terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Caro VSB

A minha crítica à oposição coincide parcialmente com a do Olho de Gato ou do Tempos de Vésperas, deste modo e por estar sem tempo ou vontade escuso-me à defesa alargada das restantes posições. No entanto, relativamente à minha posição há duas falhas na análise. Um problema menor é que sendo todos os programas genericamente aceitáveis gostaria de saber, entre os eleitos, quem os terá lido? Podia adiantar a resposta, mas estou certo que não ia ser bonito. Um problema maior é o facto de o CDS (dependendo do dia) aplaudir o trabalho do executivo, para no dia seguinte fazer uma crítica completa ao mesmo. Fará isto algum sentido? Neste ponto podia ir ao preciosismo da opinião interna nem sempre coincidir, mas este não é um problema de um VSB independente. Relativamente ao PS, também é comum fazerem coro com a direita nas críticas relativas ao orçamento para depois se absterem. Ou seja entre o que se diz e o que se faz há sempre uma grande diferença, sendo também notória a falta de alternativas. Uma andorinha não faz a primavera, mas sou obrigado a referir pela positiva as intervenções de Pedro Baila Antunes. Meus caros, a vontade não é que a oposição esteja sempre do contra, é bem mais prosaica. Por um lado, é esperado que exista alguma coerência não só entre o que se diz diariamente como entre o que se diz e o que se faz,  em algum momento temos de perceber qual é afinal a vontade dos cavalheiros da oposição; por outro lado esperam-se alternativas concretas (não há uma via única para o mesmo destino). Mas não me obriguem a explicar para que serve a oposição.

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