sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Jornal do Centro



1. Rede Municipal de Museus: Dezembro chegou e apanhou-me fora da cidade. Online descubro que o suplício, também conhecido por requalificação da Casa Museu Almeida Moreira, terminou. Após um penoso e desajeitado tango, 2 anos entre avanços, recuos, indecisões e 270 mil euros investidos na parceira de dança, foi com um sorriso amarelo de satisfação, alguma pompa e relativa circunstância que Fernando Ruas e Ana Paula Santana deram por concluída a empreitada. Ao longe, mas perto de uma ligação à rede, tentei descobrir o “novo” museu, rapidamente percebi que escassa ou nenhuma informação está disponível sobre este espaço. Decidido a saber mais sobre a rede municipal de museus, cujo objectivo seria agregar e coordenar os núcleos museológicos já existentes, “invisto” sobre o site da autarquia (o sitio para onde funcionários autárquicos, de voz monocórdica, remetem a pesquisa de informação), rapidamente concluo que a ideia não conseguiu saltar do papel ou desenvolver-se consequentemente no formato digital, não tendo efeitos práticos. Ao fim de algumas horas a interrogação assalta-me: Será que existe algum tipo de indisponibilidade genética para, em Viseu, se trabalhar em rede? Qual é a dificuldade que conduz a que, no site da C.M.V, a informação sobre o espólio e actividade dos museus da sua rede seja deficitária? O Núcleo Museológico de Várzea de Calde ainda existe? Porque é que a pouca informação disponível apenas aparece em português? E os turistas, certamente um punhado de Cro-Magnons perdidos no interior profundo, não se interessam pela nossa cultura? A C.M.V não compreende que a divulgação cultural, apenas disponível na língua de Camões é insuficiente? Atenção! O tradutor do Google, para este efeito, não chegará, estou certo. Do ponto de vista do cidadão/visitante é notória uma certa inércia na dinamização de actividades, sente-se a falta de envolvimento dos agentes culturais e turísticos, o que se reflecte tanto na actividade cultural como na actividade turística local. Será que a Sr.ª Vereadora domina as elementares necessidades deste sector de actividade e está disponível para corrigir rapidamente estas falhas? A dinamização destes pólos, não passa apenas pela valorização e apresentação de conteúdos sérios, cuidados e com boa fundamentação técnica, passa também por ocupar os espaços com iniciativas de indiscutível interesse cultural. Com o desenvolvimento de uma dinâmica conjunta a rede de museus ganhará o sentido e a “vida” que lhe falta, esta rede só será uma mais-valia quando estiver ao serviço dos turistas e da cidade. O século XXI chegou, no entanto, na vereação da cultura ninguém parece ter dado por ele.

2. Política Municipal da Juventude (em três palavras): NÃO EXISTE. Chega?

3. Presentes de Natal: O Natal bate à porta, as famílias reúnem-se em ambiente de festa, reencontram-se velhos amigos, come-se o peru (para os perus esta quadra é o holocausto). Dias antes da troca de prendas, invariavelmente perguntam-me: O que gostavas de receber no Natal? Além dos livros (A Poesia do Pensamento; George Steiner), dos álbuns (Amamos Duvall; Tiago Cavaco) e o par de meias garantido (nisto as avós nunca falham), lançando um olhar sobre a cidade, espero que o último ano de Ruas corra melhor que os vinte e três anteriores e o seu substituto seja, no mínimo, competente; que o PS se lembre de fazer oposição e avance para o terreno com uma candidatura forte; que o CDS ressuscite e nos lembre que é exequível uma verdadeira alternativa de direita. Para os Viseenses, desejo que o Natal de 2012 seja recebido com a mesma alegria com que Américo Nunes recebe a sua família, que 2013 traga a todos a esperança de um futuro sério, com saúde, paz, emprego e bem-estar social.  

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