domingo, 9 de julho de 2017

Jardins Efémeros

(Foto Bárbara Rosa)


Pelo que vou lendo nas redes sociais, percebo que há quem considere os Jardins Efémeros (JE) essencialmente hortos, há quem os considere mero entretenimento.

Lamento, mas, no meu entender, uns e outros falham o essencial.

Os JE, na sua dimensão experimental -característica comum à arte moderna-, são o confronto entre a ideia individual e colectiva de viver o espaço público, representado pelo convívio de diversas linguagens artísticas no mesmo espaço -a cidade. São a abstracção, à vida quotidiana, que nos põe em linha com o que de mais contemporâneo se faz pela Europa.


Em termos visuais pode não ser fácil, mas havendo arte na simplicidade não a há na facilidade.

No primordial, não tem falhado. Se isso nos leva a discutir que cidade queremos, ainda melhor!

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