segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PS Viseu

 
Um bom resumo do pântano em que o PS Viseu caiu seria: Um partido profundamente segurista, que partilhou sobre Costa o que Maomé não partilhou sobre o toucinho, de Varoufakis ao pescoço e a fazer pose ao lado "patrãozinho". Querem saber porque não ganham eleições? Voltem a ler.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A derrota


 
Quem não esteve em La Lys não conhece o verdadeiro significado de derrota. A Drª Lúcia, esta noite, sem sair de casa, esteve em La Lys. Não há problema, derrotas há muitas e a Drª Lúcia lá chegará a deputada desta triste III República.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sports Illustrated

A última edição da Sports Illustrated, revista digna de andar debaixo do braço de qualquer beirão cumpridor, contém uma referência a um tema que diz muito às gentes de Viseu. Ela deixa uma imagem clara do progresso associado à chegada dos caminhos-de-ferro. O leitor use a criatividade que Deus lhe deu e imagine o que este tipo de progresso pode fazer por uma cidade do interior. Imagine, por exemplo, dentro de um par de anos, numa manhã de nevoeiro, ver o Dr. Ruas a desembarcar na prometida estação de Viseu. Afinal de contas, a esperança é o sonho do homem acordado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Começo o texto pelo insulto



Como sabe o insulto é mais fácil e eu sou preguiçoso. Portanto, aqui vai. A leitora é uma empertigada, já o leitor é no mínimo um mentiroso.

Caro leitor, seu filho de um grande Charlie, agora que despertei a sua atenção e provavelmente o seu processo judicial, vou explicar.

A história é relativamente simples. Vamos passo a passo.

Os vereadores do PS desempenharam, de forma positiva, o seu trabalho e questionaram a actuação da Habisolvis no Bairro Municipal. Tudo muito bem.

Almeida Henriques alegou que tal caso era um “não caso” (1). O PS, então, apresentou documentos em que fazia prova que o “não caso” afinal era caso. Parece confuso, mas não é.

É então que é usada a frase da discórdia: “Os vereadores do Partido Socialista vêm repudiar a mentira com que o Sr. Presidente de Câmara de Viseu (…)”.

Neste momento o Presidente vem alertar: “(…) acusar (o próprio) de mentiroso, ou de desonesto, ou de menos transparente vão (a oposição) ter de explicar isto ao Ministério Público(…)” (2).

Vou saltar as questões de semântica e português, que nada acrescentam.

O facto de termos um presidente a levar uma declaração política para o campo judicial, por se sentir ofendido, pouco tempo depois de se ter referido a uma Secretária de Estado da forma como Maomé não fala do toucinho (3) não deixa de ter a sua dose de ironia, mas também surge como irrelevante para o ponto que procuro.

O guião desta prosa é mais simples.

Assumindo que estavam presentes diversos meios de comunicação social e tendo todos eles acesso aos documentos que a vereação do PS disponibilizou.

Porque é que ninguém fez as perguntas que se impunham?

Tais como:

– “Perante a informação que temos, as declarações do Sr. Presidente, foram fruto de desconhecimento ou falha do gabinete de comunicação?”

– “Foi mal informado por parte da Habisolvis?”

– “Foi, pura e simplesmente, um lapso?”

– “Foi vítima de uma verdade com geometria variável?”

Com estas questões ganhavam os jornalistas, ao cumprir melhor o seu dever; ganhava a oposição, ao ver as suas dúvidas dissipadas; ganhava o Dr. Almeida Henriques, ao esclarecer a questão definitivamente; ganhavam os eleitores, em esclarecimento.

É que, a exemplo da “Confraria Infanto Juvenil”, ainda ninguém percebeu o que realmente aconteceu. E qualquer dúvida, mesmo que minúscula, é sempre demasiado para pender sobre a cabeça de um Presidente da Câmara.

Ps: Porque é que a comunicação social não deu o devido destaque a esta questão?
 

António Housaiss

 
Meus caros, estive no Housaiss (a wikipedia dos cotas), o que me levou a outros caminhos. Mentia se afirmasse que não aprendi nada.

Por ex. sobre Mentira, cujo significado todos entendem, há três posições filosóficas distintas:

I - Os que a abominam por completo, por ex. Kant (Marcelo Rebelo de Sousa - Alemão).

II -  Os que, com uma certa dose de cinismo, a admitem como mal menor, por ex. Constant.

III - Os que colocam em causa o significado de verdade ou mentira, por ex. Nietzsche.


Vale e Azevedo não está na Housaiss.  Logo, em Viseu, somos todos Nietzche.