quinta-feira, 13 de junho de 2013

Da Tribuna


1.       O Senhora da Beira do Senhora da Beira: Escrever sobre amigos é sempre complicado. Complicado na medida em que por vezes a amizade tolda o sentido crítico. Em todas as áreas da nossa vida, e bem, somos mais brandos com os amigos do que com desconhecidos. A minha relação com o Fernando Figueiredo cresceu por isso mesmo, pela crítica como meio de melhorar. Por isso sinto-me totalmente à vontade para fazer a análise à sua candidatura sabendo que a vida continua. O Fernando dispensa apresentações, a sua carreira militar é o seu melhor cartão-de-visita. Conheci-o através do seu blog, da sua escrita contundente e directa. Até posso nem sempre concordar na forma ou no conteúdo, mas para quem vive fora de Viseu, o Senhora da Beira, é órgão de informação mais completo sobre a vida na cidade. Foi muitas vezes através do referido blog que casos relevantes chegaram ao conhecimento do público. Até aqui, já torci um ou outro nariz, mas tudo bem. Chegamos a 2013 e o Fernando decide liderar a lista do CDS à Assembleia Municipal, se por um lado é saudável a participação de caras novas na vida política, por outro lado muitas reservas se levantam. Facto que só prova a esquizofrenia em que vivemos. A minha visão, como sempre, é pessimista. Nunca aconselhei um amigo a entrar na política, antes pelo contrário, aos que estão dispostos a dar o último passo aconselho uma visita prévia ao psicoterapeuta. O Fernando, apesar do seu passado profissional, vai durante algum tempo carregar o “Síndrome Galamba”, o tipo que na blogosfera manda uns bitaites, caros amigos a Teria Geral da Blogosfera é simplesmente mandar bitaites, e que em consequência disso chega a um cargo público. Cabe a ele provar que estamos errados. A tarefa do Fernando, de tão complicada, é simples. Ele tem de nos provar que consegue fazer mais e melhor do que os seus parceiros, que tem uma visão positiva para a cidade [a afirmação pela negativa é sempre mais fácil], que consegue trazer ar-fresco para o debate, que aceita o contraditório e claro, nunca por nunca, apagar o que escreveu sobre a cidade assumindo o que foi dito. Até lá, o que mudou irremediavelmente foi a forma como os leitores entendem o Viseu Senhora da Beira, o que não é uma perda ligeira para esta cidade. A exigência sobre o Fernando, por todo o seu percurso e participação cívica, será necessariamente maior e dificilmente lhe será perdoado que seja apenas mais um nome numa lista.


2.       Yin-Yang: De acordo com a Wiki: “Yin-Yang são dois conceitos do taoísmo, que expõem a dualidade de tudo o que existe no universo...”. Caros amigos, não é preciso recorrer à tradição filosófica chinesa para perceber este conceito básico da política. A dupla José Junqueiro - Almeida Henriques fazem o favor de o explicar convenientemente. José Junqueiro, ex-Secretário de Estado de Sócrates, tudo faz para colar Almeida Henriques à actual governação. O candidato socialista não diz nada sem ser um eterno “a culpa é vossa”. Almeida Henriques, ex-Secretário de Estado de Passos, nada mais faz do que tentar descolar-se da actual governação. Nesta campanha não há laranja, não há símbolo, não há PSD. Se o mundo necessitava de maior prova que a tradição filosófica e religiosa chinesa é acertada, bastava vi(r)ver Viseu.


3.       Meia dúzia de expositores não fazem uma Feira: No último fim-de-semana fui à Feira do Livro. Não haverá nenhuma hipérbole em classificar a minha presença, na referida feira, como uma: Visita-Relâmpago. E não caio em exageros linguísticos simplesmente pela falta de diversidade em que a feira sobrevive. O dia, tal como o semblante das poucas pessoas com que me cruzei no parque, estava cinzento. Os expositores eram poucos, a diversidade da oferta era reduzida, não estavam presentes autores e qualquer tipo de conferência ou debate sobre literatura era uma miragem. Lembrei-me de ir visitar a Feira do Livro de Lisboa, ainda devo conseguir uma boa mão cheia de livros. Será que a Drª Ana Paula Santana aceita boleia? 

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