quinta-feira, 29 de março de 2012

Remédio Santo

Acabo de assistir à  telenovela "Remédio Santo" tal como havia prometido. Sim caros leitores, faço tudo por vocês os dois! 

E desse lado perguntam: "Miguel, os 45.000 euros valeram a pena?
Eu respondo: "Tenho pena, mas não vejo como possa ter sido bom investimento."  

Passo a explicar: 
22:47 - A Telenovela foi para o "ar", o horário ideal não será perto das 21h30? Rapidamente percebo que alguém morreu. Reconheço algumas caras. 
23:10 - Devido ao nulo desenvolvimento da trama o blogger já em desespero pousa as pipocas, afaga o cão, procura a janela mais próxima e salta. Mesmo morando no r/c não deixa de ser um acto de coragem!
23:34 -Acaba a telenovela, termina o sofrimento e chega o INEM. Sobrevivo à queda, ao guião e à monotonia, sem lesões permanentes.  

Conclusão: Durante o episódio apenas emitiram 15 seg. de imagens de Viseu. Nenhuma acção ocorreu em espaços públicos locais. Não são referidos eventos ou instituições da cidade. O enredo não é representativo das relações sociais locais. O que nos é apresentado poderia ter cenário ou personagens de Lisboa, Porto, Luanda ou Belo Horizonte. Tanto o espaço como a acção são universais, as especificidades e dinâmicas de Viseu não são importantes. A CMV justificou o investimento com o argumento da exposição mediática. Pois bem, neste episódio nada disso aconteceu. Viseu podia nem existir, era igual. Será que o investimento terá retorno? Morreremos sem saber.

Aspectos positivos: Não teve intervalos e o guarda-roupa da Rita Pereira.
Aspecto negativo: Apesar dos 45 mil euros de Viseu pouco ou nada aparece.  

Pergunta que deixo: - Será que com este investimento não seria possível dar a Viseu melhor cobertura mediática? Eu acredito que sim. 

1 comentário:

  1. Se quem assinou o patrocinio e mandou pagar, o dinheiro lhe saisse do trabalho próprio, teria outro cuidado, exigência e atenção na "obra". Se não fosse suficiente, não pagava. No entanto os representantes do Estado, os locais fazem isso tão bem, não têm sentido critico para as propostas, não conhecem o real valor do dinheiro (o que só se explica pela pouca experiência profissional fora da politica), nem têm sentido de responsabilidade pela massa que é de todos nós. Mas alguma alma pagaria 45mil por meia dúzia de imagens da cidade, sem qualquer retorno directo? Isto tem um nome: despesismo ou talvez amiguismo que ainda é pior e dá prisão.

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