1. Rede Municipal de
Museus: Dezembro chegou e apanhou-me fora da cidade. Online descubro que o
suplício, também conhecido por requalificação da Casa Museu Almeida Moreira,
terminou. Após um penoso e desajeitado tango, 2 anos entre avanços, recuos,
indecisões e 270 mil euros investidos na parceira de dança, foi com um sorriso
amarelo de satisfação, alguma pompa e relativa circunstância que Fernando Ruas
e Ana Paula Santana deram por concluída a empreitada. Ao longe, mas perto de
uma ligação à rede, tentei descobrir o “novo” museu, rapidamente percebi que
escassa ou nenhuma informação está disponível sobre este espaço. Decidido a
saber mais sobre a rede municipal de museus, cujo objectivo seria agregar e
coordenar os núcleos museológicos já existentes, “invisto” sobre o site da
autarquia (o sitio para onde funcionários autárquicos, de voz monocórdica,
remetem a pesquisa de informação), rapidamente concluo que a ideia não
conseguiu saltar do papel ou desenvolver-se consequentemente no formato
digital, não tendo efeitos práticos. Ao fim de algumas horas a interrogação assalta-me:
Será que existe algum tipo de indisponibilidade genética para, em Viseu, se
trabalhar em rede? Qual é a dificuldade que conduz a que, no site da C.M.V, a
informação sobre o espólio e actividade dos museus da sua rede seja deficitária?
O Núcleo Museológico de Várzea de Calde ainda existe? Porque é que a pouca
informação disponível apenas aparece em português? E os turistas, certamente um
punhado de Cro-Magnons perdidos no interior profundo, não se interessam pela nossa
cultura? A C.M.V não compreende que a divulgação cultural, apenas disponível na
língua de Camões é insuficiente? Atenção! O tradutor do Google, para este
efeito, não chegará, estou certo. Do ponto de vista do cidadão/visitante é
notória uma certa inércia na dinamização de actividades, sente-se a falta de
envolvimento dos agentes culturais e turísticos, o que se reflecte tanto na actividade
cultural como na actividade turística local. Será que a Sr.ª Vereadora domina
as elementares necessidades deste sector de actividade e está disponível para
corrigir rapidamente estas falhas? A dinamização destes pólos, não passa apenas
pela valorização e apresentação de conteúdos sérios, cuidados e com boa
fundamentação técnica, passa também por ocupar os espaços com iniciativas de
indiscutível interesse cultural. Com o desenvolvimento de uma dinâmica conjunta
a rede de museus ganhará o sentido e a “vida” que lhe falta, esta rede só será
uma mais-valia quando estiver ao serviço dos turistas e da cidade. O século XXI
chegou, no entanto, na vereação da cultura ninguém parece ter dado por ele.
2. Política Municipal
da Juventude (em três palavras): NÃO EXISTE. Chega?
3. Presentes de Natal:
O Natal bate à porta, as famílias reúnem-se em ambiente de festa,
reencontram-se velhos amigos, come-se o peru (para os perus esta quadra é o holocausto).
Dias antes da troca de prendas, invariavelmente perguntam-me: O que gostavas de
receber no Natal? Além dos livros (A Poesia do Pensamento; George Steiner), dos
álbuns (Amamos Duvall; Tiago Cavaco) e o par de meias garantido (nisto as avós
nunca falham), lançando um olhar sobre a cidade, espero que o último ano de
Ruas corra melhor que os vinte e três anteriores e o seu substituto seja, no
mínimo, competente; que o PS se lembre de fazer oposição e avance para o
terreno com uma candidatura forte; que o CDS ressuscite e nos lembre que é
exequível uma verdadeira alternativa de direita. Para os Viseenses, desejo que
o Natal de 2012 seja recebido com a mesma alegria com que Américo Nunes recebe
a sua família, que 2013 traga a todos a esperança de um futuro sério, com
saúde, paz, emprego e bem-estar social.
In: Jornal do Centro
Mais um excelente contributo para reflexão sobre a nossa cidade. Keep going...
ResponderEliminarObrigado. Um grande abraço para o Fernando.
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