sábado, 30 de junho de 2012

Estados Unidos da Poesia




"Got up and dressed up
         and went out & got laid
Then died and got buried
         in a coffin in the grave,
Man–
         Yet everything is perfect,
Because it is empty,
Because it is perfect
         with emptiness,
Because it’s not even happening.
Everything
Is Ignorant of its own emptiness–
Anger
Doesn’t like to be reminded of fits–"



In: México City Blues: 242 Choruses (1959); Jack Kerouac
Voz: Johnny Depp (1995)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Direita, Turismo e Lazer (Jornal do Centro)


1.       Espírito conservador: O que falta à direita local? Existe, em Viseu, uma direita culta, que não é autoritária na acção, reaccionária no pensamento ou saudosista da velha senhora. Uma direita que dispensa o pessimismo, os suspensórios ou as botas de combate. Uma direita que faz a simbiose entre o tradicional espírito conservador e moderno apreço pelos movimentos culturais vanguardistas. Uma direita que não é contra a mudança, apenas cautelosa quanto ao futuro e defensora da tradição. Uma direita que leu Montaigne, Burke, Hobbes, Oakshott, logo inábil para o soundbyte. Que advoga um conservadorismo prudente, que sabe que o que se perde hoje dificilmente será reconquistado amanhã. Não foi assim com o comboio? Numa época em que o betão urbano deformou a paisagem; o centro histórico é abandonado e descaracterizado em favor de uma modernidade, muito kitsch, acessível entre neons do centro comercial; e do pavor à portugalidade, falta que esta direita se manifeste e mostre o que pensa sobre a cidade. A exemplo da esquerda-socialista, com o blogue Novos Horizontes, a direita cultural deve afirmar-se e produzir opinião sem complexos ou meias palavras. Será Hélder Amaral capaz de realizar este aggiornamento da direita culta, jovem e conservadora com a direita política que o CDS-PP representa? Conquistar este espaço é conquistar o futuro do conservadorismo local. 

2.       Cidade Museu: Na última edição deste jornal, em entrevista, a Secretária de Estado do Turismo afirmou: “ Não é preciso ter praia para ter turismo”. Retive esta frase não por ser uma revelação, mas por ser uma constatação óbvia, no entanto pouco ou mal entendida por quem assume responsabilidades nesta área. A ideia de cidade museu e cidade jardim é positiva, mas claramente insuficiente e algo redutora. Com os lamentáveis os atrasos de sempre, o museu Almeida Moreira adia a sua abertura, o Museu do Quartzo vive numa fase embrionária e com horários desajustados à procura. Por fim vemos o projecto do Centro de Artes prestes a ser asfaltado, logo a programação disponível na cidade é esgotada numa tarde. O que mais temos para oferecer? História, património, cultura, lazer e centralidade geográfica. Em que temos de apostar? Na diversificação, na qualidade da oferta e no reforço da exposição mediática ao público-alvo, aproveitando a parca oferta: os interessantes Jardins Efémeros, feiras gastronómicas, a Feira de São Mateus, roteiros culturais (ainda desorganizados), turismo religioso (sem coordenação), congressos com promoção, etc... Como concretizar? Sendo um sector estratégico não pode mais a CMV andar a reboque do excelente trabalho da ARPT do Centro, porque as competências são de âmbitos distintos, embora complementares. O Vereador responsável deve pensar o turismo a médio prazo para, de forma consistente, criar riqueza e dinamizar uma rede entre todos os agentes (culturais, turísticos, associativos, desportivos), desenvolver um referencial de informação (Time Out Viseu?) para divulgar e comunicar com mais dinâmica a oferta no contexto nacional. Viseu já não sonha com um futuro em betão armado!

3.       Verão: Chega o Verão, os emigrantes enchem as ruas, o corpo pede descanso…altura para pôr a leitura em dia, fica a dica: "O código dos Wooster" e "Época de acasalamento". Estes dois livros, da autoria de P.G. Woodhouse, contam as aventuras de Bertie Wooster, um cavalheiro de classe alta com bom coração, propenso para arranjar problemas, sempre acompanhado do seu mordomo Jeeves um "cavalheiro de cavalheiros", educado e inteligente. As histórias ocorrem num mundo louco de "tias de nariz empinado", "primos estouvados", rapazes sem maneiras e raparigas inteligentes. Em época de crise, o humor "culto" é uma benção.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fraco consolo

Somos uma cidade de dimensão média, no entanto com uma mundividência pequena. Só isso justifica o foguetório em torno do "estudo" levado a cabo pela DECO. Uma visão independente, sobre o mesmo, revela que o seu valor real equivale a zero. Para uma mente civilizada, este estudo, terá o mesmo valor científico do que uma conversa de café sobre a melhor marca de tremoços. Partindo do princípio (errado) que este "estudo" teria algum valor factual, será necessário referir que nos aspectos que realmente dinamizam a vida urbana -emprego, mercado de trabalho e actividades culturais- ficamos mal classificados. A classificação de topo é obtida em temas como limpeza da via pública, espaços verdes (será que as rotundas contam?) e facilidade em encontrar um dentista. Conclusão: Temos uma cidade para turista ver.... mas com a maior broa do mundo! 

Ruas de Viseu


Uma cidade sem oposição (clandestinidade?), logo sem chatices. Obrigado Ruas!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ruas de Viseu

Apesar de toda a modernidade, de shopping, Viseu continua a ser PoPular. Obrigado Ruas!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Última Hora

As últimas de Guilherme Almeida e de Carla Sampaio.

Ruas de Viseu


Entre diversos e aprazíveis aromas, a cidade cheira a tília. Obrigado Ruas!  

Ruas é fixe!




Não conhecendo pessoalmente, tenho a ideia que Fernando Ruas é simpático. Diria mesmo, um porreiraço! De outro modo, como se justifica que passe horas a trautear The Raconteurs? Ainda hoje -enquanto pensava no futuro do PSD local- repetia com vigor:


"...How you gonna top yourself
When there is nobody else
How you gonna do it by yourself
Cause i'm not gonna be here to help you

How you gonna do it alone
When i don't pick up my phone
I'd love to give a dog a bone
But i´m not gonna stick around to help you..."

Esqueçam Soares. Fernando Ruas é Fixe!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Poesia

Caro Coronel, respondo à sua questão com poesia beirã:

"Mas cá para mim... isso são só desculpas de quem não se depila,
o buço e o soneto, o alexandrino e a axila.
Cá para mim isso são só desculpas, de quem tão mal se andraja,
Com calças largas de homem, a escrever coisas de gaja"

Síndrome de Viseu

Existe um sintoma muito perturbador, no subconsciente colectivo desta cidade. Creio que estamos perante uma variante beirã da Síndrome de Estocolmo. Esta síndrome manifesta-se sempre que escrevo Guilherme Almeida. Corrijo! Basta escrever, em sequência, as primeiras três letras do nome do vereador, para de imediato o número de leitores disparar. Já a Carla Sampaio, os mesmos leitores, são completamente indiferentes. Existem traumas que, até no divã de um Sigmund Freud, dificilmente serão expiados! 

domingo, 24 de junho de 2012

Domingo



Doherty garante que conhece a última das rosas inglesas. Peter, meu caro, esta manhã o Rossio palpitava, creio que me cruzei com uma Keira Knighley de Massorim.

sábado, 23 de junho de 2012

S. João

                     
Numa época de mediatização dos "chefs superstars", em que qualquer restaurante sonha com uma estrela Michelin (Nobel gastronómico), nada melhor do que voltar ao básico.... S. João, sardinha na brasa, broa trambela, tinto do Dão e Ramones a abrir!