o Adro da Sé num lugar cheio de gente bem-intencionada, que quer ver e provar os produtos Dão-Lafões. Que quer conviver. Mostrar-se e ser vista. Orgulhar-se de Viseu. Comprar produtos da nossa/sua terra.
Temos pois que o agradecer a quem veio de fora… dizer-nos o que fazer cá dentro. E dizer aos que estão cá dentro que é hora de seguir as boas práticas, perceber os bons exemplos… E até, porque não? ter a humildade de aprender e de perceber que a boa gestão dos dinheiros públicos não passa apenas por 5 milhões de euros de haver. Mas também pela excelente gestão dos recursos humanos, pela positiva comunicação, pela inovação… mesmo que seja recorrendo às práticas ancestrais das seculares “feiras”, apresentando o paradigma da novidade capaz de estimular e chamar, de novo, ao Adro de sempre, a gente de hoje.
Parabéns Carlos Marta! 10 dedos = 10 likes!


Autoria: Sofia Campos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Semanas Viseenses (Jornal do Centro)

                                          

1.       Queixa na Deco: Caso o leitor tenha saído de casa nas últimas semanas é provável que se tenha cruzado com gente, aparentemente racional, a festejar os resultados de um estudo, aparentemente desprovido de qualquer validade científica, levado a cabo pela DECO. Entre a tribo local, o referido “estudo” passou a verdade absoluta: Somos a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida. Nenhuma alma de bom senso, mesmo que socialista, negará que a cidade é esteticamente bonita, territorialmente organizada e limpa, que possui espaços verdes aprazíveis; que o tráfego flui com facilidade e que o viseense médio já não vive sem o centro comercial. Mas será que qualidade de vida se resume a estes atributos? E qual a importância que devemos indexar a factores como: oportunidades de emprego qualificado; capacidade industrial; desenvolvimento científico e tecnológico; actividade cultural dinâmica e diversificada? Factores que, para qualquer mente pós-vitoriana, fazem parte do léxico associado a desenvolvimento, constituindo-se como condição “sine qua non” para a existência de uma vida urbana moderna.

2.       Moscovo aqui tão perto: Em declarações a jornalistas, Fernando Ruas avançou com a ideia de eventualmente repetir uma candidatura à presidência da autarquia local após “cumprir” os 4 anos de “castigo” impostos pela lei. No plano legal, não tenho dúvidas que, caso avance, a atitude de Ruas respeita a letra da lei, mas respeitará o seu espírito? Será que tudo o que não está escrito sob forma de lei é aceitável? Numa democracia consolidada não devemos esperar de um agente político uma leitura política e legal mais abrangente? Num plano distinto, se esta ideia não surgiu dentro do contexto da conversa, porque avançou com a ideia dos três nomes no envelope? Tal facto não terá condicionado a democracia interna do partido? Todas estas questões remetem-me para Vladimir Putin e o artigo “The Civil Archipelago” assinado por David Remnick, na edição de Dec. 19&26, 2011, na Revista The New Yorker. A páginas tantas Remnick afirma que Putin, apesar da sua alta taxa de aprovação, com o anúncio da sua recandidatura, após o hiato imposto por lei, ultrapassou o ponto de não retorno. Ruas estará disposto a ultrapassar esse ponto, a partir do qual o seu futuro político será sempre menos glorioso do que o seu passado? Ou será mais prudente abandonar o palco “em ombros”? Quando tivermos resposta a estas questões, restará saber se algum dos três nomes está disposto a assumir o papel de Nedvedev de Ruas.

3.       Tondela na Sé: A iniciativa Prove Dão Lafões está de parabéns, não só dinamizou o centro histórico durante três dias, como colocou no mapa nacional esta região e os seus produtos, associando uma imagem de qualidade e competência aos produtores locais. Numa leitura estritamente política, Carlos Marta, com a sua presença, conseguiu reforçar a sua posição como pré-candidato à C.M.V, com ou sem PSD, mas com Fernando Seara a seu lado. 

domingo, 15 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Interioridade

           
Quando a decisão parte de Lisboa, somos eternos perdedores. É cada vez mais urgente que as nossas elites políticas, culturais e financeiras dêem voz a Viseu e reafirmem a nossa importância no contexto das cidades médias nacionais ou, em alternativa, estamos condenados a hillbillys lusos. 

No Reino de Hélder

Hélder, votos porquê? Concentrem-se nas autárquicas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Em terra conservadora

As palavras de D Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, com as quais qualquer "não crente" concordará, procuram defender um conceito de Humanismo Social esquecido entre os nossos agentes políticos. Um largo sector da nossa sociedade necessita de reler David Hume (ateu-conservador) de modo a recordar que o respeito pela natureza e dignidade humana não é apenas sinónimo de religião ou esquerda radical.