terça-feira, 28 de agosto de 2018

Aeródromo Gonçalves Lobato


Após uma leitura atenta da entrevista que o director do Aeródromo Gonçalves Lobato concedeu ao Jornal Digital Dão e Demo, resulta uma opinião francamente positiva, não só sobre percurso profissional do actual gestor, mas também sobre o trabalho que tem sido desenvolvido, nos últimos tempos, naquele espaço inaugurado a 16 de Março de 1966.
Se o leitor recuar um punhado de anos, recordará um aeródromo quase abandonado, silenciosamente aguardando por nenhum futuro. Pois bem, em 2018 esse futuro não poderia estar mais distante do presente.
Numa época em que quase todos os distritos pedem um aeroporto internacional, é certo que, no curto ou médio prazo, Viseu dificilmente terá uma infraestrutura nesses termos. Todavia, com as intervenções de que tem sido alvo (a custos aparentemente compatíveis com a disponibilidade financeira do município), o nosso Gonçalves Lobato cumpre cada vez mais e melhor o fim para que foi projectado.
Com a linha regional, desde 2015, a impulsionar a actividade, apresentando taxas de ocupação cada vez mais altas; com o aumento do tráfego aéreo privado e a contínua actividade do ACV; apoiando diversos movimentos de protecção civil e apoio a emergências, este equipamento cumpre a sua missão garantindo um serviço público de qualidade e em segurança para os seus utentes.
Sabendo que mais vale ter um bom aeródromo (a exemplo do que se passa em Tires) do que um aeroporto vazio (repetindo Beja), sem entrar em loucuras, mas reforçando os níveis de compromisso com a infraestrutura, passo a passo, será possível reforçar a sua importância regional como espaço aeronáutico, cabe ao município cumprir este desígnio. Parecendo certo que a direcção tem trabalhado bem, dentro de anos saberemos se o poder político a soube acompanhar para bem da região.

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