sexta-feira, 9 de março de 2012

Um plano pelo reino de Ruas


Em Viseu ainda existe quem defenda o interior, ainda existe quem respeite o interior, ainda existe quem lute pelo interior. Mesmo assim, parecemos não conseguir escapar ao destino. Contínua sem existir um rumo para o concelho, uma visão estratégica, uma ideia de futuro, na cabeça dos actuais dirigentes locais? Pergunta claramente retórica. Rei Ruas "morto", rei posto! As próximas autárquicas são a altura óptima para o lançamento de um projecto, novo, dinâmico e mobilizador para a sociedade viseense. Quem apresentar um plano integrado, com objectivos temporais, objectivos em termos de resultados e objectivos financeiros claros estará em vantagem. Quem aparecer com ideias de bolso e frases feitas, terá sérias dificuldades em passar incólume pelo crivo da opinião pública. O proselitismo político já foi chão que deu uvas, azedas mas deu.

4 comentários:

  1. Gostava imenso de acreditar nas três últimas frases do post. Mas tenho muitas - mesmo muitas! - reservas. Em Viseu, ainda há muita gente que vota PSD nem que lá esteja, literalmente, um burro. Há muita gente que nem sequer se preocupa em conhecer as ideias que vão a sufrágio.
    E atenção que com isto não quero dizer que as alternativas em Viseu sejam necessariamente melhores do que aquilo que temos tido.

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    1. Caro Nuno Costa, este espaço existe porque alguém da geração de 80 está farto de mais do mesmo. A grande maioria dos meus amigos sentem o mesmo, exceptuando claro os que militam nas Jotas. E nem ponho em causa as pessoas, o que está em causa são as políticas e o método de as levar a cabo. Não me sinto obrigado a combater ou defender a esquerda ou direita (democráticas claro). Porque me preocupo em conhecer e as ideias que nos apresentam, criei este espaço. Relativamente à alternativa tem razão. Mas estamos cá para aumentar a exigência, conto consigo e com todos os leitores. Vamos elevar o debate e mostrar que estamos atentos.
      Abraço.

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    2. A geração de 80, a geração de 70 (a minha!), enfim, as gerações mais jovens, mais cultivadas e mais informadas estão, como diz, mais atentas, mais inconformadas e certamente, fartas de mais do mesmo.
      No meu post anterior estava a pensar mais nas pessoas da velha guarda, nascidas e criadas no tempo do professor do Vimieiro, educadas para reconhecer aquilo que lhes era incutido como bom e mau, para seguir e cumprir sem questionar. E que não tiveram possibilidade ou iniciativa para "ver" para além disso.
      Não querendo ser injusto, existem, obviamente, muitas pessoas desse tempo com uma atitude completamente diferente e já agora, também, pessoas da nossa geração com uma postura mais passiva.
      Seja como for, a exigência e a atenção devem subir para patamares bem mais elevados.
      Saúdo, pois, "A Tribuna de Viseu" e muitos outros espaços similares onde se forma e se informa de maneira independente e desinteressada (desinteressada no bom sentido, entenda-se!).
      E nos tempos que correm, em que tudo se compra e se vende e tudo se utiliza para competir e ter poder, isso é, verdadeiramente, serviço público.

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    3. Caro Nuno, nesta "casa" é bem-vindo, convidado a comentar e deixar o seu contributo. Agradeço que o faça em todas as situações, principalmente quando discordar. O que me preocupa é ver os mais jovens intervenientes políticos a tentarem manter um estilo próprio dos anos 70/80. O mundo mudou, a forma e conteúdo político também têm de mudar. Sei que no interior é mais difícil, a comunicação social não é forte, as elites não estão abertas à mudança, mas Viseu merece mais. Sei que sozinho não mudo nada, e que a mudança leva tempo. Mas ainda sou novo, quero contribuir para uma sociedade melhor e não podia ficar de braços cruzados. Obrigado pelas palavras.

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