sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os Parolos

"Embora nunca se tenha descoberto para que servem, a verdade é que há parolos em todos os países do mundo. A história demonstra que são inextermináveis." Viseu não é excepção às palavras de Miguel Esteves Cardoso. O parolo local, qual mosca, vive numa dialética (Tomei nota Ruas, tomei nota!) entre o fascínio, em tons de néon, do centro comercial e o irredutível apego ao carro. Podem crer, de morcões este blogger já teve a sua dose diária! 

O candidato socialista

Em breve, a concelhia socialista, irá a debate. Uma das perguntas obrigatórias, a fazer aos contendores, será: "Qual é o seu candidato à C.M.V?". Provavelmente, por diversas razões, ficaremos sem resposta. Se eu fosse candidato à concelhia teria na cabeça o nome de João Azevedo (autarca de Mangualde). João Azevedo conseguiu dinamizar Mangualde, rodeou-se de uma boa equipa, aposta nas pessoas e, tal como um ovo kinder, tem um brinde: consegue ultrapassar Ruas pela esquerda e pela direita. Mas dificilmente esta candidatura verá a luz do dia. João Azevedo sabe que se arrisca a perder Mangualde, sem estar certo de vencer Viseu. Não há nada pior, para uma carreira política, do que cair no vazio. Ruas também sabe isso!

O candidato conservador


No CDS-Viseu, desde a demissão de Rui Santos (domingo), vigora o silêncio. Como todas as crises, esta tem solução. Hélder Amaral deve arrumar a casa e nas autárquicas apresentar um Boris Johnson local. Alguém sem medo de emitir opinião, disposto a avançar com ideias ousadas, que assuma o conservadorismo e milimetricamente pronto para o combate político. Sendo a capital das beiras uma terra conservadora, o CDS-Viseu não pode assumir como seu um eterno terceiro lugar, entre os partidos mais votados.   

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Distrital PSD

Caro José Moreira,

Como sabe, a tribuna sempre foi o seu principal apoiante. Neste momento, em que se levantam dúvidas sobre a honestidade do seu adversário, a tribuna reforça o seu apoio. Em nome da coerência que regrou toda a sua vida política, espero que compareça e mostre que é alternativa. 

Um abraço fraterno.

Miguel Fernandes

A Tribuna de Viseu

Da ética

Caro Guilherme Almeida,

Como sabes, a tribuna sempre foi o teu principal apoiante. Neste momento, em que falsos testemunhos se levantam sobre a tua honestidade, a tribuna continua contigo. Estando inocente, perante tais notícias, tens duas opções éticas: Ou rapidamente esclareces tudo ou, com a mesma velocidade, te demites de todos os cargos políticos que ocupas.

Um abraço fraterno.

Miguel Fernandes

A Tribuna de Viseu

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Onde Ruas não tem nome



O calendário aponta 1987, os U2 lançam o album "The Joshua Tree". Bono (que veio ao mundo no Rotunda  Hospital) garante que conhece o sitio onde Ruas -"O Rei da Rotunda"- não tem nome. Para todos os efeitos, em 1987, Ruas era um desconhecido. O Ruísmo teve de esperar até 1990, para sair das streets do desconhecimento. Em 2013, saberemos se o seu nome ultrapassou as muralhas da sé ou apenas é um fenómeno local. 

As voltas de Viseu



Volta e meia, nas minhas voltas, o meu caminho cruza-se, em ângulo perpendicular, com uma ou outra testemunha de Jeová. Por norma as senhoras, com idade para serem minhas avós, sorrateiramente metem conversa, invariavelmente um panfleto sobre Jeová acaba nas minhas mãos. Eu, não crente dou luta, esbracejo, faço birra, tento explicar que a minha alma não tem salvação possível. Adianto que se estiverem atentas ao Mapa do Inferno de Dante, a minha alma, no seu caminho para o inferno, é facilmente identificável. Sim, eu estou lá e não há volta a dar. Acaso chegue a minha hora de ser salvo, espero algo glorioso. Espero um pregador vindo de um outro mundo. Um pregador expressivo, na posse de orgulhoso bigode e cachucho em ouro de lei. Na hora da revelação, apenas exijo um pingo de dignidade religiosa!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Governo Sombra


Próxima vereadora da cultura? Homessa! Assim de repente...lembro-me Da lila!

Duelo ou impasse mexicano?

Os candidatos socialistas avançam para o frente-a-frente. O socialismo dá o exemplo de abertura e vitalidade democrática que os paladinos do Sá Carneirismo não conseguiram. A política local ganha, o socialismo ganha, a cidade ganha. Para já, os dois candidatos conseguiram dignificar a campanha. 

Viseu



Está a chegar o Verão, a época de festivais... Viseu, no seu cinzentismo remediado, é uma cidade que precisa de rock e ainda não saiu o cartaz do Iberock! De modo barato e alegre, a Tribuna de Viseu avança com The Kills, para cabeça de cartaz da primeira noite.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Disse demissão?

O pedido de demissão de Rui Santos é uma situação turva. Necessitará de mais explicações além do breve comunicado produzido. Do que é possível decifrar, Rui Santos simplesmente desiste da vida política. Se tal se confirmar, este facto, não deve ser analisado em paridade com o caso socialista. A debandada rosa não passou de uma fuga atrás do pote de mel. Embora seja a mais fácil, a carreira de tiro pode não ser a solução mais acertada. A Tribuna de Viseu, espera que o seu blog se mantenha no activo. Para discutir a cidade todos somos poucos. 

domingo, 13 de maio de 2012

Cultura?


Paulo Neto, no editorial do JC, lança um apontamento sobre cultura e a necessidade de um cartão cultural de Viseu. Estando de acordo com a generalidade do que está escrito, tenho algumas reservas  relativamente a alguns pontos. O referido editorial parte do pressuposto que os políticos locais percebem que há sede de cultura. Eu tenho reservas quanto à veracidade deste facto. Não encontro dados que demonstrem que a cultura assumiu um lugar de destaque nas políticas do executivo camarário, nas direcções partidárias, ou nos deputados eleitos pelo círculo de Viseu. Também não julgo ser verídico que as pessoas só não gostam do que desconhecem. Eu, tal como António Lobo Antunes, conheço a história e o significado do fado, não obstante, não encontro qualquer tipo de prazer em ouvir este género musical, nem um único acorde me desperta curiosidade ou simpatia. Sinto-me irremediavelmente mais próximo dos blues, semi-analfabetos, de Sun House do que de todo o corpo de obra do luso-tradicional-saudosista fado. A razão acompanha Paulo Neto, quando este afirma que a cultura é dos melhores investimentos. Se pensarmos a médio-longo prazo, é verdade. Mas antes de chegarmos ao cartão cultural existe um trabalho de fundo que necessita de ser feito. Em primeiro lugar, de modo a adquirir uma perspectiva comparada, é necessário realizar um estudo alargado que indique, entre outros pontos, quantas pessoas participam em eventos culturais, em que eventos e com que regularidade. Em segundo lugar, urge criar uma rede que ponha as diversas associações, criadores, museus, teatros, espaços de cultura bem como agentes a comunicar entre si e a trabalhar em conjunto. Tal rede permitirá lançar um guia cultural com uma programação integrada, complementar e consistente. Em terceiro lugar, temos de aumentar a capacidade de atracção de pessoas aos eventos culturais. Como o fazer? Levando os eventos, os criadores, as associações para os espaços públicos do concelho (Centro histórico, parques da cidade, pontos da ciclovia, praças das aldeias e bairros periféricos). As condições meteorológicas, para eventos fora de portas, são favoráveis durante grande parte do ano. Em quarto lugar, é vital comunicar com o público local e nacional através da imprensa (local, regional e nacional), da Secretaria de Estado da Cultura e restantes promotores culturais. Este plano teria todas as condições para ser dinamizado pela Expovis, Airv, C.M.V, FNAC, parceiros comerciais e parceiros culturais (ex: F. Gulbenkian, F. Serralves, . C. Berardo, etc...). Vamos continuar a desperdiçar o potencial da Feira de S. Mateus e de todos os outros espaços de cultura? Para a C.M.V em termos de custos, entre parcerias, apoios europeus, patrocínios, mecenato, bilheteira, não seria mais caro que o funicular e o subaproveitado orçamento dedicado à cultura. Todo este trabalho, que em 22 anos não foi feito pelo executivo camarário, é que me leva a duvidar que os políticos locais percebam a sede do cultura. No entanto a oposição também não parece estar incomodada.