1.
O que
diz Moreira: Terá passado despercebida, junto da sociedade viseense, a
entrevista, publicada na última edição deste jornal, a José Moreira. No
entanto, para os mais atentos Moreira foi… Moreira. Dentro do seu estilo, lúcido,
calmo, educado e assertivo apresentou um discurso estranho à anterior gestão da
Expovis. Sim, estranho aos ouvidos dos senhores que garantiam um milhão de
visitas anuais, mantendo uma tradição que apenas teve como retorno uma feira de
espírito pimba, de costas voltadas para a cidade e sem qualquer noção de
modernidade. Com Moreira descobrimos que vontade de inovar, vontade de criar,
rejuvenescimento, tradição, futuro e trabalho fazem parte do léxico da “nova” feira,
a feira volta a ser nossa. Mas devemos esperar uma volta de 180º já para esta
edição? Não. Esta direcção convive bem com a ideia de que o caminho faz-se
caminhando. De uma leitura atenta, às palavras de Moreira, podemos inferir que
não é viável fazer tudo ao mesmo tempo, mesmo que a vontade não falte. Será
falta de apoio por parte da AIRV e da C.M.V, ou apenas a crise financeira? Se é
falta de apoio, como conjuga Moreira a sua vontade de fazer mais e melhor, ter
melhores resultados, em suma de apresentar uma feira melhor, com a indolência
de terceiros? Como conseguirá conduzir a feira de grande festa da região para a
internacionalização? A resposta não é fácil, mas não restem dúvidas, Moreira
entendeu o essencial: A feira é uma senhora de idade venerável - 620 anos. Já
cá estava quando nós nascemos, provavelmente vai continuar por cá muito depois
de morrermos, e é a noção da sua permanência e a necessidade de mudança
progressiva que deve reger os seus responsáveis.
2.
Movida:
A noite de Viseu é uma referência a nível regional. O que a torna especial
é o facto de ter gente bonita, espaços in, espaços alternativos, cor, dinamismo
e animação para todos os gostos. A noite de Viseu é cool. No entanto, existem
alguns aspectos a necessitar de intervenção. Os responsáveis terão de prestar
especial atenção a assuntos como licenciamento, regulação e fiscalização dos
espaços de diversão, reforço do policiamento nocturno. A dinamização do centro
histórico terá de ser feita sem prejudicar qualquer tipo de actividade e
conciliando a vida diurna com a vida nocturna, só assim é possível repovoar o
centro histórico
3.
Geração
Up: Sou da geração de 80 apreendi o país em plena onda
up. Se Portugal não tinha problemas, Viseu só tinha futuro. No
cavaquismo-guterrismo todos pareciam jovens, em forma, viva o ginásio; abriu a
bolsa, todos eram vencedores; o limite, mesmo para a broa, era o Guiness. Viseu
crescia, está nos censos. Estação para quê se a rotunda nos fica tão bem? O
rock vinha de um Tráfico que era Alternativo. Numa Avenida que era da Bélgica
nasceu um Continente, mais uma rotunda, a cidade estava em festa. Deixámos o
127 na garagem porque as máquinas da Baviera é que são boas. A feira estagnava,
mas os emigrantes enchiam o espaço. Prometiam a universidade, mas na Av. Europa
é que estava o futuro. Nas ruas apareceu o frio de leste e o tropicalismo
brasileiro, mas as nossas mães, felizmente, não são de Bragança. Ruas era grande,
Ruas era o Mayor, Junqueiro que o diga. Acordo em 2012 cheira a fim de festa,
tudo o que podia ser não se concretizou. Resta navegar por mares incertos e ter
confiança no próximo homem do leme.
In: Jornal do Centro
Miguel o artigo é excelente, mas a Geração Up é genial.
ResponderEliminarArtigos opinião excelentes, medalha platina para Geração Up. Obrigada Miguel
ResponderEliminarNeste espaço ainda não percebi se gosto mais dos posts curtos ou dos grandes, mas este é francamente bom. Parabéns por seres Up numa terra Down.
ResponderEliminarLeio os blogs locais com regularidade apesar de raramente comentar, Mas não posso deixar de manifestar o gosto que me deu ler este seu texto. Muito Bom. Continue com a qualidade com que nos vem presenteando e mais cedo ou mais tarde verá o seu talento reconhecido.
ResponderEliminarParabéns ao Miguel Fernandes é uma mais valia neste deserto de ideias.
Carlos Gomes
Boa lembrança essa do Tráfico Alternativo...agora é o deserto em termos de música nas rádios fm de Viseu. Se não fosse a Internet...
ResponderEliminarBom de mais. Melhor que moelas. Like
ResponderEliminarMuito Bom, continuação de bons posts.
ResponderEliminarEm meia dúzia de frases resume a vida da cidade. Uau
ResponderEliminarTxiiiiiii é muito jogo Miguel.
ResponderEliminarObrigado a todos pela simpatia.
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