segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fontelo, Radial de Santiago & P.U.A

O Alexandre Azevedo Pinto, de forma concreta, recordou-nos que "a melhor cidade para viver" não pode ser só uma marca, ela tem de ter reflexos na vida dos viseenses. Para memória futura fica o texto:
 
"Mata do Fontelo – Parque da Radial de Santiago – Parque Urbano da Aguieira
 
 
 
Todos conhecemos de alguma maneira, como utilizadores e frequentadores mais ou menos regulares, qualquer um dos espaços que assinalo sendo os dois parques obra da ex Polis Viseu.

Os casos que apresento, são hoje importantes espaços de lazer em Viseu mas encontram-se com graves carências de equipamentos, o que subverte a
...sua utilização, apresentando alguns já indícios ou estado de abandono.

Com o Verão a decorrer e sendo predominantemente utilizados neste período do ano, não se percebe como é que a Autarquia ignora esta situação.

Começando pela Mata do Fontelo, não se percebe que o único ponto de apoio (pastelaria e café) situado no seu interior se encontre encerrado. Para além dos inúmeros utilizadores diários que, a correr, a caminhar ou simplesmente a passear naquele espaço verde lindíssimo do Fontelo, todos os dias ele é também visitado (em diversos momentos do dia) por inúmeros turistas que vêm no Comboio que percorre a cidade e que nesse ponto específico pára durante alguns minutos. O encerramento deste estabelecimento, bem como das instalações sanitárias, é motivo de enorme desagrado para todos que por ali andam, criando uma imagem de abandono e de pouco brio daquele espaço.

O Parque da Radial de Santiago, que envolve o Rio Pavia, merece um reparo ainda maior. Como relatou e bem documentou o meu amigo Paulo Neto no seu editorial no Rua Direita, o estado de abandono e vandalismo associado ao espaço é muito preocupante. Estamos a falar de uma das obras mais emblemáticas da Polis, com elevadíssimos custos para o cidadão e que merecia uma atenção diferente por parte da Autarquia. Não se percebe tamanho desleixo.

Finalmente, o caso do Parque Urbano da Aguieira e a envolvente (do início) da ciclovia outra das obras emblemáticas da Polis. Passado já tanto tempo da sua conclusão continua a não existir um projecto público de ocupação funcional para explorar o potencial daquele espaço. Foi bem realizada a componente infra-estrutural da obra mas não se conhecem as propostas de utilização que a Autarquia tem para aquele espaço. Tardam em aparecer.

A marca “Viseu a melhor cidade para viver” a todos nos orgulha, mas convém que ela não comece a ser apenas e só isso…uma marca
."

2 comentários:

  1. O resumo está feito. O mais fácil, o betão, está feito. Dar vida, cuidar e manter não se mostram competentes. Assim foi com Fernando Ruas, veremos como Almeida Henriques se sai.

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  2. Não me parece que AH consiga manter ou cuidar de alguma coisa, ainda só vi marketing, não vi estratégia delineada para se poder confrontar ou contribuir.
    Os agentes privados que não vivem pendurados no município também não sabem com o que contar, a lentidão na resposta mantem-se para a grande maioria que ainda pretende fazer ou pensa fazer alguma coisa e sem uma atitude isenta perante todos temo que nada se vá alterar e esse sim era um dos piores cancros do ruísmo , o favoritismo perante alguns em detrimento de todos os outros.

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