quarta-feira, 25 de abril de 2012

O exemplo do 25 de Abril

Não posso deixar de estar de acordo com Rui Santos. A última vez que, no plano internacional, Portugal liderou pela positiva foi no 25 de Abril de 1974. Ao lançar a  3ª vaga de democratização. Este terá sido nosso último grande exemplo para o mundo

Salazar em cada esquina

-"Isto só lá vai com uma Ana Salazar em cada esquina!"
Afirmava o fascista da moda, enquanto folheava a última edição da Vogue.

25 do A

Salazar morreu antes de eu nascer. 1974 terminou ainda eu não estava a ser projectado. Sá Carneiro morreu antes da minha mãe me carregar no ventre. A liberdade é como o ar que respiro, seria difícil viver sem ela por isso respeito quem a conquistou. Mas perdoem-me se acho que a transmissão televisiva das comemorações do 25 de Abril está num nível intermédio entre o natal dos hospitais e o festival da canção. Muito bom para entreter velhotas mas sem o Tony Carreira, claro.

25 de Abril



A Associação 25 de Abril e Mário Soares não apreciam este post, porque não reflete o regime democrático herdeiro da revolução.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Geração "Morangos"


“Alegra-te, jovem, na tua juventude.”
Eclesiastes, 11: 9

Por norma, é na juventude que se cultiva uma terna sinceridade, se dispensa a hipocrisia da vida adulta, se desenvolve um espírito voluntarista, nunca deixando de lado a coisa pública mas com uma visão positiva do mundo. Até a rebelde inquietude desta juventude é doce. Mas existe uma segunda juventude. Uma juventude soturna que parece ter 60 anos. Tal como os "velhos", ou influenciados por estes, percepcionam o mundo a preto e branco. Sem discriminação, dividem tudo entre um "nós" virtuoso e um "eles" causador de todas as iniquidades. Esta juventude, se deixada no infantário por sua conta, não se sabe comportar. Sem adultos por perto, começam a birra e puxam do tiranete interno para lançar o caos e a choradeira. Se ser jota é entrar nestas guerras, então o futuro partidário será negro e com cheiro a caciquismo dos anos 80. Os partidos precisam da primeira juventude, a segunda já é bem representada por gerações anteriores.   

Caixa de Pandora

Porque há caixas que são para manter fechadas.

O diabo do Cruz



"...Tony Silva cante o fado
Que a rainha já morreu
Quem tem cú vê com atraso
Em César o que é seu
Já dizia o sêu Gonçalves
Emigrado no Gerês
Onde é que hoje se penhora
O mundo em português?
Os mensageiros da luso tempestade
Já eram fufas muito antes do prior..."

domingo, 22 de abril de 2012

Viseu Periférica


Em tempos (2002-2006), de Vila Pouca de Aguiar, saía a Revista Periférica. Uma revista cultural, inovadora, urbana, com atitude, alternativa à dominante cultura "pimba", de escrita limpa, temas abrangentes e aspecto cuidado. Por lá não existiam complexos de interioridade ou inferioridade. Era transmontana mas podia ser nova-iorquina, ninguém daria por isso. Qualquer cidade para se afirmar necessita de jornais e/ou revistas fortes. Os média locais ponham os olhos neste exemplo, isto é, se sobrou algum exemplar. 

sábado, 21 de abril de 2012

J J

Noto que a comunicação social nacional não dá o devido valor aos políticos locais, particularmente aos oriundos de Viseu. Tendo em conta a predisposição genética dos nossos representantes para meterem os pés pelas mãos, considero esta uma falha grave. Em contraponto, esta semana, no Expresso, José Junqueiro é referido como tendo fama e proveito de ser um dos oradores mais truculentos do universo socialista. I told you so! O problema que se levanta é que da última vez que recorri a um dicionário o adjectivo truculento não era sinónimo de nada positivo. Pessoalmente, preferia ser representado por alguém a quem o adjectivo aplicado fosse, entre outros, um dos seguintes: articulado, prolífico, sábio, diligente. Do deputado Junqueiro, apenas espero que não olhe para estas palavras como o Paulinho Santos olhava para as canelas dos adversários. Esta Tribuna não é o João Pinto de ninguém. 

O Forasteiro de Tondela




 “Expatriado, extracomunitário, estrangeiro, alienígena, "Forasteiro", a primeira cantiga a escapar do próximo álbum de Úria não constitui uma declaração de intenções, antes é afirmação de nacionalidade: sempre português, mas a vir de outro lado. Estamos perante caso raro: uma canção de intervenção, que fala de crise, mas que não deseja ser para agora. Tão pouco actual como uma nuvem cinzenta, chega o primeiro pingo musical de um disco de chuva. Vem lá de outras bandas. É 'Forasteiro'.”

Single do álbum "Grande Medo do Pequeno Mundo" do Beirão (Tondela) Samuel Úria.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PS Viseu, visto da caixa.

No PS, tal como o tempo, a campanha avança. As caixas de comentários do VSB são o "hotspot" do momento. O que seria óptimo, caso o que se lê não fosse medonho. Numa semana em que os candidatos falaram ao JC, nem uma palavra interna se ouviu sobre as ideias propostas. Os acólitos confundem fazer peixeirada numa caixa de comentários com discussão séria. Nestas caixas encontramos uma torrente, a puxar para o sentimental, de textos desorganizados, num português tresmalhado, obviamente escritos por cérebros fanatizados. Por tudo o que representam, os partidos são importantes numa sociedade. Infelizmente a troca de ideias é que já não passa por lá. 

Rui Santos e os rácios do CDS-PP


Rui Santos, com extrema cordialidade, afirma que "A Tribuna de Viseu" é um blog extraordinário. Vou assumir estas palavras como um elogio. Afinal de contas apenas ele, a minha mãe e José Junqueiro assumem apreciar este espaço. Respeitosamente, aproveito o momento para, de modo a melhor compreender a dicotomia Esquerda/Direita, lhe colocar a seguinte questão: - Tendo em conta a generalidade dos congressos partidários. Porque raio é nos do CDS-PP que o rácio mulher atraente/por militante é mais elevado? A bem da democracia, tal facto não me parece justo. Nada mesmo!