sexta-feira, 15 de junho de 2012

O que se segue? (Jornal do Centro)

                               

                                      


1.       Interlúdio socialista: Resolvida a questão da liderança, nos próximos meses o socialismo local viverá numa aparente, mas tumultuosa calma. A militância reconduziu, de forma inequívoca, Lúcia Silva no cargo de líder da concelhia, num acto eleitoral que será recordado como um case study à medida da sociologia política. A candidata colheu os frutos de ter desenvolvido uma campanha discreta, competente no tom e eficaz na acção. De Filipe Nunes, fica a promessa de uma geração com futuro. Entre alguns dos seus apoiantes, é perceptível a existência de uma certa juventude com vontade, qualidade e maturidade para se afirmar no universo socialista. O próximo momento político será a realização das eleições primárias internas. Com excesso de egos inflamados, estas eleições afiguram-se como uma montra de vaidades socialistas. Do militante é esperado que realize uma leitura em dois planos distintos. Por um lado terá de escolher o candidato que melhor represente o partido, por outro terá de escolher o candidato que dê melhores garantias no processo autárquico. A tragédia, aqui, reside no facto de existir a forte possibilidade de estes dois planos nunca se cruzarem, tanto no tempo como no espaço. Não é linear que uma vitória interna, por mais meritória que seja, se reflicta nas autárquicas. Neste momento a única certeza de muitos socialistas é que desse Cálix não beberão, no entanto, em política, toda a prudência é pouca.

2.       Dúvida conservadora: Pode um conservador não sentir certa nostalgia relativamente aos resultados eleitorais do pré-Ruísmo? E o que espera esse conservador do próximo candidato autárquico? Em terra conservadora para recuperar votos ao PSD e ao PS, Hélder Amaral parece a escolha óbvia. Haverá espaço para uma alternativa? O CDS está condenado a ser o partido de uma pessoa só? Optará, o CDS, a exemplo de Paulo Portas com Assunção Cristas, por recrutar, a massa crítica que lhe parece faltar, na “sociedade civil”? Em breve teremos todas as respostas. A direita, para sair vitoriosa, terá de ser capaz de congregar o voto dos conservadores de sempre, dos órfãos do Ruísmo e dos desiludidos do socialismo, agradar ao mundo urbano sem descurar o mundo rural. Dessa candidatura espera-se que não ceda a excessos líricos ou de análise, que apresente um discurso claro e rigoroso e que se liberte da efemeridade a que a vida política está sujeita. Tudo a seu tempo. Para já importa, em primeiro lugar, perceber se apenas Hélder Amaral será capaz de realizar esta missão ou, em alternativa, existe um Boris Johnson, local, com capacidade para abanar as fundações do centrão.

3.       O Ruísmo envelhece mal: Nas ruas da cidade, os sinais exteriores de decadência são óbvios. Algo indica que assisto ao fim de uma época. Caem as cortinas sobre o Ruísmo. O que sobra de Viseu? Na Rua Formosa, entre espaços comerciais devolutos, é impossível não reparar no Mercado 2 de Maio semi-abandonado. Já na Praça da República um café-esplanada, de referência, fechado, ao lado o Museu Almeida Moreira suspenso no tempo. Quem se responsabiliza pela destruição do nosso património colectivo? Uma cidade que não respeita o seu passado dificilmente terá futuro. 




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Governador Civil

Sempre gostei de adereços, da sua relevante inutilidade. O meu adereço político de eleição sempre foi a figura do Governador Civil (por nomeação). Cargo que, do alto da sua complacente pomposidade, não passava de uma desnecessária extensão do braço do poder central. Extinguiram o cargo, ninguém deu por isso. Justamente para isso ele existia, para não darmos por ele. Mesmo na sua ausência  cumpre a função! 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Museu do Quartzo II

Gosto de museus, visito estes espaços com frequência. Acredito que o modelo de Bilbau pode ser transposto para outras geografias. Viseu necessita de ter , além do incontornável Grão Vasco, outro Museu de referência nacional. De acordo com Galopim de Carvalho, o Museu do Quartzo, terá de: Se afirmar no contexto nacional; crescer em termos científicos; estar próximo das universidades, desenvolver mestrados e doutoramentos; contactar os grandes coleccionadores. No entanto, e ainda nas palavras do geólogo, para já não tem nada para ensinar às universidades, como está não passa de uma sala de mineralogia da escola.

Para a C.M.V. ficam três questões: Haverá disposição e/ou capacidade para responder ao desafio de Galopim de Carvalho? Haverá disposição para responder a estas questões? Teremos de esperar mais 17 anos, para atingir todos os objectivos propostos pelo geólogo?  

Museu do Quartzo I

Galopim de Carvalho considera raro o número de visitantes do Museu do Quartzo. Caros leitores, estabelecido o cânone (FunicularFeiraSala Pórtico) é impossível voltar atrás. 

domingo, 10 de junho de 2012

Domingo



Quinhentos anos de musas na arte ocidental, diferentes estilos, diferentes períodos. Para ver e ouvir.