sexta-feira, 23 de março de 2012

Greve ou os suspeitos do costume?



Ontem, em dia de abstenção organizada ao trabalho a vida correu sem grandes obstáculos. Viseu ainda não está refém dos transportes públicos, o que tendo aspectos positivos também acarreta aspectos negativos. Historicamente, a Greve Geral serve para exigir ao estado a adopção de políticas económicas e sociais favoráveis. Tendo em conta o contexto económico e político actual, atingir tais objectivos será no mínimo difícil. Para a CGTP a greve tanto serve como demonstração de força pois não assinou o acordo de concertação social, como também é usada como instrumento táctico e político. Desta vez não foram adiantados números. Em Lisboa, certamente, não eram os 300.000 anunciados na última greve, que também já então não o eram. A banalização da Greve Geral tem um efeito contraproducente, desde logo esvazia a sua realização de conteúdo e desmobiliza massas por desmotivação. Caro Arménio Carlos, marcar greves ao ritmo a que um especulador marca almoços com a banca não é o caminho. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Exceptuando casos de linguagem imprópria, todos os comentários serão aceites.