terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Terras do Demo

Caro Almeida Henriques, estava esticado no sofá a abrir uma cerveja e a dar-lhe no Zappa quando, de novo, me vejo obrigado a ser o anti-herói das beiras.

Eu não queria, a minha preguiça não permite grandes veleidades em termos de heroismo, mas volta e meia, não havendo melhor alternativa, sou forçado a repor a ordem.

Que fique claro: A culpa é sua, não é minha. Vamos à vaca fria que a cerveja aquece.
O que é um anti-herói? Um anti-herói é um sujeito sem grandes qualidades que por motivos de força maior toma atitudes que surgem aos nossos olhos como positivas.

Por exemplo: no grande Nabo até podemos simpatizar com Humbert Humbert, que a certa altura podemos confundir como um anti-herói, mas não é, nunca foi.

Descendo dois degraus na escadaria cultural. Quando viu o "Rambo I" estava a ver um anti-social que parte a cidade toda porque foi vitima de uma injustiça. Não foi altruísmo, foi umbiguismo o que levou o anti-herói a actuar.

Um alerta: Quando vir o "Batman" não confunda a Catwoman (anti-heroína) com o Joker (vilão), a coisa pode correr mal. Por um lado ela beija melhor; por outro, tanto quanto sei, ele pode ser da família do Salgado - como sabe, a árvore geneológica dos vilões é estreita, são todos primos.

1 comentário:

  1. Esta Tribuna está a perder o nível. Já se comenta textos menores de um pasquim menor. Hoje lê-se o Correio da Manhã, amanhã está com Jornal da Beira na mão.Até logo.

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