sexta-feira, 4 de março de 2016

Comboio

(Foto daqui)
 
"O comboio não apita duas vezes", sem novidades, fica a dica para título de um possível romance -ah, faltam romancistas para isto ser uma cidade civilizada- ou mesmo do próximo filme do António-Pedro baseado numa terra do interior em que cem mil almas, num apeadeiro apenas existe nas cabeças dos próprios, esperam por um comboio que nunca chegará!

1 comentário:

  1. Não há meio das forças politicas locais alcançarem ou contribuírem para o ""CONSEGUIMENTO"" de investimentos estruturantes para a cidade de Viseu.
    Para além da poeira recorrente que insistem em levantar para consumo do pagode(clientela), como se vê, aí está mais uma machadada na velha aspiração do comboio em Viseu, pelo menos a curto prazo!
    Ver estes dois artigos:

    Nos últimos dias foram publicados em Diário da República quatro despachos, o último dos quais esta quarta-feira, da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), para a abertura de procedimentos pré-contratuais relativos à realização de estudos prévios e de impacte ambiental e projectos de execução, entre outros, para a modernização da Linha da Beira Alta, no valor de 11,35 milhões de euros mais IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado).
    Em declarações à agência Lusa, João Azevedo frisou que a publicação dos despachos em Diário da República, na sequência de decisões do conselho de administração da IP tomadas em 08 e 15 de Outubro, representa a confirmação da intenção do Ministério da Economia em investir naquela via.
    “Já tínhamos questionado há algum tempo os serviços da IP e soubemos que a modernização iria ser uma realidade. Vem confirmar que a linha de caminho-de-ferro da Beira Alta será um eixo de futuro”, frisou.
    O autarca de Mangualde, distrito de Viseu, que também preside ao Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro espera que o investimento a realizar naquela via – que liga a linha do Norte, na Pampilhosa, concelho da Mealhada, à fronteira de Vilar Formoso, distrito da Guarda – se traduza na melhoria da competitividade da região e do país, quer ao nível das importações, quer das exportações.

    “A linha tem de ser uma rampa de lançamento para uma região Centro e um país mais competitivo”, sustentou João Azevedo.
    Os quatro procedimentos pré-contratuais publicados em Diário da República estão relacionados com a contratação de prestação de serviços por parte da IP e o de maior valor (4,5 milhões de euros, distribuídos por seis anos, de 2016 a 2021) diz respeito à “modernização parcial” da linha da Beira Alta, no troço entre a Pampilhosa e Mangualde.
    Segue-se, com um custo de 3,5 milhões de euros no mesmo período temporal, a realização do estudo prévio, projecto de execução e estudo de impacte ambiental para a modernização do troço Mangualde-Guarda e 2,5 milhões de euros, a pagar em cinco prestações entre 2016 e 2020, para a realização de estudos idênticos, a que acresce um de viabilidade no troço Guarda-Vilar Formoso.

    A Infraestruturas de Portugal deliberou ainda a abertura de um procedimento para a realização de estudos de concordância entre a Linha da Beira Alta e Linha do Norte, ligação à plataforma logística da Pampilhosa e adequação do ‘layout’ daquela estação de caminho-de-ferro, no valor de 850 mil euros, a saldar entre 2016 e 2019.
    In“beira.pt”
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    A linha da Beira Alta apresenta grandes constrangimentos a necessitar de resolução - traçado sinuoso e com muitas rampas penalizantes.
    A IP vai investir 4,5 milhões de Euros no projecto de modernização da linha entre Pampilhosa e Mangualde e outros 3,5 milhões para o troço Mangualde – Guarda, não havendo ainda nenhuma previsão de licitação do projecto para o troço Guarda – Vilar Formoso, precisamente onde se situam algumas das maiores restrições. De igual modo, parece ainda ficar de fora o projecto de ligação a Viseu, que poderia fazer parte da nova linha Aveiro – Salamanca.

    Além desta, que é possivelmente a maior novidade, a IP vai também licitar o projecto de concordância de ligação da linha da Beira Alta à linha do Norte, na Pampilhosa, bem como a renovação desta estação e a construção de uma plataforma logística destinada a promover soluções intermodais.
    In “Portugal Ferroviário”

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