sábado, 28 de janeiro de 2012

Porque hoje é Sábado...


Nas últimas semanas tive a oportunidade de ler, a única obra de Hitchens traduzida para o mercado luso, "deus não é Grande - Como a religião envenena tudo" (D. Quixote).  
Mas já vamos ao livro, começo por apresentar o autor: Cristopher Hitchens (1949-2011), intelectual, jornalista, correspondente de guerra e critico literário, colaborou em publicações como: The Atlantic; Vanity Fair; The Nation; Wall Street Journal; The Spectator, entre outras. Hitchens combina uma série de qualidades, que raramente aparecem em conjunto, a saber: inteligência em largas doses, pensamento claro e bem definido, espírito crítico bastante aguçado, escrita elegante, frontalidade, nenhum receio da polémica e um refinado sentido de humor. 
O leitor, acha pouco? Nesse caso, sugiro um exercício: Em dez minutos, pense em dez autores com os mesmos atributos! Difícil, não é? Logo vi! Posso adiantar que, todas as suas qualidades levaram a que, na língua inglesa, surgisse o neologismo Hitchslap: acto que consiste em obliterar completamente o argumento de outra pessoa. Hitchens, por mérito próprio, tornou-se "bigger than life".
Relativamente ao livro, esta obra, é uma critica às principais religiões (nenhuma fica de fora). São apresentadas "quatro objecções irredutíveis à fé religiosa" (falseia a origem do homem; combina subserviência com solipsismo; é resultado e causa de repressão sexual; é fundamentada em pensamento ilusório), o autor  reafirma que é possível viver uma vida ética sem a necessidade da mão condutora de um criador. Não sendo o melhor trabalho de Hitchens, esta obra não acrescenta factos novos ao que já foi dito, vale a pena uma leitura atenta, tanto pela eloquência, como pela capacidade de argumentação apresentadas no texto. 

Última nota (só para editores): E que tal termos o resto da sua obra traduzida? Não restam muitos autores desta qualidade.

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