segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Malha do Alves

O ilustre Alexandre entende que o iluminado deputado Pedro Alves não percebe patavina de dialéctica. Paris Hilton, também não domina tal conceito e com isso não vem mal ao mundo. A menina Hilton, tal como o deputado, e esta Tribuna são filhos do pós-modernismo, isto tem algum peso. Como tudo o que é pós-moderno, sabemos que Hegel só serviu para lançar confusão [a teoria deste marmanjo espatifou a vida, bem como meia dúzia de poemas, a Baudelaire], também é sabido que a treta da Aufhebung e da dialéctica foi metida no saco, em 1943 [consultar: Sartre Vs Bataille], é nesta época que partimos do moderno para o pós-moderno. Ora o deputado em questão, muito provavelmente, será capaz de recitar [de trás para a frente] a obra "Un nouveau mystique" ao mesmo tempo que desenvolve mais um tomo dos seus estudos sobre "Personalismo em Sá Carneiro". Portanto, dêem uma abébia ao homem. Não é todos os dias que um deputado, tal como Bataille, se propõe a substituir a dialéctica pela tragédia. Caro Pedro, como eu o entendo, ser intelectual num mundo dominado por bárbaros não é tarefa fácil.  

Nota: Por mera questão de probabilidades, não são permitidas apostas sobre se o deputado entendeu ou não o conteúdo deste post. 

1 comentário:

  1. O problema não é se entendeu ou não a sua prosa , o problema é mesmo que ele e os outros estão-se a marimbar (com c) para nós pois se assim não fosse não nos tratavam como pessoas ingénuas !
    Mas como diz o ditado , tantas vezes o cântaro vai á fonte que um dia deixa lá a asa.

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