segunda-feira, 23 de junho de 2014

A des(oposição)

Afinal, o que se passa com a oposição? Desertou? 

Meus caros, tenho boas e más e notícias.

As boas notícias são que a oposição ainda, [reforço] ainda, não desertou e que algumas das dificuldades que têm sentido são, de certo modo, compreensíveis. Desde logo, a contrário do executivo, não existe uma oposição profissional i.e. remunerada e a tempo inteiro; a oposição não tem nenhuma dupla ao nível de Sobrado-Nascimento; e o executivo por mais uns meses mantém o estado de graça.
 
As más notícias são que a oposição ainda, [reforço] ainda, não desertou e ao assumir os cargos todos estavam informados das condições; o período de graça do executivo está a esgotar e mesmo assim a oposição não parece ter chama, capacidade de organização ou comunicação interna (para dentro) ou externa (com o eleitorado); a oposição não apresenta uma visão de cidade, vivendo da espuma dos dias ou de uma ou outra intervenção mais inspirada (nomeadamente na Assembleia Municipal); não consegue capitalizar as deficiências que já se podem encontrar no actual executivo nomeadamente: uma vereação da cultura que varia entre o fraco e o fraquinho, uma vereação do desporto politicamente condicionada, uma fúria comunicativa que não passa no teste da realidade e o excesso de conselhos estratégicos.

Como é que se muda o estado da oposição?
Meus caros, se nos próximos anos querem ter uma oportunidade de ascender ao poder devem tentar cumprir os mínimos olímpicos. Não há milagres, mas o trabalho sério costuma ajudar.

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