segunda-feira, 5 de março de 2012

Campanha de lugares comuns



Guilherme Almeida, no discurso de vitória, fez uma afirmação incontestável. "...Os militantes fizeram a sua escolha..." é um facto. Já  "...contribuíram para um partido mais dinâmico, aberto e plural..." são factos que a campanha desmente. Meia dúzia de comunicados dificilmente podem ser considerados um sinal de dinamismo. A abertura esbarra na campanha dentro de portas, bem como na falta de inclusão da sociedade Viseense. O pluralismo não colhe, pela evidente falta de discussão de ideias. Com uma terceira candidatura, talvez tudo fosse diferente.
Uma campanha recheada de lugares comuns. Um discurso de vitória constituído por lugares comuns. 

12 comentários:

  1. Costuma partilhar os assuntos debatidos no seio da sua família com a sociedade Viseense ?

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    1. Não meu caro. E espero que os militantes do PSD não o façam, a bem da sanidade mental dos restantes viseenses. A questão que se levanta advém da propalada abertura dos partidos à sociedade. Mas esta abertura só serve para fins eleitorais, nunca sendo levada à prática! No fim quem perde somos todos nós. De jogada de bastidores em jogada de bastidores, o partido afasta-se da sociedade. Esse é um problema que diz respeito a todos!

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    2. A sociedade civil deve interessar-se pelos partidos e pelas ideias e projetos que defendem. Devem escolher os seus representantes, a nível local e nível nacional, quando são chamados para irem às urnas.

      Os projetos que cada partido define, para a política local ou nacional, devem ser escolhidos, também pela sociedade civil? Não é para isso que servem as eleições autárquicas e legislativas? Onde a sociedade escolhe quem serão os seus representantes?

      Num momento interno, deve ser a sociedade a decidir as pessoas que pretende ver em cada partido?

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    3. Caro anónimo tem toda a razão. Aqui ninguém disse o contrário.
      A questão que se põe está relacionada com a promessa de abertura do partido. Promessa nunca levada a cabo e que afasta a sociedade civil da política. Abertura não pressupõe atribuir direito de voto ao Zé da Esquina. Nem poderia ser assim. Abertura significa tornar os processos internos claros, aproximar-se das populações, existir um plano político claramente definido e facilmente identificável pela sociedade civil.
      A questão não passa pela sociedade decidir quem manda no partido, mas sim pela abertura do partido.

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    4. Abertura do partido não consiste em criar um espaço, uma oportunidade, onde o cidadão comum possa conhecer as ideias de cada partido, participando activamente, apresentando os seus anseios, desejos e ideias? Isto não é aproximar o partido, a politica da sociedade? Não é aqui que é possível conhecer o projecto politico?

      Neste caso, as eleições da CPS/PSD Viseu, que processos internos não foram claros?

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    5. Vou tentar responder por ordem:

      1º: Abertura do partido significa: Ouvir e acolher a sociedade civil, apresentado as propostas e caras do partido à mesma sociedade. A questão do voto, aqui não se coloca, porque não seguimos o modelo dos U.S.A. Concorda?

      2º/3º:(A questão/questões é/são difusa/s. Parece uma re-afirmação do que foi dito antes, ou pergunta retórica. Mas vou ensaiar resposta)
      Partindo do pressuposto que nos entendemos relativamente ao significado de Abertura do Partido.

      Esta campanha, não proporcionou nada disso (Abertura). Será difícil perceber diferenças entre candidatos, reconhecer o pensamento mesmos, sem a existência de um debate clarificador ou troca de ideias. Ao ser um "não" acontecimento não criou qualquer tipo de valor, para o partido ou para a sociedade.

      4º: Relativamente aos processos internos, se ler bem eu não afirmei que não foram claros!! Apenas afirmo que fazem parte das "boas práticas" de um partido aberto.

      Agora fui claro? Se não entender algum ponto eu posso tentar esclarecer melhor.

      Durante o processo eleitoral, entre o que foi dito e o que foi feito existe um grande "Gap". Este Gap, não seria o que Sá Carneiro teria em mente.

      Parabéns, argumenta melhor que os candidatos! Se o caro anónimo se tivesse candidatado haveria mais debate!

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  2. Miguel, confirma-se! O PSD é uma família cá pelo burgo! Fica tudo dito com o comentário anónimo acima!

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    1. Caro Fernando,

      Eu estava na esperança que contra-argumentassem, mas não.
      Apenas comparações forçadas!

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  3. Quem anda por aí a falar de "simpatizantes" (além dos militantes/sócios pagantes) a participar na vida do "PPD"?

    Zé Manel

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    1. Caro Zé Manel,
      Foram os candidatos que avançaram com a ideia de abrir e dinamizar o partido. Está implícita a inclusão da sociedade civil.
      Basta ler os discursos de apresentação das duas candidaturas, bem como o de vitória.

      E ninguém pediu uma abertura ao estilo norte-americano!

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  4. Alguém anda mesmo muito distraído!
    A concelhia do PSD Viseu anda há DOIS ANOS a promover debates no seio da sociedade civil! Organizou Foruns e Tertúlias para militantes e não militantes, onde se debateram os mais diversos temas de relevo para o futuro e o progresso da nossa terra.
    Muitos participaram, e deixaram o seu contributo na recolha de opiniões / ideias / sugestões / preocupações que decerto servirão para alicerçar o trabalho futuro.

    É certo que os "media" locais disso não fizeram eco. Já vamos ficando acostumados...

    De qualquer modo aqui fica a "notícia" velhinha de dois anos!

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    1. Se leu o texto percebeu que o mesmo se refere à campanha. Se não leu o texto, aconselho uma leitura, porque até é fundamentado em factos!
      Se no texto encontrar um facto errado, terei todo gosto em o retirar. Sou pessoa séria, não cedo a partidarite, amiguismos ou compadrios! Não sou militante ou simpatizante de nada, convivo bem com a independência.

      A ideia de candidatura, passa por apresentar uma visão do futuro, não por revisitar o passado. O que foi feito tem significado e fala por si, mas na hora de voto o que conta é o que está por realizar. O sonho de um futuro melhor, a crença na capacidade de realizar mais, legitima o acto da candidatura. Quando alguém vota é com olhos postos num futuro melhor.

      Facto: Os candidatos lançaram as campanhas com o tema da abertura e não o fizeram! Não houve um debate, uma troca de ideias... só comunicados avulsos! O que na realidade não torna o partido mais aberto, dinâmico ou plural. O meu texto apenas se limita a apontar factos relativos à campanha... ou melhor "não" campanha! Durante a campanha apenas existiu vazio, três comunicados para cada lado é pouco!

      Facto: Tem razão os "média" em nada contribuíram para esclarecer o que fosse, isso é um facto! Lamento.
      Imprensa objectiva, em Viseu, faz falta como pão para a boca.

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