sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Gato atento vale por dois

 
2. "A “requalificação” da estrada Viseu-Sátão foi um fiasco. Onde havia uma estrada má, há agora uma rua engarrafada. Uma irritação. Aquelas obras mereceram sempre o repúdio do dr. Ruas. Já o presidente da câmara do Sátão deixou-se na altura calar com a promessa que lhe iam fazer, mais a leste, uma estrada nova.
Ora, no mês passado, de fininho, o secretário de estado Sérgio Monteiro veio “prometer” que o governo fazia a tal estrada nova desde que os municípios do Sátão e Viseu pagassem. Pediu-lhes que estivessem “disponíveis para comparticipar”.
Em Viseu, estranhamente, ninguém se opôs a esta ideia peregrina do secretário de estado das infraestruturas.

Nem a "situação” — que vai entretendo os viseenses com propaganda e orçamentos participativos da treta.
Nem a "oposição" — cuja maior preocupação é o chá de António Almeida Henriques nas inaugurações.
Mas há pior, muito pior: a seguir, o presidente da câmara de Viseu mostrou-se disponível para entrar com dinheiros municipais na tal estrada nova. António Almeida Henriques propõe-se derreter dinheiro dos impostos municipais em obras do governo.
Sem esconder a sua irritação, o dr. Ruas acaba de reafirmar a vontade de regressar em 2017. Com muitas destas, o homem regressa em ombros. A uma câmara falida."
 

5 comentários:

  1. Uau!
    Caro Miguel, o Olho de Gato está honradíssimo com este destaque imerecido que, ainda por cima, conta com uma fotografia da Sara Augusto.
    Muito obrigado!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não tem de agradecer, a Tribuna não é um espaço frequentável. Um abraço.

      Eliminar
  2. O Sobras das festas pensa bem. Circo é o que a malta precisa.

    ResponderEliminar
  3. Ruas nunca prestou vassalagem ao terreiro do Paço. É duro com o governo da sua cor. Primeiro está Viseu.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Saia um "lol" para este senhor anónimo. Ruas, por muita vontade que tenha, não está já preparado para o presente. Muito menos para o futuro. A década de 90, época de grande despesismo em betão e seus derivados foi lá trás.

      Eliminar

Exceptuando casos de linguagem imprópria, todos os comentários serão aceites.