quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Entrevistas que nunca fiz

Jornalista: "Distrito de Viseu, o que diria, aos militantes locais, sobre as listas de candidatos apresentadas para sua representação na Assembleia da República?"
 
Distrito de Viseu: "A resposta é simples. Caro militante, defender as listas que o seu partido apresentou, não é apenas ser obtuso, é magoar todo o distrito. As últimas listas não eram boas, mas estas infelizmente são piores.
Portanto, antes de pegar na sua bandeira e desatar a correr feiras, romarias sagradas ou profa...nas, pare. Pare e pense em trabalhar em nome do distrito.
A propósito, já referi quão má é a lista do seu partido? Nesse caso, lamento voltar ao assunto, mas a lista do seu partido é mesmo muito má. Até pode nem repetir este mantra à frente dos seus camaradas de partido, mas, no fundo, o meu amigo sabe que a lista que apoia é má, terrivelmente má.
É certo, trabalhar pelo distrito não dá um ordenado famoso nem anima o ego - sei o quanto gosta de contar os likes, dos camaradas, nas selfies- mas dormir descansado, sabendo que fez o que era necessário pelo distrito, tem de valer alguma coisa.
O meu amigo, como militante, apenas se limita a ajudar o seu partido. Não poucas vezes, é um mero instrumento da vontade de terceiros; essa vontade, todos sabemos, raramente se cruza com as necessidades do distrito.
Neste momento, o seu distrito precisa do seu apoio. Portanto, faça o que é correcto. Liberte-se do espartilho que nos encrava. Deixe a bandeira para o estádio -apoie sempre o seu clube local-, meta mãos à obra e, por uma vez na vida, participe algo maior que a vontade do seu cacique."
 
 
In: pág 412; Entrevistas que nunca fiz - A miserável vida de um repórter de guerra em tempo de legislativas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Feira Anual de Viseu


Nos últimos dois anos, na Feira Anual de Viseu, temos a assistido a situações que demonstram alguma (estou a ser simpático) falta de respeito para com os artistas locais. Nesta edição, a organização, trilhando novos caminhos, voltou a inovar. A história é simples: um artista plástico que cedeu a sua obra, à organização do evento, para uma exposição foi convidado a comparecer à inauguração, da mesma, com a ressalva de pagar bilhete à entrada.
 
Caro Dr. Almeida Henriques, amigo Sobrado, sôdona Odete, o problema não está no valor do ingresso. O problema é o desprezo, para com os artistas locais, que a vossa organização, ano após ano, teima em demonstrar.
 
Dr. Sobrado, confio que, fruto da sua competência, a situação será rectificada e que nos próximos anos não se repetirão situações similares.
 
Um forte abraço de amizade.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ainda a Revista Municipal

Partilho um texto, bastante certeiro, da autoria de Ricardo Bordalo. Sem prejuízo para os demais, este texto deve ser lido, pelo menos, duas vezes por beirões inteligentes; umas seis vezes, em voz alta, no Núcleo de Imagem e Comunicação do Município de Viseu; e de oito vezes para cima, de forma individual, pelo Executivo Municipal.
 
 
  "Vi hoje, pela primeira vez, a nova revista municipal de Viseu. Porque me chegou à caixa de correio. A questão não é Viseu merecer melhor. A questão é Viseu não poder ter uma revista municipal tão má. E porque se sabe quanto é que aquilo custa.Parece que a coisa já tem uns tempos. Não vi em lado nenhum quaisquer comentários a esta publicação. É muito má. Mesmo muito má!. Deve ser por isso. Ou porque a opinião generalizada é que é boa??! Ou porque o respeitinho é muito lindo. E porque, numa cidade como Viseu, não dizer é o melhor caminho. Por causa das coisas. Mas eu, que sou mesmo muito bom a fazer amigos, garanto que aquilo é mau nos conteúdos, é mau no grafismo e é mau pelo triste e provinciano retrato que faz do concelho! É um trabalho amador, mas, essencialmente, a sua construção não foi precedida de uma coisa que não carece de especialização: olhar em volta e ver o que se faz noutras paragens... é uma revista mal pensada. E isso é irrecuperável!"

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Viseu Revista Municipal

Recebi um dos quarenta e cinco mil exemplares da Revista Municipal. Na capa, Tó-Pê Vasconcelos parece estar numa trip de ácidos (das boas), Ricardo Pereira (com a mesma trip) parece apontar para uns teletubbies imaginários, Soraia Chaves apenas aparece vestida. No interior, a entrevista ao realizador, mais que do que bem conduzida, foi conduzida. Negativo, não havia bilhete para área VIP (a tenda onde está o melhor Dão) da Feira Anual. Na "Sopa de Letras", da página 40, de trás para a frente, na diagonal, é possível encontrar ODETE ou melhor:
                                   "E
                                      T
                                        E
                                          D
                                            O"

Não tem soluções, não sei se é uma palavra considerada válida.



PS: Alguém avise o Dr. Sobrado que ainda não fui contactado pela Soraia.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

As Listas

Foram apresentadas as listas de candidatos às próximas legislativas no universo dos partidos que constituem o arco do poder.

Existem diversos tipos de análise possíveis e válidos. Como abordagem mais fascinante, surge-me, desde logo pela sua proximidade, a visão local. A simplicidade das legislativas começa no sentido em que o deputado é o máximo representante das vontades de uma região no parlamento nacional. Portanto, neste artigo, o que interessa é entender o que nos calhou em, boa ou má, sorte. Para quem espera uma análise nacional, uma consulta ao Expresso ou mesmo ao Público dará melhores resultados. Afinal de contas esta é a Tribuna de Viseu.

Relativamente às listas, entre 2011 e 2015, existem diferenças assinaláveis. Facto que "per se" poderá ser positivo, mas o tempo encarregar-se-á de desfazer todas as dúvidas.

Segundo os indefectíveis, de ambos os lados, "(todos) os candidatos têm percurso político inatacável ou um curriculum profissional invejável. A política baixa de faca na liga não existe; é tudo má-língua". Está provado que na era do TIDAL a K7 pirata continua a fazer vítimas.

De acordo com os realistas, o distrito uma vez mais sai derrotado.

Saiu derrotado na coligação. Quando três, dos quatro primeiros lugares, são indicados a nível nacional, algo vai mal. A distrital, de Mota Faria, limitou-se a indicar o "Político Profissional" e a ver a ex-autarca Isaura relegada para o fundo da lista, substituída por uma jovem desconhecida. Entre Faria&Alves estão nomeados os derrotados da coligação.

O CDS-PP foi CDS-PP e, como CDS-PP, garantiu o lugar de Hélder Amaral.

No PS a derrota é tanto mais clara como pública. Em terra de desconfiados, a cabeça de lista é uma simpática forasteira que entre Pastéis de Vouzela e Pastéis de Tentúgal estará mais familiarizada com os últimos. Tendo sido excluído o peso pesado Junqueiro, ou mesmo Acácio, o sectarismo foi convidado de honra. Também por isso estalou o verniz numa carta assinada pela líder da concelhia de Viseu. Numa altura de medos e tacticismo, honra seja feita, Modesto surpreendeu pela coragem.

Neste particular, Mota Faria fez Borges parecer um amador profissional. Em campanha, pelas ruas do distrito, aos brilhantes dirigentes da coligação, de modo a saírem vencedores da contenda, bastará afirmar: "A nossa lista é fraca, sim. Mas já olharam bem para a lista do PS?".
Já as boas gentes do distrito devem entender as legislativas como uma espécie de derrota sazonal. Aconteça o que acontecer sabemos que não vai ser bonito e temos a forte suspeita que nas próximas ainda será pior.

Adaptado o texto original publicado em: Rua Direita

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Deputados Imperativos & Categóricos

Algures, nesta entrevista, deve existir uma analogia com a noção kantiana caciquiana de dever, que, tanto eu como o entrevistado, falhamos em alcançar. A formulação do imperativo categórico seria desta ordem:"fala sempre de modo a que se o teu patrão estiver a ouvir aprove". Mas de filosofia eu nunca percebi nada.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Incubadora

Ontem, por preguiça e nada mais que preguiça, ficou por fazer a referência positiva à chegada do "Centro de Desenvolvimento" da Bi-Silque à re-inaugurada incubadora de empresas. Aos interessados, mantenho as minhas propostas de negócio!